Meta: ampliar malha aérea e conexão de cargas e passageiros com estudo entregue em 60 dias.

O Governo de Mato Grosso do Sul instituiu, conforme publicação no Diário Oficial de hoje quarta-feira (02/07), um Grupo de Trabalho Institucional encarregado de elaborar uma nova modelagem para voos regionais no estado. Com prazo inicial de 60 dias — podendo ser prorrogado — o grupo visa traçar rotas que conectem diretamente Campo Grande a municípios do interior, como Corumbá e Três Lagoas, utilizando pequenas aeronaves, e fortalecer a logística de transporte de cargas e passageiros.
Conforme o diretor-presidente da Fundtur‑MS (Fundação de Turismo de MS), Bruno Wendling, a demanda por voos regionais existe especialmente para negócios, e pode emergir tanto na aviação executiva quanto comercial. Hoje, o estado só conta com voos partindo de São Paulo (Congonhas e Campinas) com destino a cidades do interior — sem rotas diretas saindo de Campo Grande.
O novo grupo será composto por cinco titulares e cinco suplentes representantes de órgãos estratégicos: Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seilog), Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Semadesc), Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Objetivos do grupo:
Ampliar e diversificar a malha aérea estadual;
Fortalecer o transporte de cargas e pessoas;
Expandir rotas regionais e integrar o território;
Otimizar a infraestrutura dos aeroportos;
Contribuir para o desenvolvimento sustentável de MS.
Atualmente, não há voos regionais regulares saindo de Campo Grande; apenas conexões vindas de São Paulo servem o interior. A expectativa do Governo é que, com novas companhias operando aeronaves de 9 a 12 lugares, seja possível estabelecer rotas diretas entre a capital e outros polos em médio prazo.
As propostas e recomendações do grupo deverão ser apresentadas dentro de 60 dias, podendo haver prorrogação pelo mesmo período.
Com essa estruturação, Mato Grosso do Sul busca estimular a aviação regional, melhorar a mobilidade interna e alavancar oportunidades ligadas ao agronegócio, turismo e negócios.






