Escândalo da iluminação não fez Adriane excluir vencedoras de contratos milionários e gestão segue às escuras.

Contratos milionários da prefeitura de Campo Grande recheiam os cofres de empresas denunciadas e investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o jornal “Correio do Estado”, as construtoras B&C e JLC, acusadas de abocanhar serviços de iluminação pública em processos de licitação colocados sob suspeita, continuam contempladas com mais de R$ 75 milhões em obras e serviços contrata dois pela gestão de Adriane Lopes (PP).
A situação certamente não causaria tanta estranheza se os contratos anteriores estivessem legalmente consolidados e sem dúvidas sobre a sua lisura. Entretanto, não foi isto que aconteceu, de acordo com o MPE. No final do ano passado as duas empresas foram alvos de uma operação para apurar denúncias de graves irregularidades na escolha e na contratação de serviços de iluminação pública.

A Operação “Apagar das Luzes” fez uma varredura em diversos documentos e outras peças do processo licitatório e encontrou indícios de fraudes e superfaturamento, que remontam a mais de R$ 62 milhões. No entanto, nem estas descobertas do MPE convenceram a prefeita Adriane Lopes a tomar as providências pertinentes. Poderia ao menos suspender os contratos enquanto durassem as investigações. Mas nem isto ela teve a iniciativa de fazer e deixou correr frouxo.
Foi constatado, de acordo com os relatórios oficiais da prefeitura, que destas duas empresas é a JLC que tem a maioria dos contratos com o Município. São sete, avaliados em R$ 36,1 milhões.
A Operação Apagar das Luzes investigou contratos de poderes públicos em Campo Grande e Piçarras (SC), cumprindo 14 mandados de busca e apreensão. Com mais este escândalo, a gestão de Adriane recua, em vez de avançar, e põe nas mãos da iniciativa privada um dinheiro público para acender as luzes da cidade e manter negócios do poder cobertos pela escuridão.






