Segundo os indicadores oficiais, o Estado lidera o crescimento neste setor estratégico da economia.

Levantamentos oficiais e dados apurados pelos indicadores mais credenciados, é Mato Grosso do Sul que está liderando o crescimento da indústria de transformação no país. O governador Eduardo Riedel (PP) acariciou os números e sentenciou: “Estamos consolidando uma nova e muito importante matriz produtiva”.
Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), diz que esta realidade avançou nos últimos dez anos. O Estado vem passando por uma transformação estrutural inédita, explica o governador. “De uma economia baseada quase exclusivamente na agropecuária, passamos a ocupar uma posição de destaque nacional na agroindústria e na indústria de transformação”, observa.
Ele comenta os dados do IBGE, registrando que desde 2016 o valor da transformação industrial (VTI) cresceu nominalmente 179%. Foi a maior variação entre todos os estados, saltando de R$ 12,2 bilhões para R$ 34,0 bilhões no período.
O VTI é um indicador que mede a riqueza gerada pelo processo produtivo, calculado a partir da diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos consumidos.
Verruck frisa que o desempenho está diretamente associado à estratégia adotada pelo Governo do Estado, ao apostar na agregação de valor à produção primária, no fortalecimento da agroindústria e na definição da agenda verde como eixo estruturante do desenvolvimento, combinando crescimento econômico, sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e atração de novos investimentos.
Na produção de bioenergia, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição no ranking nacional de etanol, a quinta de açúcar e a segunda em etanol de milho. “O setor transformou-se num dos pilares estratégicos do desenvolvimento econômico sul-mato-grossense”, avalia Verruck.
Com 22 usinas em operação (três de etanol de milho e três novas plantas em implantação), o Estado mantém um diálogo permanente com todo setor produtivo, por meio da Semadesc e da Biosul, para garantir um ambiente de negócios competitivo e sustentável.

Ambiente favorável
Riedel lembra que o governo tem ainda o compromisso de ser um território carbono neutro até 2030. Na área dos sucroenergéticos, já conta com uma plataforma própria de monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa, denominada Carbon Control.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, atribui os avanços à construção de um ambiente favorável aos investimentos e à atuação integrada das entidades do setor produtivo. “Temos cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em várias áreas. Isso é muito bem planejado. A implantação de uma empresa passa, primeiro, pela demanda empresarial”.
Vários empreendimentos são retratos deste cenário. A Metalfrio é empresa global, de origem brasileira, e está entre as líderes mundiais do setor de refrigeração comercial.

Com um completo portfólio de produtos, atende os diversos tipos de estabelecimentos com a melhor tecnologia, durabilidade e menor consumo de energia. A consolidação da companhia teve início em 2005, com a primeira fase da fábrica de refrigeradores e freezers em Três Lagoas.
Outro exemplo é a Usina Sonora, instalada na cidade de mesmo nome desde 1976. A primeira safra de cana-de-açúcar foi em 1979. E a unidade tornou-se um dos vetores da expansão econômica e social da região, abrindo opções de emprego e renda e dinamizando a economia local e dos municípios do entorno, como Pedro Gomes, Itiquira e o Distrito de Ouro Branco do Sul.
A usina produz o Açúcar Cristal Especial Sonora, comercializado nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.






