Ex-vereador em Camapuã, Francisco Antônio Ortega, 73, conhecido como Chico Ortega, morreu no final da tarde de segunda-feira (15/8) após se envolver em acidente na BR-060. Ele viajava pela via com a esposa, quando no km 214 foi atingido por um caminhão.
Acidente matou ex-vereador em Camapuã nesta manhã – Crédito: Infoco MS
De acordo com o site Infoco MS, a vítima trafegava sentido Camapuã, quando o motorista de um caminhão de pequeno porte saiu do acostamento.
Ao frear para tentar parar, ele acabou atingido por outro caminhão que transitava logo atrás. Com o impacto, o GM Cruizer foi arremessado para fora da pista. O condutor do veículo pesado acionou o socorro, enquanto o outro motorista que teria provocado o acidente seguiu em frente.
Francisco morreu no local, enquanto a esposa do ex-vereador foi encaminhada ao hospital de Camapuã em estado de choque, ela não teve ferimentos graves.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi acionada juntamente com a perícia para fazer o boletim de ocorrência e liberar o corpo.
O caminhão que possivelmente causou o acidente foi identificado pelo motorista do outro veículo. Ainda conforme o Infoque MS, ele informou que se tratava de um caminhão que recolhia cones de sinalização na rodovia e continha várias placas na carroceria.
Segundo a PRF, se confirmadas as informações, o motorista do caminhão que fugiu poderá responder por omissão de socorro.
Na tarde desta segunda-feira (15), a benzedeira conhecida na região do Bairro São Jorge da Lagoa, Maria Clarice Trindade, de 72 anos, conhecida como Maria Benzedeira, morreu em um incêndio dentro de sua casa.
Conforme as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, o incêndio aconteceu nas proximidades do cruzamento das ruas Pedro Gomes e Alvilandia. A benzedeira acabou morrendo no local, após as chamas tomarem conta da residência.
Ainda não há detalhes de como o fogo começou. A vítima estaria sozinha em casa e não teve tempo hábil para fugir do fogo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou a morte, por queimaduras.
Os militares fizeram o rescaldo, para evitar que o fogo voltasse, em razão dos ventos na região.
O estudante de Medicina, Luiz Fernando Andrade França, de 38 anos, não resistiu aos ferimentos do ataque a tiros sofrido no centro de Ponta Porã (MS), na manhã de sábado (13). Atingido por quatro tiros, chegou a ser transferido para Campo Grande, mas morreu a caminho da capital. Ele nasceu em Jataí (GO) e estudava em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Mato Grosso do Sul.
Marcas de tiros no capô do Palio onde estava estudante de medicina
Conforme o boletim médico da Santa Casa, o paciente chegou ao pronto-atendimento com choque hemorrágico. A morte foi constatada pouco antes da meia-noite de sábado, no mesmo dia do atentado.
No momento do ataque, Luiz Fernando tinha saído de um bar na companhia de um amigo. De acordo com o registro policial, eles estavam de carro, Luiz no banco do passageiro, quando outro veículo emparelhou.
Luiz Fernando Andrade de França não resistiu aos ferimentos — Foto: Rede Social/ Reprodução
Diversos tiros foram efetuados contra o veículo onde estava a vítima. Luiz foi ferido com quatro tiros no pescoço, braço, ombro direito e na região do abdômen.
A vítima chegou a ser levada para o Hospital Regional de Ponta Porã, mas foi transferida para Campo Grande. Até o momento não há detalhes sobre o que teria motivado o crime, que aconteceu na região central da cidade. A Polícia Civil investiga o caso, mas ainda não há pista dos atiradores.
Luis Carlos Espindola Ribeiro, de 74 anos, morreu após ser atropelado por uma motocicleta, nesta quinta-feira (11), no cruzamento das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Calógeras. O homem teve uma parada cardiorrespiratória ainda no local do acidente e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Na sequência, a vítima foi encaminhada para a Santa Casa da capital, onde voltou a ter uma parada cardiorrespiratória e morreu. Conforme o registro policial, o idoso estava atravessando a avenida quando no final da travessia foi atingido pela moto, que não conseguiu desviar dele.
