O inverno está próximo. E para proteger quem mais precisa, a campanha “Seu abraço aquece – Doe calor e faça o bem” arrecada roupas de frio e cobertores até o próximo dia 12 de maio. A iniciativa é do Governo de Mato Grosso do Sul e, nesta sexta-feira (5), o secretário Hélio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística), reforçou o pedido de doações.
“Passando aqui para agradecer as colaborações e a ajuda de vocês para que neste inverno a gente possa aquecer as pessoas que mais necessitam. A sua doação pode ser pouco para você, mas é muito para quem não tem nada. E esse trabalho que a primeira-dama Mônica Riedel está fazendo precisa da sua participação. A Seilog está engajada neste projeto”, destacou Peluffo, em vídeo enviado para as redes sociais.
Lembrada pelo secretário, a primeira-dama é madrinha da campanha. Já a organização é da SAD (Secretaria Estadual de Administração).
As doações de agasalhos, cobertores, meias e luvas podem ser feitas em horário comercial na Seilog, que fica na Avenida Desembargador José Nunes da Cunha, Bloco 14, no Parque dos Poderes. Uma caixa coletora está na recepção para que as peças sejam depositadas. Qualquer pessoa pode contribuir com a campanha.
Segundo o Governo do Estado, as doações de cobertores e outros itens de inverno, novos ou em bom estado de conservação, serão entregues para mais de 200 entidades beneficentes e organizações não-governamentais em Mato Grosso do Sul.
Solicitação do PL alega “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento”
O presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PL, entraram com pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, 22, para anular votos de alguns modelos de urnas eletrônicas.
Os modelos em questão são máquinas fabricadas antes de 2020. O Terra teve acesso ao pedido e verificou que as urnas são dos modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015, usados nas eleições presidenciais de 2022.
Jair Bolsonaro Foto: Adriano Machado / Reuters
Poucos minutos após o pedido, Alexandre de Moraes, Presidente do TSE, publicou um despacho ordenando que o PL apresente, em 24 horas, o resultado da auditoria das urnas no primeiro turno das eleições. Moraes afirmou que os equipamentos apontados na petição de Bolsonaro foram utilizados tanto no primeiro quanto no segundo turno do pleito. No primeiro turno, vários candidatos do partido de Bolsonaro foram eleitos a diferentes cargos.
“Assim, sob pena de indeferimento da inicial, deve a autora aditar a petição inicial para que o pedido abranja ambos os turnos das eleições, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. Publique-se com urgência”, escreveu o ministro na decisão.
O que alega o PL
Em entrevista a jornalistas nesta terça-feira, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que o partido está agindo na intenção de “fortalecer a democracia” no País e, como o partido não tem especialistas em seguranças de dados, uma equipe técnica foi contratada para fazer o trabalho e “garantir a transparência do processo eleitoral”.
“Confesso que eu fiquei surpreso”, afirmou sobre o resultado. “O relatório não expressa a opinião do PL, mas é resultado de estudos elaborados por especialistas graduados em uma das universidade mais respeitadas do mundo”, acrescentou.
O pedido é assinado pelo advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa, que estava presente na entrevista, e explicou que a solicitação foi baseada em uma auditoria do Instituto Voto Legal com técnicos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
“Esse relatório apontou inconsistências em urnas fabricadas anteriormente ao ano de 2020”, detalhou o advogado. Segundo Bessa, tais “inconsistências” não ocorreram em urnas fabricadas após 2020.
“Isso não quer dizer que ocorreu uma fraude, mas é uma possibilidade de fragilidade que não nos dá certeza de que aquelas urnas tenham credibilidade suficiente para atestar a votação”.
Segundo dados apresentados pelo PL, nessas urnas, o resultado é diferente do segundo turno das eleições. “Nesse caso, Bolsonaro teria pouco mais de 51% e Lula 48,95% dos votos”.
O partido solicitou, portanto, uma representação para que o TSE aprofunde o estudo e, verificando esse mau funcionamento, aplique as consequências legais que entender necessárias.
Ao longo das eleições deste ano, Bolsonaro e redes bolsonaristas passaram a compartilhar informações falsas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Até o momento, nenhuma fraude no processo eleitoral foi comprovada.
Partidos pedem respeito a resultado dar urnas
Nas redes sociais, partidos e políticos já se posicionaram repudiando a ação de Bolsonaro e pedindo respeito ao resultado das urnas. A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que a “ação de Bolsonaro no TSE é chicana que tem de ser punida como litigância de má-fé”.