Campo Grande vence pela sexta vez título de arborização urbana

Campo Grande recebe pela sexta vez o título de Tree City of the World (Cidade Árvore do Mundo), consolidando-se como hexacampeã mundial em arborização urbana.

Paineiras floridas na Avenida Ricardo Brandão em Campo Grande (MS).         (Foto Arquivo)

O feito a coloca como a única capital do Brasil a receber o reconhecimento concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Fundação Arbor Day por seis anos consecutivos, celebrando os esforços da cidade em manter e expandir suas áreas verdes, garantir um ambiente mais sustentável e saudável para a população.

“Continuar sendo referência é a nossa missão. Este reconhecimento coroa o resultado de todo o cuidado que temos com nossa cidade. Cada árvore plantada, cada área verde preservada, é um passo em direção a um futuro com mais qualidade de vida. Reforçamos nosso compromisso em priorizar o desenvolvimento sustentável, minimizando os impactos climáticos e ambientais”, afirmou a prefeita Adriane Lopes ao receber a notícia do hexa com orgulho.

Campo Grande (MS), uma Capital rodeada de árvores. (Foto: Saul Schramm )

A conquista é resultado de um trabalho coletivo e não é apenas um troféu, mas um reflexo do compromisso contínuo de Campo Grande com o meio ambiente. A cidade se destaca por suas avenidas arborizadas e políticas públicas eficientes, que envolvem desde o plantio de novas árvores até a conscientização da população sobre a importância da preservação ambiental.

Para receber o título de Tree City of the World, as cidades precisam atender a critérios rigorosos, como a existência de um órgão dedicado à gestão das árvores, a criação de leis específicas para o manejo da arborização, a realização de eventos de conscientização e investimentos contínuos em plantios e manutenção.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Júnior, este título demonstra o compromisso da gestão com o desenvolvimento sustentável. “Campo Grande não apenas celebra seu passado, como seu presente de dedicação ao meio ambiente e reforça seu compromisso com o futuro. A cidade prova que é possível conciliar o crescimento urbano com a preservação ambiental, inspirando outras cidades a seguirem o mesmo caminho”, disse.

A arborização urbana oportuniza uma infinidade de serviços ecossistêmicos, proporcionando benefícios tangíveis para a população, como a redução das ilhas de calor, a melhoria da qualidade do ar e a promoção do bem-estar físico e mental. A participação da comunidade também tem sido fundamental, com mutirões de plantio e iniciativas de adoção de áreas verdes em diversos bairros.

Sobre o título Tree City of the World

O programa Tree City of the World foi criado para reconhecer cidades que se destacam no manejo sustentável de suas florestas urbanas. Atualmente, 210 cidades em 24 países fazem parte da rede, que busca promover boas práticas e incentivar a troca de experiências entre os municípios. No Brasil são 34 cidades reconhecidas que abrange uma população de 27.210.133 pessoas. No Mato Grosso do Sul, além de Campo Grande, Três Lagoas também recebeu o título.

 

Paulo Corrêa renova compromisso pelo meio ambiente no Dia da Água

Durante a sessão plenária desta quarta-feira (22), Dia Mundial da Água, o 1º secretário da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa (PSDB), ressaltou sua atuação para conscientizar a sociedade sul-mato-grossense para as pautas que envolvam ações coletivas para enfrentamento da crise hídrica e de saneamento que afeta o mundo todo.

Trabalho de Paulo Corrêa sempre foi marcado pela proteção do meio ambiente (Foto: Luciana Nassar)

“Acho que as águas iniciam os pássaros. Acho que as águas iniciam as árvores e os peixes. E acho que as águas iniciam os homens. Nos iniciam. E nos alimentam e nos dessedentam […]”. Recitando o poema “Água”, do saudoso Manoel de Barros, o deputado renovou seu compromisso de lutar pela preservação do nosso bem mais precioso.

Na Casa de Leis, o trabalho de Paulo Corrêa sempre foi marcado pela proteção do meio ambiente. Logo em seu primeiro mandato, em 1996, presidiu Comissão Permanente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Neste período, apresentou vários projetos importantes, entre eles o que criou a conhecida “Lei das Águas Cristalinas” (Lei Nº 1871/98), que estabeleceu formas de conservação da natureza, proteção do meio ambiente e defesa das margens dos Rios da Prata, Formoso e seus afluentes.

