Campo Grande lidera com a menor taxa de desocupação entre as capitais do país

Os números da MS também a colocam abaixo da média estadual que, segundo o IBGE, foi de 4,8%

A Capital das Oportunidades ocupa o primeiro lugar entre as 26 do país e o Distrito Federal em taxa de desocupação. Com taxa de 3,4%, Campo Grande assume a liderança registrando o menor número para um 1° trimestre desde que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) iniciou a divulgação da PNAD-T (Pesquisa por Amostra de Domicílios Trimestral).

Funcionário de loja atendendo cliente (Foto: Divulgação)

Os números da Capital do Mato Grosso do Sul também a colocam abaixo da média estadual que, segundo o IBGE, foi de 4,8%. O resultado ainda é inferior ao de países como Canadá, Austrália e Estados Unidos.

“Assumimos a primeira posição entre as capitais mostrando que somos a Capital das Oportunidades e que estamos nos transformando em um polo de crescimento e de geração de novos negócios. No ano passado ampliamos em mais de 10 mil o número de empresas ativas e seguimos crescendo, o resultado não poderia ser outro senão bons números de empregabilidade”, indica a prefeita Adriane Lopes.

Conforme a Pesquisa, Campo Grande possui 743 mil pessoas em idade para trabalhar, destes, 498 mil estão na força de trabalho. Participam da força de trabalho as pessoas que têm idade para trabalhar (14 anos ou mais) e que estão trabalhando ou procurando trabalho (ocupadas e desocupadas).

Este dado reforça o panorama de crescimento econômico pelo qual Campo Grande vem se beneficiando no pós-pandemia. Desde julho de 2020, mais de 34 mil novos postos de trabalho com carteira assinada foram criados. Apenas no 1º primeiro trimestre de 2023, houve um saldo de 2.558 novas vagas, com destaque para serviços, construção civil e indústria.

Os números indicam ainda que 17 mil pessoas estão desocupadas e 39 mil estão subocupadas. A subutilização da força de trabalho, engloba os desocupados, aqueles na força de trabalho potencial e os subocupados por insuficiência de horas. A taxa de subutilização da força de trabalho é a porcentagem que esta subutilização representa dentro da força de trabalho ampliada (pessoas na força de trabalho somadas à força de trabalho potencial). Todos estes números encontram-se abaixo do período pré-pandemia.

Para o economista e superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Comércio Exterior da Sidagro, José Eduardo Corrêa dos Santos, o índice de 3,4% pode indicar uma situação de pleno emprego. “O pleno emprego é conhecido como o mais alto grau do uso de forças produtivas da economia, principalmente no uso de trabalho. Este processo é possível para uma economia em constante expansão.

Este cenário é considerado na macroeconomia quando toda a mão-de-obra, qualificada ou não, pode ser empregada devido ao grande impulso que deixa a economia em equilíbrio. O pleno emprego não é um nível em que o desemprego é nulo, mas que atinja um nível satisfatoriamente baixo”, informa.

Ao comparar os dados com o quarto trimestre de 2022, houve um aumento de 0,3 pontos percentuais na taxa de desocupação, o que indica um movimento sazonal devido às demissões que normalmente ocorrem no fim de cada ano dos trabalhadores contratados para atender as demandas do comércio no Natal e Ano Novo.

O secretário municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio, Adelaido Vila, complementa. “Todas as medidas implementadas pela atual gestão municipal para fortalecer a economia tem demonstrado grande assertividade. Os dados são mais uma prova de que Campo Grande é a Capital das Oportunidades. Temos trabalhado muito, tanto as relações internas, quanto externas, transformando Campo Grande em um grande hub logístico para os países que querem entrar no Brasil, assim como para os estados brasileiros que querem exportar seus produtos”, conclui.

Bonito adia início da cobrança de Taxa Ambiental de turistas

A cobrança ia iniciar em dezembro deste ano. A decisão do adiamento foi tomada após pressão do setor de turismo, visto a aproximação do período de férias

A prefeitura de Bonito (MS), adiou o início da cobrança da Taxa Ambiental para 2023. A cobrança dos turistas começaria a partir de 12 de dezembro deste ano. O adiamento veio após pressão do trade turístico da cidade, que é a capital do ecoturismo brasileiro.

Bonito, principal destino de ecoturismo em Mato Grosso do Sul

Além de ter sido um pedido do setor de turismo da cidade, a prefeitura ainda não tem elaborado o sistema digital, por onde será vinculada a cobrança da Taxa de Conservação Ambiental.

A secretária de Turismo de Bonito, Juliane Ferreira Salvadori, informou que ainda não há uma nova data definida, apenas que a cobrança será iniciada em 2023. Foram marcadas reuniões para definir o dia exato para o início da cobrança. Devem participar da discussão a Secretaria de Governo, a Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio (SECTUR), Procuradoria Jurídica Municipal e representantes de associações.

Em nota, a prefeitura de Bonito ressalta que a Taxa de Conservação Ambiental foi criada “com o objetivo de garantir a execução mais eficiente de políticas públicas municipais de gestão ambiental, voltadas para a conservação de um dos ecossistemas mais raros do país; onde se tem um ambiente de rochas calcárias que permitem a existência de rios e córregos de águas cristalinas nos biomas de Mata Atlântica e Cerrado (ambos presentes no município), cheios de cavernas, fauna e flora característicos”.

A previsão é de que a taxa seja de R$ 7,00 por dia e seja vinculada aos turistas que farão passeios em Bonito. A cobrança também será atrelada aos visitantes que estiverem em alguma atividade em atrativos turísticos. Ou seja, caso o turista opte por ficar o dia no hotel ou passeando pela cidade, não será necessário pagar a taxa.