Mais de 180 mil veículos devem passar na BR-163 no feriado da Páscoa

A partir desta quinta-feira (06), a CCR MSVia inicia a Operação Páscoa na BR-163/MS. Segundo estimativa da Concessionária, até domingo (09), quando termina a operação, deverão passar pela rodovia cerca de 180 mil veículos. Ao longo dos quatro dias, as equipes do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) serão reforçadas nos 845,4 quilômetros da BR-163/MS, com socorro médico e mecânico oferecidos 24h por dia.

Conforme levantamento divulgado pela CCR MSVia, nesta quinta-feira, o tráfego mais intenso deve se concentrar entre 15h e 17h, com mais de 4 mil veículos/hora. Já na sexta-feira, o fluxo deve ser mais tranquilo e o horário de pico deve ocorrer das 9h às 11h, com média 3,6 mil veículos por hora devem passar pela rodovia. Para o domingo, a previsão é de fluxo mais intenso entre 16h e 18h, com média de 4,5 veículos por hora.

Durante a operação, ações educativas de conscientização serão realizadas por meio da distribuição de folhetos com dicas de segurança no trânsito. Entre os temas abordados estão: “Use sempre o cinto de segurança”, “Respeite os limites de velocidade”, “Bebeu? Não dirija de jeito nenhum” e “Não use celular ao dirigir”.

Além disso, para reforçar ainda mais os cuidados com a segurança dos usuários, as equipes da Concessionária darão suporte às ações de fiscalização realizadas pela PRF/MS em pontos estratégicos, com uso de câmeras e recursos de monitoramento do Centro de Controle Operacional da CCR MSVia.

Equipes de plantão – Mais de 80 viaturas estão à disposição dos usuários, entre elas, 17 ambulâncias-resgate (05 delas unidades móveis de suporte avançado), 08 guinchos pesados, 17 guinchos leves, 19 inspeções de tráfego e 11 caminhões de serviço à disposição dos usuários da rodovia.

As Bases Operacionais são equipadas com sanitários, fraldários, estacionamentos, totem informativo e água potável, e estão instaladas nos seguintes locais:

Mundo Novo (km 27,6 – Norte)

Itaquiraí (km 80,9 – Sul)

Naviraí (km 128,6 – Sul)

Juti (km 179,6 – Norte)

Caarapó (km 224,3 – Sul)

Dourados (km 285,2 – Sul)

Rio Brilhante (km 331,8 – Sul)

Nova Alvorada (km 381,4 – Sul)

Anhanduí (km 427,1 – Norte)

Campo Grande (km 478,5 – Norte)

Jaraguari (km 534,6 – Sul)

Bandeirantes (km 577,9 – Norte)

São Gabriel do Oeste (km 629,1 – Norte)

Rio Verde de Mato Grosso (km 678,1 – Norte)

Coxim (km 740,7 – Sul),

Pedro Gomes (km 778,4 – Sul)

Sonora (km 822,2 – Norte)

A operação conta, ainda, com uma estrutura com 477 câmeras em Circuito Fechado, para monitoramento do tráfego à distância, 24h por dia, a partir do CCO (Centro de Controle Operacional). Também serão empregados 18 Painéis Fixos de Mensagens Variáveis e 17 Painéis Móveis de Mensagens Variáveis, instalados em pontos estratégicos para permitir informar, em tempo real, eventuais interferências no tráfego.

Pedreiro morre ao cair de carroceria de veículo em movimento

Vanderlei Mendes da Silva, de 65 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (15), no bairro Cidade Jardim, em Dourados (MS) – a 217 quilômetros de Campo Grande – ao se desequilibrar e cair da carroceria de um veículo em movimento.

De acordo com o boletim de ocorrência, a esposa de Vanderlei relatou que o marido voltava de uma obra, quando ocorreu o acidente por volta das 17h12. O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital da Vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em depoimento, a mulher disse que o esposo exercia a atividade de pedreiro e estava trabalhando no momento do acidente.

Hidrovia do Paraguai amplia navegação e movimenta 1,4 milhão de toneladas em MS

O rio Paraguai atingiu no início desta semana, o nível de até 3,1 metros e ampliou a capacidade de navegação ma hidrovia, após um período de intensa seca no ano passado e até paralisação do transporte aquaviário em Mato Grosso do Sul.

.O destaque foi o minério de ferro com 1,3 milhão de toneladas Foto Chico Ribeiro

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Mato Grosso do Sul registrou movimentação de 1,4 milhão de toneladas de cargas pelos portos estaduais, no primeiro quadrimestre do ano. O destaque foi o minério de ferro com 1,3 milhão de toneladas, seguido por sementes e outros grãos e ferro fundido. O volume ainda é inferior ao ano passado em torno de 10% mas já sinaliza uma melhora nas condições da via de escoamento.

