VÍDEO: Guarda municipal que matou morador de rua com um soco vai responder em liberdade

Cauby de Freitas Novaes, de 56 anos, teve um traumatismo craniano e não resistiu aos ferimentos. Emerson Teixeira Barbosa confessou o crime e foi solto pela polícia.

O guarda municipal Emerson Teixeira Barbosa, suspeito de matar Cauby de Freitas Novaes, de 56 anos, com soco no bairro Lar do Trabalhador, em Campo Grande, vai responder em liberdade. Ao g1, a delegada Marília de Brito Martins, informou que não há motivação para solicitar a prisão do agressor. Câmera de segurança registrou a ação.

“Inicialmente não temos motivação para solicitar a prisão do agressor. O suspeito foi ouvido considerando que foi somente lesão corporal, agora o cenário jurídico vai mudar e ele será ouvido novamente”.

O guarda municipal está afastado das funções há mais de um ano por condutas incompatíveis com o cargo, de acordo com a corporação. Outro Processo Administrativo Disciplinar (PAD) será aberto para apurar o crime cometido pelo guarda.

Em nota, a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES), informou que o servidor deverá ser demitido. “Tal conduta é incompatível com a função desempenhada pelo servidor”.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima morreu às 19h17 depois de não resistir aos ferimentos causados pela agressão. A delegada responsável pela investigação informou que o corpo da vítima deve passar por exame de necropsia para determinar a causa da morte.

O caso foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia Civil como lesão corporal dolosa e deverá ser alterado para lesão corporal seguida de morte.

O CRIME

O homem em situação de rua, identificado como Cauby de Freitas Novaes, de 56 anos, que foi agredido com soco pelo guarda municipal Emerson Teixeira Barbosa, no bairro Lar do Trabalhador, em Campo Grande, morreu na noite desta quarta-feira (12) depois de passar dois dias internado na Santa Casa.

Pelas imagens é possível ver Cauby caminhando pela calçada e para em frente ao portão de uma casa. Momentos depois, o guarda civil aparece em uma moto, para o veículo em frente a vítima e desfere um soco no rosto do homem. A vítima cai no chão e parece desacordado.

Testemunhas confirmaram que a vítima vivia na rua e que circulava pelo bairro Lar do Trabalhador.

No dia do crime, Emerson foi levado para a delegacia e contou que há alguns dias havia se desentendido com a vítima, mas na manhã de terça-feira não aguentou as provocações e deu um soco no rosto dela.

Justiça concede liberdade a ex-candidata a vereadora presa por tráfico

Suspeita terá que usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares

juíza da Vara Criminal Cristiane Aparecida Biberg de Oliveira concedeu a liberdade provisória sem fiança a investigada Ariele de Souza, de 34 anos, que foi presa pela SIG (Seção de Investigações Gerais) da Delegacia de Polícia Civil, na última sexta-feira (24), por tráfico de drogas.

Ariele de Souza, de 34 anos / Imagens: Redes sociais

Seguno o Jornal da Nova, Ariele do São Domingos como é conhecida, foi candidata a vereadora nas últimas eleições municipais e obteve cinco votos, confessou a traficância em sua residência, onde os agentes da SIG localizaram quatro papelotes de cocaína, R$ 240,00 e um aparelho celular.

Além de conceder a liberdade provisória, a magistrada aplicou algumas medidas cautelares que a suspeita terá que cumprir, como não se ausentar de sua comarca, sem prévia autorização da justiça, comparecer aos atos do processo, se recolher na residência das 18 às 5 horas, salvo autorização judicial em contrário e usar tornozeleira eletrônica pelo prazo de seis meses, sem prejuízo de eventual renovação.

Material entorpecente apreendido – Foto: Polícia Civil/Divulgação

“Advirta-se a investigada que o eventual descumprimento das medidas acima elencadas poderá ensejar a decretação da prisão preventiva”, diz a juíza Cristiane Biberg.

Por fim, a juíza deferiu o perdido da autoridade policial para o fim de autorizar a quebra de sigilo de dados telefônicos no aparelho de celular apreendido e consequente encaminhamento do aparelho para realização de perícia, deferindo-se o acesso, o exame e a posterior utilização como elementos de prova dos dados contidos nos aparelhos, especialmente, lista de endereços, histórico de ligações recebidas e efetuadas, histórico do conteúdo de mensagens SMS recebidas e encaminhadas, relação e conteúdo das conversas realizadas por meio de aplicativos, em especial, o WhatsApp.

Comandante da PMR que assediou delegada vai responder em liberdade

Uma delegada da Polícia Civil denunciou o comandante da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o segundo-tenente da Polícia Militar Rodoviária, Adriano Aparecido Pereira Mendes de Figueiredo, em Paranaíba (MS), por importunação sexual em um restaurante.

Adriano foi solto durante o plantão judicial e, com isso, a juíza plantonista dispensou a audiência de custódia, que seria realizada nesta segunda-feira (24). Agora ele vai responder o processo em liberdade.

O caso de importunação ocorreu no sábado (22). Em Boletim de Ocorrência, a delegada relatou que aguardava o marido – também delegado – pagar a conta no estabelecimento, quando o comandante da Polícia Militar que estava próximo passou a proferir comentários libidinosos contra a vítima.

“Você faz marca de biquíni e depois fica escondendo”, relatou a delegada sobre a fala do comandante da Polícia Militar.

Segundo a delegada, a frase desrespeitosa foi repetida por duas vezes, uma primeira e a outra logo depois, quando a vítima pediu para que ele repetisse o que tinha falado.

De acordo com registro policial, ao ser informado do ocorrido, o marido da vítima, que também é delegado, questionou o homem, que negou ter dito algo desrespeitoso à mulher e ainda alegou ter apenas cumprimentado a vítima.

Em dado momento, o homem acabou revelando que era comandante da PM, na cidade, onde mora há cerca de 10 meses. O marido da vítima deu ordem de prisão ao suspeito e os próprios colegas de farda foram chamados para acompanhar o comandante até a delegacia.

No local, o suspeito, que apresentava sinais de embriaguez, conforme boletim policial, passou a desacatar policiais civis. Ao delegado de plantão, o autor negou, mais uma vez, ter dito o que a vítima escutou, mas se negou a falar sobre o ocorrido.

Por não ter uma cela especial em Paranaíba, o homem foi transferido para Campo Grande.

Em nota, a Polícia Militar informou que o caso será investigado. “Em atenção à solicitação feita por Vossa Senhoria, a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul informa que o caso será investigado mediante Inquérito Policial”.