De acordo com a polícia, foi realizado o teste de bafômetro no condutor da motocicleta e foi constatado que ele estava sóbrio.
As circunstâncias do acidente serão investigadas. O caso foi registrado como Homicídio culposo na direção de veículo automotor na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.
Atriz ficou famosa pelo papel de ‘Sandy’ no musical de 1978
A cantora e atriz australiana de origem britânica Olivia Newton-John morreu na segunda-feira aos 73 anos, de acordo com um post em sua conta do Instagram. “Olivia Newton-John morreu pacificamente em seu rancho no sul da Califórnia nesta manhã rodeada da família e dos amigos. Nós pedimos a todos o respeito à privacidade da família nesse momento muito difícil”, escreveu o marido da artista, John Easterling, nas redes sociais da atriz.
Olivia lutava contra o câncer de mama há mais de 30 anos Foto: Reuters
Na mensagem, Easterling lembrou dos 30 anos em que Newton-John lutou contra o câncer e pediu que, “ao invés de enviar flores, a família pede doações em sua memória para a sua fundação” de pesquisa.
Olivia lutava contra o câncer de mama há mais de 30 anos. A causa da morte não foi confirmada pelo marido, mas de acordo com uma fonte do TMZ, “depois de uma jornada de 30 anos contra o câncer, ela perdeu sua batalha contra o câncer de mama metastático”.
Relembre a carreira da atriz Olivia Newton-John, embora tenha nascido na Inglaterra, em 26 de setembro de 1948, foi criada na Austrália, sendo inclusive naturalizada cidadã australiana. Seu pai era um oficial do MI5 e trabalhou no Projeto Enigma, e sua mãe era filha de Max Born, físico e matemático alemão, que venceu o Prêmio Nobel de Física, e por ser judeu, fugiu da Alemanha devido a perseguição nazista.
Quando criança a sua família se mudou para Melbourne, na Austrália, onde seu pai passou a dar aulas em uma universidade. Aos 14 anos, ela montou uma banda só de garotas, a Soul Four, que começou a se apresentar em programas de rádio e posteriormente na televisão.
Em 1968 ela gravou seu primeiro single, mas depois ingressou no conjunto Tomorrow, criado pelo produtor Don Kishner. Com o grupo, atuou no filme ‘Toomorrow’ de 1970, um musical de ficção científica, que foi um retumbante fracasso. Após o lançamento do filme, o grupo se desfez.
Olivia Newton-John seguiu na carreira de cantora, e em 1974 representou o Reino Unido no famoso concurso da Eurovision, ficando em quarto lugar. Os vencedores do ano foram os suecos do Abba, com a canção ‘Waterloo’.
Em 1978 o produtor Alan Carr convidou Olivia para estrelar o musical ‘Grease – Nos Tempos da Brilhantina’. O filme se tornou a maior bilheteria do ano, e sua trilha sonora ficou 12 semanas consecutivas no topo paradas de sucesso. Por seu trabalho, Olivia Newton-John foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz e a canção ‘Hopelessly Devot To You’ foi indicada ao Oscar de Melhor Canção.
Ao longo da carreira, lançou 25 álbuns de música de estúdio e recebeu diversos prêmios importantes por sua obra, incluindo quatro Grammys entre 1973 e 1982.
Vítima é um homem de 38 anos, residente do município de Camapuã.
Um homem de 31 anos residente em Camapuã morreu no último sábado (5), no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul com suspeita de monkeypox, mais conhecida como varíola dos macacos.
O caso foi divulgado pelo Secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto, na manhã desta segunda-feira (08). O rapaz foi encaminhado ao HRMS após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A vítima tinha histórico de uso de drogas e apresentava erupções na pele.
A vítima apresentava erupções na pele – Foto: Divulgação
De acordo com o secretário, o rapaz apresentou algumas feridas e manchas vermelhas no corpo e veio a óbito após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O homem faleceu no sábado (8).