O minério de ferro liderou em termos de mercadorias na pauta de exportações do Estado pela hidrovia. No início deste mês uma nova empresa de mineração de Corumbá, a MPP (Mineração Pirâmide e Participações) realizou suas exportações para a Europa pelo porto da Granel Química, em Ladário, onde é intensa a movimentação diuturna de máquinas e caminhões. Os carregamentos estão sendo acelerados para aproveitar o nível navegável do Rio Paraguai previsto para até o mês de setembro. Dois comboios de barcaças transportam 60 mil toneladas mensalmente em direção aos terminais argentinos e uruguaios, onde é feito o translado.

Secretário de produção Jaime Verruck destacou a importância da hidrovia no modal de transporte de MS- Arquivo Kelly Ventorim

Para o secretário de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) a hidrovia é um canal fundamental e estratégico na logística de Mato Grosso do Sul.

“Para a Bolívia a hidrovia garante todo o fluxo de exportação e importação de Santa Cruz de La Sierra. Já em Corumbá após os problemas do ano passado, nós sentimos uma retomada no transporte. Se formos olhar, lá em 2015 a 2016 criamos um programa para estimular construção de novos portos dentro do Programa de Apoio a Exportação pela hidrovia do Paraguai. Se formos observar os sistemas, Mato Grosso do Sul tem esta disponibilização de transporte de Corumbá até Nueva Palmira na Argentina. Além do apelo turístico. Estamos falando aqui principalmente de transporte”, enfatizou.

Importante via

A hidrovia sempre foi uma opção de transporte de peso em Mato Grosso do Sul e com tendência de crescimento das exportações. “Temos que atender a Argentina para onde exportamos soja aé Nueva Palmira e ainda outros mercados internacionais. Hoje a Argentina é nossa 3ª ou 4ª parceira comercial”, relembrou o secretário.

Em Porto Murtinho, a FV Cereais confirma a tendência de aumento no escoamento de grãos pela hidrovia. Segundo o gerente de operações portuárias Genivaldo Santos, neste ano a empresa retomou as exportações de grãos pela hidrovia. Desde abril foram 171.468 toneladas de grãos.

Mais investimentos

Verruck destacou que diante do aumento no transporte os terminais portuários estão fazendo investimentos. “Temos em Ladário, a Granel Química que está ampliando sua capacidade, com o crescimento no volume de cargas. São mais de R$ 100 milhões em investimentos já apresentados ao Governo do Estado, diante do avanço da mineração em Corumbá. Já temos duas mineradoras operando e agora mais duas iniciaram operação. Temos quatro mineradoras usando a hidrovia”, lembrou.

Na pecuária também teremos investimento no transporte de gado. Ladário assumiu recentemente um porto da União para embarque e desembarque de gado. Isso está sendo debatido com o Sindicato Rural de Corumbá”, salientou.

Já em Porto Esperança, o secretário relembra que tem ligação com a ferrovia. “No Porto Esperança a operação ferroviária está conectada. E finalmente em Porto Murtinho, os terminais bateram recorde de exportação este ano e são mais voltados para a soja”, pontuou.

Desafios

Entre os desafios para melhorar a navegabilidade o secretário cita a necessidade de se fazer duas curvas entre Corumbá e Porto Murtinho. “Há anos estamos debatendo esta dragagem que facilitaria a navegação pela hidrovia. Precisamos ainda trabalhar com balizamento a hidrovia. Isso é uma discussão antiga que iria melhorar a hidrovia, principalmente nas operações noturnas”, citou.

Além das medidas estruturais, o secretário cito a importância de se trabalhar na proteção das nascentes dos rios que desaguam na hidrovia. “São investimentos necessários para potencializar a hidrovia. Temos que fazer um trabalho nas nascentes dos rios que desembocam para ter volume de agua. Isso é fundamental a gestão dos recursos hídricos para atividade que é secular. A hidrovia é estratégica para MS e permite os acessos aos portos internacionais”, salientou.

Hidrovia teve aumento na navegabilidade na região de Porto Murtinho (Foto: Toninho Ruiz)

A hidrovia ainda tem vantagem de custo competitivo. “Numa relação de custo inicial de rodovia, ferrovia e depois hidrovia, a última tem vantagem. Além disso na hidrovia a capacidade de carga é elevada e o custo menor”, adiantou.
O secretário ainda destacou que as empresas têm investidos em novos equipamentos mais modernos que trafegam nas hidrovias. São novos rebocadores e novas barcaças para usar em período de águas baixas. Ou seja um investimento massivo em novos equipamentos”, afirmou Verruck.

De acordo com boletim da Sala de Situação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), no dia 14 o nível do rio Paraguai em Ladário estava em 2,53 metros, em Porto Esperança em 1,82 mt e em Porto Murtinho chegou a 3,13 metros.