A Lei das Águas Cristalinas tornou-se um marco para proteção dos rios da Serra da Bodoquena, pois criou uma faixa de proteção de 150 metros de cada lado das margens dos rios da Prata e Formoso, conhecidos pela cristalinidade que encanta e atrai turistas do mundo inteiro, movimentando nossa economia.

“Criar a consciência ambiental é um desafio mundial, mas aqui em Mato Grosso do Sul já é realidade, porque entendemos que as boas práticas de sustentabilidade são um compromisso de Estado e não de Governo. Cuidando bem do meio ambiente, cuidamos bem das pessoas”, finalizou.

Paulo Corrêa reforça compromisso pelo meio ambiente

O parlamentar é um dos maiores defensores do meio ambiente, em Mato Grosso do Sul. Ele é autor da mais importante regra de proteção ambiental do Estado, a Lei das Águas Cristalinas, conhecida por “Lei Paulo Corrêa”, que criou uma faixa de proteção de 150 metros de cada lado das margens dos rios de Bonito e região, para inibir qualquer atividade que represente risco ao meio ambiente, herança das futuras gerações.

Sob a presidência de Paulo Corrêa, a Casa de Leis ampliou seu engajamento com a causa ambiental Foto Assessoria

“Criar a consciência ambiental é um desafio mundial, mas aqui em Mato Grosso do Sul já é realidade, porque entendemos que as boas práticas de sustentabilidade são um compromisso de Estado e não de Governo. Cuidando bem do meio ambiente, cuidamos bem das pessoas”, reforçou o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB).

Sob a presidência de Paulo Corrêa, a Casa de Leis ampliou seu engajamento com a causa ambiental. Logo nos seus primeiros meses de gestão, Paulo Corrêa assinou um protocolo de intenções por uma Assembleia Legislativa Mais Sustentável, criando três importantíssimas campanhas permanentes: “Energia Limpa”,“Papel Zero” e “Chega de Plástico”.

Nesta semana, o Parlamento Sul-mato-grossense novamente ganhou destaque nacional pelo cuidado com o meio ambiente. Com o projeto intitulado “ALEMS Casa Sustentável”, a Casa de Leis figura entre os finalistas, na categoria Gestão, da terceira edição do prêmio Assembleia Cidadã, criado pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) para premiar os melhores projetos do Brasil no quesito economia de custos do Parlamento.

“É uma honra para a Assembleia Legislativa concorrer ao Prêmio Assembleia Cidadã nessa categoria, porque demonstra nosso comprometimento com essa causa tão importante. Preservando os recursos naturais – que são limitados -, economizamos recursos públicos e damos o exemplo para a sociedade”, completou.

Categorias

Atendimento ao Cidadão é uma das categorias do Prêmio Unale Cidadã. A mesma é destinada a premiação de iniciativas e ações que levem diretamente atendimento ou serviço, prestados pela Assembleia Legislativa, ao cidadão. A terceira e última categoria é a de projetos especiais, que premiará o melhor trabalho que trate diretamente da vida do cidadão, fora das ações normais do parlamento.

A Casa de Leis concorreu nas três categorias previstas. Na categoria Atendimento ao Cidadão, participou o projeto “Na Rede da Casa”. Por fim, na categoria Projetos Especiais, dois projetos foram inscritos: “Cidadania é o Bicho: Animais do Pantanal” e “Educação Infantil em Diretos Humanos”. Os projetos participantes foram enviados com vídeo de 60s contendo explicação detalhada sobre os trabalhos.

A versão escrita de cada trabalho trouxe os dados com detalhes da implantação e execução, objetivos, aplicabilidade, metas cumpridas e a cumprir, relatório das atividades, além da proposta de ampliação do trabalho com o recurso decorrente do prêmio.