A causa da morte ainda não foi confirmada como varíola dos macacos. O caso será investigado em um laboratório do Rio de Janeiro.
“A gente não pode afirmar que é do monkeypox. Foi constatado que ele tinha algumas feridas e isso pode ser de várias situações, não necessariamente monkeypox. Os exames foram para o Rio de Janeiro, estamos aguardando o retorno disso para saber se foi vítima do monkeypox ou não”, afirmou.
O secretário de Saúde afirmou que a morte suspeita não é motivo de alarde. “A letalidade do monkeypox é muito baixa, até em países que estão em endemia. Não há necessidade de alarde”.
Mato Grosso do Sul tem oito casos confirmados de varíola dos macacos, sendo sete em Campo Grande e um em Itaquiraí.
O motociclista que morreu no início da noite desta quinta-feira (04), ao bater a moto que pilotava, uma Honda Biz, de cor vermelha, com placa HTP8G15, do Mercosul, em um ônibus de transporte escolar da prefeitura de Douradina, dirigido por um motorista de 41 anos, que trafegava pela Perimetral Norte (Anel Viário), na altura do Travessão do Castelo, sentido Dourados, foi identificado como Diogo Aquino da Silva Barbosa, 34 anos, morador no distrito de Vila Vargas, em Dourados.
No detalhe da imagem, moto e corpo da vítima presos sob o coletivo Foto: Cido Costa
Segundo informações da PMR (Polícia Militar Rodoviária), que atendeu à ocorrência, Diogo trafegava pela Perimetral Norte, no sentido Vila Vargas e o ônibus com cerca de 20 alunos de Douradina, no sentido contrário, quando houve a colisão.
Estiveram no local do acidente, agentes da PMR (Polícia Militar Rodoviária), socorristas do Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil de Dourados e da Perícia Técnica, que fez os levantamentos de praxe acerca do acidente.
Humorista estava internado no hospital Sírio Libanês e morreu na madrugada desta sexta-feira, 5
O humorista, escritor e apresentador Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira, 5, em São Paulo, aos 84 anos. A informação foi divulgada por Flávia Pedras, ex-mulher do humorista, em suas redes sociais.
“Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados”, disse.
Jô estava internado no Sirio Libanês desde o dia 28 de julho para tratar de uma pneumonia, segundo a TV Globo, e morreu às 2h30.
Jô Soares tinha 84 anos Foto: TV Globo
Segundo Flávia, a despedida será reservada a amigos e familiares. Os locais de enterro e velório também não foram divulgados.
Na publicação, a ex-mulher do apresentador também fez uma homenagem: “Viva você meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem”.
A história de Jô Soares
José Eugênio Soares nasceu em 16 de janeiro de 1938. Ele estudou em Lausanne, na Suíça. Pensava em ser diplomata e aprendeu várias línguas, o que lhe deu sólida formação cultural e intelectual. Viu televisão pela primeira vez em 1952, nos Estados Unidos, e começou a trabalhar no veículo seis anos depois, aos 20, escrevendo e atuando nas peças policiais de TV Mistério, programa da TV Rio protagonizado por Paulo Autran, Tônia Carrero e Adolfo Celi.
Mas só seria apresentado ao público como comediante pouco tempo depois, na TV Continental, e a capacidade de fazer rir o levaria a todos os canais de TV do Rio de Janeiro na época. Em 1960, substituiria José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, a convite do próprio, na redação do Simonetti Show, da TV Excelsior.
Foto divulgação redes sociais
Já na Record, em 1966, escrevia e atuava no lendário Família Trapo, sitcom que depois inspiraria tantas outras e faria a glória de Ronald Golias, Renata Fronzi, Renato Corte Real e Zeloni, além do próprio Jô. A redação era dividida com Carlos Alberto de Nóbrega, com quem combinava as cenas que caberiam a um e a outro, cada um na sua casa. Quando se encontravam, juntavam as duas partes e todo o enredo se encaixava perfeitamente, sem necessidade de ajustes.
