Mortes em terremoto na Turquia e na Síria já são quase 17 mil

Mais de três dias após o maior terremoto dos últimos 80 anos na Turquia e na Síria, o número de mortos confirmados na região já é de quase 17 mil. O Tremor de magnitude 7,8 abalou a região diversas regiões dos dois países na última segunda-feira (6).

Segundo o último balanço divulgado pelo governo turco na manhã desta quinta-feira (9), as mortes no país já somam 14.014. Já a Síria, contabiliza 2.950 mortos – somando os dois países, as mortes já chegam a 16.964.

Trabalho das equipes de resgate e emergência também sofre dificuldades por conta das temperaturas abaixo de zero, que ainda agravam a situação dos sobreviventes nos dois países

O terremoto já é considerado o pior da região nas últimas décadas. Ele durou cerca de um minuto e meio. O epicentro do tremor foi a 10 km da superfície, afirmou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências.

O abalo sísmico teve origem perto da cidade de Kahramanmaras, segundo a autoridade turca responsável por administrar desastres e emergências no país.

Novos abalos

Nove horas após o primeiro terremoto, houve um segundo tremor de magnitude 7,5. O epicentro foi registrado a cerca de quatro quilômetros de Ekinozu, no sudeste da Turquia, a 10 quilômetros de profundidade.

No dia seguinte, outro terremoto, dessa vez de magnitude 5,6, atingiu o centro da Turquia. O novo abalo foi registrado a 2 km de profundidade.

Resgate

O vice-presidente da Turquia, Fuat Oktay disse que as condições climáticas severas dificultaram o envio de ajuda às regiões afetadas e a realização de resgates. Segundo a autoridade turca, apenas veículos de resgate e de ajuda estão autorizados a entrar ou sair das três províncias mais afetadas: Hatay, Kahramanmaras e Adiyaman.

Ainda, a Sociedade Médica Sírio-Americana comunicou que os hospitais estão sobrecarregados e há pacientes nos corredores.

Na última terça-feira (7), o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, decretou luto oficial pelo período de sete dias por conta das milhares de vítimas do terremoto.

“Devido aos terremotos ocorridos em nosso país em 6 de fevereiro de 2023, foi declarado luto nacional por sete dias. Nossa bandeira será hasteada a meio mastro até o pôr do sol do domingo, 12 de fevereiro de 2023, em todas as nossas representações nacionais e estrangeiras”, escreveu o líder na sua conta oficial do Twitter.

Número de mortos após terremoto na Turquia e na Síria passa de 7.000

Tremor de magnitude 7,8 atingiu os países na madrugada de segunda-feira (6); mais de 100 abalos secundários também foram registrados

Pelo menos 7.266 pessoas morreram na Turquia e na Síria após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a região na segunda-feira (6).

O número de mortos subiu para 5.434 na Turquia, segundo o que disse o ministro da Saúde da Turquia, Fahrettin Koca, em entrevista coletiva nesta terça-feira (7).

O número de mortos na Síria é superior a 1.832. Mais de 1.020 pessoas foram mortas em áreas controladas pela oposição, segundo os Capacetes Brancos da Síria, também conhecidos como Defesa Civil da Síria. Nas áreas controladas pelo governo, o número de mortos é de 812, segundo a agência de notícias estatal SANA.

Primeiro terremoto na Turquia aconteceu por volta das 4 da manhã no horário local Ugur Yildirim/ dia images via Getty Images Atay Alamda CNN

Pelo menos 35.626 pessoas ficaram feridas nos dois países, segundo dados do governo turco, dos Capacetes Brancos e da mídia estatal síria.

Na Turquia foram 31.777 feridos, de acordo com Koca. Na Síria, pelo menos 3.849.

Cerca de 23 milhões podem ser afetados por terremoto na Síria e Turquia, diz OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que cerca de 23 milhões de pessoas podem ser afetadas pelo forte terremoto que atingiu a Síria e a Turquia na segunda-feira (6), deixando mais de 7.000 mortos e 35.000 feridos.

“Os mapas gerais de eventos mostram que potencialmente 23 milhões de pessoas estão expostas, incluindo cerca de 5 milhões de populações vulneráveis, sendo mais de 350.000 idosos e 1,4 milhão de crianças”, disse o oficial sênior de emergências da OMS, Adelheid Marschang, à reunião do conselho-executivo da agência de saúde das Nações Unidas (ONU) em Genebra.

O chefe da OMS expressou sua preocupação com a situação, chamando-a de “corrida contra o tempo”.

“Estamos especialmente preocupados com as áreas onde ainda não temos informações”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS. “O mapeamento de danos é uma maneira de entender onde precisamos focar nossa atenção”.

Imagens dos esforços de resgate em ambos os países surgiram na segunda-feira, com familiares lamentando a perda de entes queridos, enquanto outros comemoraram o encontro de sobreviventes nos escombros de edifícios destruídos.