PSOL pede prisão preventiva de Bolsonaro por ‘incentivar’ atos antidemocráticos

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados pediu nesta segunda-feira, 2, a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Fora do cargo, Bolsonaro perde o foro por prerrogativa de função e a imunidade penal temporária, que impedia uma eventual prisão.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Imagem: Alan Santos/PR

A representação tem como base as manifestações contra o resultado das eleições que fecharam estradas e pediram a intervenção das Forças Armadas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os deputados do PSOL pedem que Bolsonaro seja investigado no chamado inquérito dos atos antidemocráticos por atentar contra a democracia e o Estado de Direito.

Os parlamentares afirmam que o ex-presidente “preparou, articulou e incentivou” protestos antidemocráticos que escalaram para atos terroristas em Brasília no mês passado. Também acusam Bolsonaro de usar a “radicalização como método de mobilização de suas bases”.

“Tal postura de atacar as instituições responsáveis pelo processo eleitoral, somada a completa ausência de uma declaração dirigida a seus apoiadores reconhecendo sua derrota no pleito, demonstram de maneira inconteste que Jair Messias Bolsonaro está deliberadamente mantendo sua base radicalizada ativa, o que culminou em diversos atos criminosos e terroristas ao redor do Brasil, configurando uma verdadeira organização criminosa contra a democracia”, diz um trecho do documento.

Além da prisão, os deputados também pedem a quebra de sigilo telefônico e de mensagem do ex-presidente e o cumprimento de mandados de busca e apreensão de provas.

A petição é assinada pela bancada do PSOL em exercício e pelos deputados recém-eleitos pelo partido – Áurea Carolina, Célia Xacriabá, Chico Alencar, Érika Hilton, Fernanda Melchionna, Glauber Braga, Guilherme Boulos, Ivan Valente, Luciene Cavalcante, Luiza Erundina, Pastor Henrique Vieira, Sâmia Bomfim, Talíria Petrone, Tarcísio Motta e Vivi Reis. O presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, também subscreve a representação.

 

Adonis Marcos diz que analisará alianças no segundo turno das eleições

Candidato votou na escola municipal Professora Elizabel Maria Gomes Salles, no bairro Vila Santa Luzia, em Campo Grande, na manhã deste domingo (2)

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Adonis Marcos (PSOL) votou, na manhã deste domingo (2), escola municipal Professora Elizabel Maria Gomes Salles, no bairro Vila Santa Luzia, em Campo Grande (MS).

Candidato ao governo vota em Campo Grande. — Foto: LuanaRibeiro/TVMorena

Adonis Marcos disputa o Governo do estado pela primeira vez. O candidato é advogado, autônomo, conciliador do CNJ em formação e militante das causas sociais, tanto no campo quanto na cidade. Já foi candidato a deputado estadual e vereador por Campo Grande.

Para a imprensa, Adonis afirmou que independente do resultado, estará concorrendo nas próximas eleições. “Indiferente do resultado nós estaremos concorrendo nos próximos pleitos. Se Adonis não for para o segundo turno, já é pré-candidato a prefeito de Campo Grande ou aos cargos legislativos. Mas, de qualquer forma, nós vamos estar disputando. Até não fechar e abrir as urnas a gente não sabe quem está no segundo turno. Mais uma coisa, não vamos ficar neutros nessas eleições no segundo turno. Vamos estar de algum lado”.

Quem é Adonis Marcos?

A Federação Rede PSOL aprovou em convenção, no dia 24 de julho, a escolha de Adonis Marcos, como candidato ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano. A oficialização da candidatura foi realizada na Câmara Municipal de Vereadores de Campo Grande.

Adonis disse que, caso eleito, suas bandeiras serão a geração de renda e empregos.