Depois de ensaiar por algumas vezes sua saída da Record, Jô estrearia na Globo em 1970. “Eu queria um programa de humor com uma nova cara”, relata Boni, ex-chefão da emissora, em seu livro de memórias, O Livro do Boni. E continua: “Tinha um nome pronto na cabeça: ‘Faça Humor, não faça a guerrra’. Havíamos contratado também o Renato Corte Real e o incluímos no projeto. As reuniões se sucederam com o Augusto César Vanucci, o Jô, o Renato, o Haroldo Barbosa, o Max Nunes e o João Lorêdo.”
O horário era o das noites de sexta, na vaga que antes cabia a Dercy Gonçalves. E, se Dercy alcançava, naquela época, 60% dos lares com televisão, Jô bateu nos 70% e Boni foi celebrado até pelo patrão, Roberto Marinho. Faça Humor, não Faça a Guerra ficou por três anos no ar e foi substituído por Satiricom, que durou mais três anos, sucedida por Planeta dos Homens, que seguiu liderando a audiência pelos cinco anos seguintes.
Foi em 1981, ainda segundo o próprio Boni, que Jô sugeriu que já fosse hora de ter um programa todo seu. Nasceu daí o Viva o Gordo, que lançou personagens lendários, alguns deles atuais mesmo hoje. Com maquiagem e figurino a caráter, Jô fez barulho como o Capitão Gay e Norminha, entre outros.
Em 1987, Jô pleiteou à direção da Globo, ainda na figura de Boni, um talk show. Não houve acerto e ele se mudou para o SBT, levando consigo seu fiel redator Max Nunes e também o programa humorístico, lá rebatizado como Veja o Gordo. Boni o ameaçou, chegou a dizer que ele não poderia usar a palavra “gordo”, e Jô respondeu com um longo e bem argumentado texto no Jornal do Brasil, lido também durante o Programa Silvio Santos, já seu novo patrão.
Anos depois, os dois retomariam a amizade. “Gritei, fiz ameaças, mas prevaleceu o carinho que sempre tive pelos dois (Jô e Max Nunes)”, relata Boni. “Porém, profissionalmente, comprei a briga. Criei a sessão de cinema Tela Quente, que incinerou o Veja o Gordo, fazendo com que o programa saísse do ar”, completa.
Sem o humorístico, Jô passou a se dedicar integralmente ao programa de entrevistas, que cresceu, apareceu e se tornou referência do gênero na TV brasileira, mesmo que cenário e formato em muito lembrassem a matriz americana, com Johnny Carlson, da poltrona à caneca. Entre 91 e 92, foi uma das vitrines mais fortes para a crise política que levaria o então presidente Fernando Collor ao impeachment, e essa postura seria cobrada do programa por todas as ocasiões seguintes em que a política merecesse foco prioritário.
Em 2000, Jô voltou para a Globo, com o mesmo talk show e estrutura melhor de cenário e equipe. Junto, levou seu quinteto, que anos depois se tornaria sexteto, os diretores Diléa Frate e Willen Van Verelt, e, de novo, Max Nunes, amigo que perdeu em junho (2014).
Jô Soares morreu em São Paulo Foto: Eduardo Nicolau /Estadão Conteúdo
Desde sempre, sua trajetória televisiva foi acompanhada de expediente permanente no teatro, dirigindo outros ou, durante um bom tempo, montando seus próprios espetáculos, precursores que foram – no caso dele e de Chico Anysio – dos chamados stand up de hoje.
Também se debruçou sobre a produção literária, ao criar livros como O Astronauta Sem Regine, O Xangô de Baker Street!, que virou filme, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinato na Academia Brasileira de Letras. Esteve em clássicos do cinema como “O Homem do Sputnik (!959), de Carlos Manga, ao lado de Norma Bengel.
Vida pessoal Jô teve algumas mulheres. Foi casado com Teresa Austregésilo, apresentadora da TV Tupi, com Flavinha, que viria a se tornar sua melhor amiga, e namorou as atrizes Cláudia Raia e Mika Lins. Deixa um filho.
