Prefeita humilha e ignora os administrativos, fundamentais no suporte ao trabalho dos educadores.

Não é apenas o negacionismo salarial que marca a discriminatória relação da prefeita Adriane Lopes (PP) com os servidores administrativos da Educação. A gestora trata as reivindicações da categoria com um grau de desinteresse (ou de desprezo) absurdo, percebido por todo o quadro de servidores da Prefeitura de Campo Grande.
Sem outras alternativa, a categoria agendou para a próxima quinta-feira (15/05), um dia de paralisação como forma de protesto e advertência na expectativa de a prefeita assumir suas responsabilidades. A gota d´água desta revolta pingou na semana passada, quando Adriane Lopes, para cumprir a lei do piso nacional, anunciou um reajuste de 6,27% aos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme).
Ouvidos moucos
Mesmo cumprindo a lei nacional do piso, que é obrigatória para todos os gestores municipais, a prefeita campograndense simplesmente fez ouvidos moucos ao apelo dos aproximadamente 1.800 servidores administrativos.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem), William Freitas, afirma que o vencimento-base de 95% da categoria está nas médias inferiores a R$ 1.518,00, valor do atual salário mínimo.
O que torna ainda mais estarrecedora a postura de Adriane é a canetada que deu para aumentar com índices generosos seu salários e os salários dos secretários municipais e vereadores.
Se a partir de junho os administrativos continuarem sem melhorias salariais, seguirão com a magra média de um salário-mínimo na sua remuneração, ao passo que a prefeita terá saltado de R$ 21,2 mil para R$ 35,4 mil mensais.
Assim, a paralisação de quinta-feira é vista como recurso inicial na tentativa de sensibilizar a prefeita. Se no entanto ela continuar dando as costas a esse grupo de trabalhadores públicos, é provável que ações ou manifestações mais contundentes sejam realizadas.






