Ônibus voltam a circular em Campo Grande

Transporte coletivo ficou paralisado por 24 horas na Capital após a empresa responsável pelo serviço atrasar pagamento dos funcionários

Os ônibus do transporte coletivo voltaram a circular normalmente em Campo Grande, nesta quarta-feira (22). Após a paralisação de 24 horas dos motoristas, a movimentação começou já na madrugada, quando os primeiros veículos deixaram as garagens e retomaram as ruas.

Ônibus voltaram a circular normalmente depois de 24h de paralisação — Foto: Reprodução/ Sérgio Saturnino

Com a retomada do serviço, o fluxo aumentou ainda mais. No Terminal Morenão, por exemplo, os passageiros não tiveram problemas para embarcar.

A volta dos coletivos foi definida na noite desta terça-feira (21), após conciliação entre o sindicato dos motoristas, órgãos públicos e o Consórcio Guaicurus. O principal motivo da paralisação era porque os motoristas não receberam o vale quinzenal, na segunda-feira (20), como era previsto.

Durante a reunião, ficou determinado que o valor que deveria ter sido pago aos trabalhadores, na segunda-feira (20), será creditado na próxima terça, dia 28. Além disso, ficou definido que o dia de greve será considerado como “abono”.

Justiça manda motoristas voltarem ao trabalho e manter 80% da frota de ônibus nas ruas

O desembargador federal do trabalho, André Luis Moraes de Oliveira, mandou o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) colocarem fim à greve “surpresa” para que, imediatamente, 80% da frota de ônibus da Capital volte a circular. Caso a decisão não seja cumprida, a entidade que representa motoristas e outros trabalhadores do sistema de transporte público será multado em R$ 200 mil por dia.

Ônibus ficaram na garagem nesta terça-feira na primeira greve do transporte coletivo desde 1994 (Foto: Divulgação)

A decisão foi proferida após o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Mato Grosso do Sul (Setur/MS) protocolar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), uma ação de abusividade da greve.

Na manhã desta terça-feira (21) todos foram surpreendidos com a greve geral dos motoristas de ônibus de Campo Grande, no entanto, de acordo com a liminar assinada pelo desembargador André Luís, a decisão está totalmente errada.

“A greve não foi comunicada com antecedência de forma oficial às autoridades, nem à empresa; A garantia da prestação dos serviços mínimos e inadiáveis à população [foram parados]; os usuários do transporte público estão sofrendo direta e irremediavelmente os efeitos dessa paralisação e o movimento paredista é abusivo e, portanto, 80% do serviço devem voltar imediatamente”, diz o documento.

Transporte por aplicativo fica 5 vezes mais caro com os ônibus em greve

Sem ônibus, por causa da paralisação de motoristas, passageiros relataram dificuldade em conseguir chegar ao trabalho e chegam a pagar quase cinco vezes mais em transporte por aplicativo na manhã desta terça-feira (21), em Campo Grande (MS).

Valores cobrados em aplicativos de corrida nesta terça-feira — Foto: Reprodução/ RedesSociais

Sem um dos principais meios de transporte, a população recorreu a carros particulares, caronas e automóveis por aplicativos. A paralisação ocasionou um aumento do número de veículos circulando pela capital.

A auxiliar de limpeza Rosenil Morais, de 49 anos, diz estar revoltada com a paralisação dos serviços. Ela utiliza os serviços do transporte coletivo todos os dias para chegar ao trabalho, mas devido a greve se viu obrigada a acionar um motorista de aplicativo.

“Antes custava R$ 17 a R$ 20, e hoje cedo paguei R$ 63 para chegar no trabalho, isso porque nem sabia que não teria ônibus circulando hoje”, disse Rosenil, sobre o preço da tarifa que está sendo cobrada pelos carros por aplicativo.

A população foi pega de surpresa com a paralisação dos serviços de transporte. Os ônibus não saíram da garagem e os pontos de ônibus ficaram lotados na capital nesta manhã. A vendedora Joyce Ribeiro, de 27 anos, relata que esperou mais de 40 minutos pela chegada de um carro por aplicativo para seguir para seus destinos.

“Os motoristas precisam cobrar seus direitos, mas a população não pode pagar o preço por isso. O ônibus não passou no meu bairro, fui até o terminal e estava tudo fechado. Tive que solicitar uma corrida no aplicativo, mas eles se beneficiando disso elevando o preço é um absurdo”, disse.

Campo Grande amanhece sem ônibus após paralisação de motoristas

Veículos não saíram da garagem na manhã desta terça-feira (21) e pontos de ônibus ficaram lotados na capital

Usuários do transporte coletivo de Campo Grande (MS), amanhecem sem ônibus nesta terça-feira (25). A decisão de paralisação do serviço ocorreu após a empresa Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço, encaminhar um ofício aos trabalhadores anunciando que a situação financeira do grupo é “bastante grave”.

Terminal de Campo Grande amanheceu vazio — Foto: Reprodução/ Ana Lívia Tavares

Em entrevista ao Bom Dia MS, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo, Demétrio Ferreira, disse que caso o pagamento do benefício não seja pago hoje, o serviço continuará paralisado.

“As empresas vem passando por um momento complicado financeiro, os trabalhadores vem comunicando o sindicato com frequência, agora complicou porque é questão de salário, ontem [20 de junho] era para ser depositado o adiantamento da folha [de pagamento] e não fizeram. Por isso, tomamos a decisão de fechar a empresa hoje, caso não deposite o pagamento hoje, amanha vai estar fechado também”, afirmou.

A decisão de paralisar os serviços foi tomada depois que o Consórcio Guaicurus encaminhou um ofício aos trabalhadores anunciando que a situação financeira do grupo é “bastante grave” e não haveria condições de quitar compromissos “inadiáveis”, como pagamento de funcionários e fornecedores. O repasse do vale referente a 40% do salários dos trabalhadores já não foi realizado nesta segunda-feira, segundo advogado do consórcio.

Ônibus de comerciantes de MS bate em caminhão e motorista morre

Veículo de transporte de passageiros, que saiu do Mato Grosso do Sul com destino a São Paulo (SP), atingiu traseira do caminhão na Rodovia Orlando Quagliato (SP-327), segundo o Corpo de Bombeiros. Sete pessoas ficaram feridas.

Um motorista morreu ao bater o ônibus que dirigia em um caminhão na noite desta quinta-feira (2), na Rodovia Orlando Quagliato (SP-327), no trevo de acesso ao bairro Parque São Jorge, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP). Outras sete pessoas ficaram feridas.

Motorista ficou preso nas ferragens em acidente em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) — Foto: Dário Miguel/Divulgação

O ônibus, que saiu de Mato Grosso do Sul com a destino a São Paulo, bateu na traseira do caminhão, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Ambos os veículos seguiam no sentido Capital/Interior.

O motorista do transporte de passageiros, que não teve sua identidade divulgada até a publicação desta matéria, ficou preso às ferragens e morreu no local. Além dele, um guia ficou gravemente ferido e outros seis passageiros sofreram escoriações.

Destroços na pista após batida em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) — Foto: Dário Miguel/Divulgação

Todos foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e à Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo. As causas do acidente ainda vão ser investigadas. Na manhã desta sexta-feira (3) a pista já estava liberada para o tráfego de veículos.