Já de volta à Globo, foi acusado, por longo período de falar mais que o entrevistado, o que contestava. Foi vítima do quadro Sandálias da Humildade, do Pânico, e não era exatamente conhecido por sua simpatia. Não que não fosse simpático. Era, e sabia como seduzir seus interlocutores com seu vasto repertório. E não negava algum egocentrismo, vá lá.
Em 2000, quando atendeu ao convite de Boni para escrever um depoimento para o livro 50/50 (Ed. Globo), organizado para celebrar os 50 anos da TV, registrou lá: “Devo confessar que me senti lisonjeado quando fui convidado para integrar este projeto, mas, sinceramente, acho que a minha participação não é a mais adequada. Digo isso sem falsa modéstia, pois com meus 115 quilos, sou um exibido’ pela própria natureza. Também por força da própria profissão, já que a exerço numa vitrine.”
Em processo de redução de peso de cinco anos para cá, obra dos cuidados com sua saúde, Jô na época dizia que era “mais artista que intelectual”. “Trabalho mais com a intuição do que com a razão. A TV não me preocupa, me ocupa.”
Fábio Junior Paiva da Costa, 37, morador na Vila São Pedro, morreu no final da noite desse domingo (31) vítima de violento acidente de trânsito ocorrido na MS-276, próximo ao distrito do Indápolis, entre os municípios de Dourados e Deodápolis.
A vítima estava visitando a filha em uma vila e voltava para casa no momento do acidente – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News
Ele trafegava pela rodovia estadual em uma motocicleta modelo Honda Titan de cor azul, quando acabou colidindo de frente com uma carreta bitrem carregada com milho, segundo informações apuradas do Dourados News.
Após o impacto, o corpo de Fábio foi arrastado por 8o metros e parou entre as rodas da carreta. Ele faleceu antes da chegada das equipes de resgate.
A vítima estava na Vila União visitando a filha e voltava para casa no momento do acidente de trânsito.
A moto dele ficou destruída às margens da rodovia.
O condutor da carreta tem 40 anos, seguia para Maringá, no estado do Paraná, e disse que tentou evitar a colisão, mas não conseguiu.
Mãe denunciou caso ao Ministério Público e pede Justiça: “Vi meu filho agonizando até a morte”
Evelyn Amorim de Arruda, de 29 anos, e Wallyson Brandão, de 28 anos, pedem Justiça após a morte do filho, de dois meses, Ravy Luiz Arruda Aldama, ocorrida na noite da última segunda-feira, (25), no corredor do Pronto-Socorro de Corumbá. Para o casal, houve negligência médica no atendimento ao bebê, que teve a morte, de acordo com o atestado de óbito, por choque cardiogênico, insuficiência respiratória e cardiopatia congênita.
Evelyn e Wallyson, pais do pequeno Ravy, pedem Justiça e buscam respostas para morte do filho
Muito abalada, em entrevista ao Diário Corumbaense, nesta quarta-feira, 27 de julho, Evelyn Amorim, que sepultou o filho na terça-feira e estava segurando a chupeta dele amarrada a um ursinho, diz que só quer Justiça, uma resposta ao que aconteceu.
Ravy, conforme a mãe, deu entrada no Pronto-Socorro, por volta das 18h30, da segunda-feira, e, até então, não havia apresentado problema de saúde. “Eu estava em casa por volta das 18h, com meu filho, deitado na caminha com o irmão dele, de 10 anos, assistindo desenho. Foi quando percebi que meu filho estava com falta de ar e mudando de cor, paralisado. Corri com ele para a rua, os vizinhos me ajudaram tentando reanimar ele, então, corremos até um local mais próximo, que foi o Corpo de Bombeiros, chegando lá, eles estabilizaram meu filho e o Samu levou meu filho para o Pronto-Socorro”, disse Evelyn.
Evelyn no corredor do pronto-socorro junto a Ravy, momentos antes dele falecer
Chegando ao Pronto-Socorro, a mãe conta que a equipe do Samu relatou à ela o que estava acontecendo, momento que começou o desespero dela na tentativa de salvar a vida de Ravy.
