Juiz autoriza paciente a plantar maconha em casa para uso medicinal

O juiz federal Antonio Claudio Macedo da Silva, titular da 10ª Vara Criminal da Justiça Federal em Brasília, concedeu salvo-conduto a um paciente que sofre de ansiedade e insônia poder cultivar maconha em casa para fins medicinais. A doença causa-lhe decorrências psicológicas como falta de memória, concentração e crises de pânico.

Ele informa ainda que, dentre diversos tratamentos, realizou terapia experimental à base de óleo de canabidiol, extrato derivado de Cannabis (CBD), “o qual surtiu efeitos de melhora não apresentados em tratamentos ortodoxos”.

Juiz federal concedeu salvo-conduto a paciente que sofre de ansiedade e insônia poder cultivar maconha em casa para fins medicinais – Foto: Arquivo Pessoal / Fábio Carvalho

O homem impetrou um habeas corpus alegando que seu quadro de saúde estava lhe causando falta de memória, de concentração e crises de pânico, e que tentou vários tratamentos, sendo que o melhor foi uma terapia experimental à base de óleo de CBD. Nas suas alegações, afirma não ser possível a aquisição regular dos medicamentos com CBD “devido aos exorbitantes preços em território nacional”.

Nesse contexto, argumenta que não resta outra alternativa a não ser a realização do plantio de Cannabis com o fim de utilização terapêutica, garantindo-se o tratamento médico realizado pelo paciente.

Na sua decisão, divulgada nessa quinta-feira (2), o magistrado determina que a polícia do Distrito Federal deve “a abster-se de promover quaisquer atos que atentem contra a liberdade física, bem como de apreender materiais e insumos destinados ao seu tratamento de saúde, ou mesmo destruí-los”.

O juiz diz ainda, em sua decisão, que a polícia, inclusive, abstenha-se de abordar o paciente até mesmo durante o caminho entre “a residência e institutos de pesquisa de aferimento da qualidade destes insumos e também durante o trajeto das sementes importadas, até que não seja mais necessário o uso e cultivo in natura do vegetal Cannabis Sativa”.

Paciente morre após ambulância bater em carreta parada na BR-163

Uma paciente de uma ambulância morreu na tarde desta quinta-feira (19) após o veículo que ela estava ter batido de frente contra uma carreta parada no acostamento. O acidente ocorreu na BR-163, em Caarapó.

Ambulância de Naviraí com paciente bateu de frente contra carreta – Foto: Caarapó News/Divulgação

Edna Fernandes da Cunha chegou a ser encaminhada para o hospital de Caarapó, mas não resistiu. O motorista da ambulância ficou em estado grave.

Conforme ocorrência, a ambulância pertencente ao município de Naviraí e tinha como destino a cidade de Dourados, onde Edna passaria por procedimento no Hospital da Vida.

Contudo, na cidade de Caarapó, pouco mais de 30km de Dourados, o motorista da ambulância teria sido fechado por uma outra carreta durante ultrapassagem, batendo de frente contra a carreta que estava parada no acostamento.

Médico é preso em flagrante por estuprar paciente durante parto em hospital

Colegas da equipe desconfiaram da atuação do anestesista e filmaram a ação com um celular

Flagrado estuprando uma paciente durante o próprio parto dela, um médico anestesista foi preso por estupro de vulnerável, na madrugada desta segunda-feira (11), no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A vítima estava dopada porque passava por uma cesariana e a ação filmada por integrantes da equipe médica, que denunciaram o anestesista.

Médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 32 anos, foi preso no Rio de Janeiro Foto Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro

Giovanni Quintella Bezerra, de 32 anos, foi preso depois que funcionários da unidade de saúde o filmaram, com um telefone celular, no momento em que passava o pênis no rosto da paciente, enquanto ela estava desacordada e deitada na maca. As imagens mostram ainda que o órgão foi introduzido na boca da parturiente, enquanto a equipe trabalhava na cirurgia.

Nas imagens, Bezerra estava afastado da equipe médica, que não conseguia ver o que fazia, por conta do isolamento feito pelo campo cirúrgico, que delimita a área do corpo onde é realizado o procedimento. À Polícia Civil, as funcionárias relataram que vinham suspeitando da quantidade de sedativos aplicada pelo anestesista nas grávidas e, por isso, decidiram deixar um celular filmando o profissional no procedimento.

Presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Clóvis Munhoz, destaca que o órgão recebeu denúncias e abriu procedimento cautelar para suspensão imediata do médico, devido à gravidade das imagens. “O Cremerj instaurará, após o procedimento cautelar, um processo disciplinar de cassação”, afirmou.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a direção da unidade informaram que, acionadas pela equipe médica, denunciaram o crime à Polícia Civil, que foi à unidade e prendeu o anestesista em flagrante.

Segundo a pasta, Bezerra não é servidor do estado, tem título de especialista em anestesiologia, registro regular no Conselho Regional de Medicina (CRM) e prestava serviço havia seis meses como pessoa jurídica para a unidade e para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

A SES e a Fundação de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informaram que “será aberta uma sindicância interna para tomar medidas administrativas, além da notificação ao Cremerj”. A equipe da unidade médica de São João de Meriti afirmou que presta, neste momento, todo apoio à vítima e aos familiares.

Giovanni Quintella Bezerra está preso na carceragem da Delegacia da Mulher de São João de Meriti. Procurada, a defesa do anestesista informou que ainda não obteve acesso aos depoimentos e provas, e que só se manifestará depois que conseguir examinar a integralidade dos autos.