ALEMS Sustentável

O projeto finalista traz dados sobre a responsabilidade da gestão da ALEMS, destacando as obras de revitalização do Palácio Guaicurus, sede do Parlamento, que passa pela sua primeira reforma geral. Inaugurado em 1986, com as obras iniciadas no final de 2017, que se caracterizam, entre outros aspectos, pela priorização da sustentabilidade. As soluções sustentáveis empregadas na reforma do prédio incluem técnicas e tecnologias ecológicas e eficientes, uso de materiais e equipamentos com maior durabilidade e economia, redução do consumo de água e de energia elétrica, e diminuição do desperdício.

Essa consciência e prática adquirem relevância particular devido à localização sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, instalada no Parque dos Poderes, em reserva ecológica com inúmeras espécies da fauna e da flora do Cerrado. O Estado também tem valor ecológico imenso, já que quase 70% do Pantanal está em seu território, e ainda a maior parte do Aquífero Guarani.

Premiação

A escolha dos melhores projetos acontece durante a 25ª Conferência Nacional da Unale, em votação por meio de papel depositado em urna, aplicativo de celular ou totens. A comissão avaliadora do prêmio é composta por representantes de órgãos nacionais provenientes da administração direta, indireta, fundacional e/ou autárquica. Os três vencedores serão anunciados e premiados de forma simbólica durante o evento, que acontece em Recife, capital de Pernambuco, de 9 a 11 de novembro de 2022. Cada ganhador receberá a premiação de 20 mil reais para investir exclusivamente na expansão dos projetos.

Nelsinho Trad pede apoio do Ministério do Meio Ambiente para prevenção a incêndios no Pantanal

Dados voltam a preocupar em 2022 e revelam aumento de 14,5% na comparação com o ano passado

Durante a sessão do Congresso Nacional desta quinta-feira, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) pediu que o Ministério do Meio Ambiente forneça transporte aéreo para instalação de uma tecnologia capaz de detectar, rapidamente, o surgimento de focos de incêndio no Pantanal. Recentemente, o Brasil se emocionou com as cenas exibidas pela novela Pantanal do bioma sendo devastado pelo fogo. “Situação além da ficção e que precisamos combater para evitar mais uma tragédia.”

O software foi apresentado ao senador pelo Instituto Homem Pantaneiro, organização sem fins-lucrativos que atua no Pantanal sul-mato-grossense desde 2002. A tecnologia utiliza visão computacional  e dados de satélites para detectar focos de incêndio de maneira automática em até 3 minutos.

“É possível uma gestão em tempo real das ocorrências e as ações de brigadistas e da equipe de campo”, explica o presidente do instituto, coronel Angelo Rabelo. “Diante disto, solicitamos apoio aéreo para a instalação de três centrais independentes entre si, para funcionamento imediato permitindo redução das áreas queimada e gestão dos focos de incêndio de forma on-line, que serão complementadas pelo módulo de câmeras.”

O senador Nelsinho Trad encaminhou ofício ao Ministério do Meio Ambiente e, na sessão desta tarde, pediu urgência nesse transporte. “De nada adianta, dentro de uma sala de controle, quem estiver manejando essa situação, identificar a tempo e a hora um foco de incêndio e não poder fazer nada. É semelhante a você fazer um diagnóstico brilhante de uma doença num paciente e não ter como curar. Então, eu faço aqui um apelo ao ministro do Meio Ambiente que possa fazer uma interlocução com as forças que venham garantir a tranquilidade do ambiente pantaneiro”.

Os pontos de instalação foram selecionados de forma estratégica nos morros Pelado, do Carcará e na Serra do Amolar. Será possível cobrir uma área de até dois milhões e meio de hectares.

Em 2020, o Pantanal sofreu a estiagem mais severa dos últimos 47 anos. Dos focos de incêndio registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 65% ocorreram no Estado do Mato Grosso do Sul.  Ainda segundo o Inpe, de 1º de janeiro de 2022 até a tarde de segunda-feira, a região pantaneira de Mato Grosso do Sul, que compreende os munícipios de Corumbá, Porto Murtinho, Ladário, Aquidauana, Miranda e Anastácio, registrou 739 focos de incêndio.  O número é 14,5% superior ao registrado no mesmo período de 2021, quando havia 645 focos nessas cidades.