“Foi relatado lá pelo Samu o que aconteceu e como o meu filho estava, só que eles não deram a mínima importância (já no pronto-socorro). Deixaram meu filho na maca comigo, colocaram só como se fosse um inalador, maior que o rosto dele, improvisaram uma máscara descartável enrolada para segurar nele e pediram para que saísse de lá. Mas não saí, pois se eu tivesse saído dali meu filho teria morrido sozinho. Eu fiquei o tempo todo do lado do meu filho vendo ele morrer, ele olhando pra mim, eu pedia para o médico que estava ali no momento, que estava passando plantão para outro, pedia dizendo à ele que meu filho estava morrendo. O olho dele, a parte branca estava ficando com gotículas de sangue, mas ele falava que era normal, que era assim mesmo, para eu ficar calma, pois se quisesse continuar ali com meu filho eu tinha que ficar calma”, disse ao lembrar de tudo o que passou.
A partir deste momento, ao ver como Ravy estava piorando, Evelyn afirma que o filho foi levado do corredor, onde estava na maca, para fazer exames. “Eles levaram meu filho para fazer o exame de raio-x, e, eu achei que dali iriam socorrer meu filho, porque já iam ver o que estava acontecendo, mas eles simplesmente encostaram meu filho no corredor do pronto-socorro e me deixaram sozinha com ele. Eu tentando colocar a máscara nele a todo momento, ele estava agonizando, via que ele estava morrendo”, relatou.
Evelyn diz que neste instante, as enfermeiras passavam ao seu lado. “As enfermeiras passavam do meu lado, eu falava que meu filho estava morrendo, elas alegavam que era normal, só depois que meu filho já estava morto, pegaram ele e levaram para dentro, para reanimar. Nenhum médico aparecia, foi aí que fomos atrás do médico Manoel João, que nos ajudou bastante, chegou de kimono, pois já não estava mais trabalhando, fez de tudo para salvar meu filho, por muito tempo ele tentou, mas foi em vão, meu filho já estava morto”, falou Evelyn que ainda frisou: “as enfermeiras ao invés de irem atrás de um médico, para socorrer meu filho, chamaram a Guarda Municipal e a Polícia para tirar a minha família de lá, com cassetete e tudo.”
Não tinha problema de saúde A mãe reafirmou que Ravy não tinha nenhum problema de saúde, muito menos no coração, como consta no atestado de óbito, como uma das causas da morte do bebê.
“Ele não tinha problema de saúde. Eles estavam tratando o caso do meu filho como se ele tivesse engasgado, meu filho não estava mamando, não estava engasgado, eu já tinha ido cinco dias atrás ali mesmo, foi feito um raio-x do pulmão e apontou uma manchinha. O médico disse que não era nada grave, me deu amoxicilina para dar ao Ravy, em casa em doses pequenas, dizendo que em cinco dias ele estaria bem. Só que nesse quinto dia ele passou mal, e aconteceu tudo isso”, afirma Evelyn.
Ainda segundo a mãe, logo após a morte do filho, a equipe médica alegou outras causas, o que para ela, é impossível, conforme exames médicos. “Uma mãe, quando o filho nasce, ela quer se precaver de tudo, meu filho fez testes do coração, não tinha problema nenhum no coração”.
“Foi negligência sim, tanto por parte do médico que estava na hora quando cheguei até o momento em que ele trocou o plantão na minha frente. Eu via tudo aquilo ali, eles não socorreram o meu filho, nem o médico que saiu e nem a médica que entrou. A única coisa que o médico fez foi ficar do lado da maca, onde ele olhava meu filho e olhava para o relógio a todo momento”, revelou Evelyn.
Sentimento de revolta “O sentimento é de revolta. Gerei meu filho nove meses, tive meu filho por dois meses. Fecho meus olhos vejo meu filho sorrindo pra mim”, falou a mãe segurando a chupetinha e o ursinho de Ravy: “ele não desgrudava disso aqui. A naninha dele”, fala.
“A gente quer Justiça. Não queremos dinheiro, indenização, a gente quer que todos saibam o que aconteceu, finalizou Evelyn. A família denunciou o caso ao Ministério Público Estadual.