Uma sucuri, de aproximadamente 6 metros de comprimento, foi encontrada dentro de um bueiro na tarde desta quarta-feira (8), na região de um condomínio, em Bonito. A serpente gigante estava enrolada na “boca de lobo”.
No vídeo publicado nas redes sociais pelo jornalista Carlos Arakaki, as imagens mostram as pessoas se aproximando do animal e comentando como ela se esconde.
“Se você trombar com um animal silvestre, saia de perto e deixe ele em paz. Cada bicho tem sua importância para o meio ambiente, portanto preservar é fundamental”, disse o jornalista nas redes sociais.
Tentando se esconder, a cobra é vigiada de perto pelos moradores, que usam até a lanterna do celular para conseguir enxergar toda a movimentação do animal, que demonstrava ter um grande tamanho.
“O animal geralmente não ataca, ele se defende, quer fugir do ser humano. Tenha consciência. Fico extremamente feliz em ver uma sucuri deste tamanho, livre, existindo”.
Policiais militares ambientais de Aparecida do Taboado foram acionados por uma moradora, de 34 anos, residente à rua Alcides Miranda, no bairro loteamento Ovídio na tarde de domingo (5), após encontrar uma sucuri de aproximadamente 3m no portão da casa onde mora.
Sucuri foi capturada no portão da casa de mulher – Crédito: Divulgação
Uma equipe foi ao local e efetuou a captura do animal com uso de uma pinça especial e a colocou em uma caixa de contenção.
A serpente estava sadia e foi solta em uma área de manancial e vegetação distante da cidade.
Este foi o quinto animal da espécie capturado nos centros urbanos no Estado. As outras quatro foram capturadas em Cassilândia, Mundo Novo, Dourados e Miranda.
Uma sucuri de quase 2 metros foi encontrada por uma moradora de Dourados (MS), a 229 km de Campo Grande, nessa quarta-feira (1º), enquanto circulava por uma rua da cidade. A mulher acionou a Polícia Militar Ambiental (PMA), que realizou o resgate do animal.
Sucuri foi capturada em calçada de rua em Dourados
A cobra estava rastejando por uma calçada no bairro Vival dos Ipês. Além do risco de ser atropelada, haviam pessoas se aproximando dela, aponta a PMA. O réptil foi capturado com o auxílio de uma pinça especial.
A serpente foi colocada em uma caixa de contenção e, como ela não apresentava ferimentos, foi solta no próprio habitat natural à margem do Rio Dourados, distante da cidade.
Duas vezes por semana a sucuri-verde do Bioparque Pantanal sai de seu tanque no circuito de aquários para tomar banho de sol. A famosa Gaby, da espécie Eunectes marinus é acompanhada por profissionais durante a atividade que faz parte do trabalho de bem-estar aplicado nos animais do complexo de água doce.
A diretora-geral do empreendimento, Maria Fernanda Balestieri, explica que o local adota o conceito e as melhores práticas dos considerados bons zoológicos e aquários. “Antes de tudo, prezamos pela saúde e bem-estar dos animais. Aqui, o instinto e a vontade dos animais são respeitados”.
Duas vezes por semana a sucuri-verde do Bioparque Pantanal sai de seu tanque Fotos: Eduardo Coutinho
O banho de sol é uma das etapas do protocolo de manejo da serpente e para que ele seja feito da forma menos estressante possível para o animal, são aplicadas estratégias, sendo uma delas o condicionamento operante, conforme explica a bióloga-chefe do Bioparque Pantanal, Carla Kovalski.
“Dentro dessa estratégia nós fazemos com que a Gaby entre e saia sozinha da caixa de transporte que nós levamos até o recinto e depois até o deck, onde acontece seu banho de sol. Esse condicionamento vai ser importante tanto para reduzir o estresse dela, quanto para que ela associe essa atividade a algo positivo, facilitando o manejo e proporcionando mais bem-estar”, frisa.
Adrieli Marcacini é bióloga do complexo e também acompanha o banho de sol da sucuri, ela pontua que cada indivíduo tem um comportamento único e necessidades específicas. A profissional também detalha os benefícios da atividade. “Além dela ter esse contato diretamente com o sol, outra coisa muito importante é o contato com a natureza de um modo geral, num ambiente externo, um pouco mais aberto, onde ela tem diferentes estímulos, sonoros, visuais, olfativos. Com tudo isso ela consegue expressar um comportamento mais natural”.
O protocolo que está sendo desenvolvido servirá de embasamento para profissionais de empreendimentos da mesma natureza na prática de bem-estar animal.
Capacitações
Todos os profissionais envolvidos no trabalho de manejo da sucuri Gaby passaram por capacitações específicas para manejo de serpentes e estão aptos para a prática.
Com frequência a equipe recebe treinamentos e participam de palestras, sendo a mais recente, ministrada pelo biólogo e pesquisador Igor Moraes que já fez parte do comitê de bem-estar animal da associação de zoológicos e aquários do Brasil e atualmente é colaborador do Instituto Aqualie.
Caixa é aberta para que Gaby saia à própria vontade para realizar o banho de sol
“Tanto no aspecto do bem-estar animal, quanto no cuidado com as espécies, o Bioparque Pantanal talvez seja o melhor aquário do Brasil. É um empreendimento de gestão pública que tem muito potencial na conservação, pesquisa e educação. Tem tudo para se tornar uma referencial mundial no cuidado e manejo de peixes de água doce do planeta”, declarou Igor.
Considerada uma das principais atrações do complexo de água doce, a sucuri Gaby tem aproximadamente 3 metros de comprimento e veio do Pará, após resgate. Hoje ela está adaptada ao novo ambiente sob cuidados humanos e condicionada, voltar para a natureza seria um risco, como assegura Carla Kovalski. “Poderia ser uma presa fácil e ter dificuldades para caçar, mas aqui nós sempre estimulamos os comportamentos natural dela, para que se sinta bem”.
Na manhã desta quinta-feira (26), uma senhora de 72 anos, residente na região central do município de Miranda (MS), acionou a Polícia Militar Ambiental informando sobre uma serpente de grande porte que apareceu no quintal de sua residência.
Animal havia se alimentado de uma das galinhas que a idosa criava no quintal – Crédito: PMA/Divulgação
Segundo as informações policiais, o animal silvestre se tratava de uma sucuri-amarela, de aproximadamente três metros de comprimento, que estava dentro de um galinheiro. A cobre aparentava ter se alimentado há pouco tempo e a mulher deu falta de uma de suas galinhas.
A equipe efetuou a captura da sucuri, com uso de um cambão especial e um puçá e a colocou em uma caixa de contenção. A serpente estava sadia e foi solta em uma área de manancial e vegetação distante da cidade.
Devido ao estresse de captura e para obter mais agilidade para defesa, a sucuri regurgitou a galinha que havia se alimentado, no momento da soltura.