Polícia prende 2 por suspeitos de execução em conveniência no Guanandi

A Polícia Civil prendeu dois suspeitos do assassinato de Cristian Alcides Valente, de 37 anos, que foi executado com três tiros enquanto bebia com amigos em uma mesa de uma conveniência no bairro Guanandi, em Campo Grande, na noite de sexta-feira (21).

Após o crime, equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) e Grupo de Operações e Investigações (GOI) encontraram o suspeito, de 29 anos, que mora no Rio de Janeiro, e teria vindo para Mato Grosso do Sul para cometer o homicídio.

Em seguida, um comparsa, de 33 anos, foi identificado e preso. O homem mora em Campo Grande e estava tentando fugir antes de ser detido. A dupla indicou o local onde estava o veículo utilizado no crime, que carregava uma pistola nove milímetros carregada.

Arma apreendida com os suspeitos — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Conforme o relato dos envolvidos, a Polícia acredita que a motivação do crime tenha sido “desavenças em razão do tráfico de drogas, envolvendo facções criminosas das quais os flagranteados fariam parte”.

Diante disso, foi proferida voz de prisão em flagrante aos envolvidos pelas práticas, em tese, dos crimes de homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e pelo pagamento, receptação, posse irregular de arma de fogo e organização criminosa.

Cristian foi atingido por três tiros, segundo testemunhas. — Foto: Reprodução

O CASO

Cristian estava junto de amigos em uma conveniência quando foi surpreendido por pistoleiros na noite de sexta-feira (21).

Conforme o delegado Felipe Paiva, plantonista do Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol), a vítima tem diversas passagens na polícia e por vários crimes.

A vítima chegou a ser socorrida pelos colegas, que utilizaram a caçamba de uma caminhonete para levar Cristian para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Leblon, mas não resistiu.

Três são presos por emboscada que terminou com execução a tiros no Nova Lima

Os suspeitos estavam em uma camionete Ford Ranger e foram presos em flagrante pela polícia

A venda de uma motocicleta terminou com o proprietário, Rodrigo de Mendonça Rosa, de 30 anos, assassinado a tiros. O comprador, além de dois outros comparsas, foram presos em flagrante na noite de domingo (9), em Campo Grande. O crime, presenciado pela esposa da vítima e outras testemunhas, ocorreu no Bairro Nova Lima – na região norte da cidade.

Homem foi executada na frente da escola, no bairro Nova Lima — Foto: Reprodução

Policiais militares faziam rondas pelo bairro quando foram parados por uma mulher. Desesperada, ela narrou que havia acabado de presenciar a morte de um homem. Revelou que o corpo ainda estava no local – a rua Randolfo de Lima – mas que os autores, três homens em uma caminhonete Ford Ranger, fugiram e ainda estavam pela região.

Os policiais pediram reforços, enquanto uma equipe foi ao local do crime, outra saiu pelo bairro em busca dos suspeitos. Não demoraram para encontrar a caminhonete. O motorista ao perceber os militares, fugiu em alta velocidade e foi perseguido por várias quadras. No meio do caminho, os homens jogaram um objeto pela janela. Logo depois foram abordados.

Três homens estavam no veículo: Maykon Douglas Soares da Silva, de 23 anos, Eduardo Ferreira da Silva, de 38 e Daniel Sansão de Jesus, de 36 anos.

Maykon trazia no bolso quatro munições no bolso e R$ 956 em notas trocadas. Outras duas munições foram achadas dentro da Ranger. Eduardo também carregava dinheiro, cerca de R$ 450. Nenhum dos três quis prestar esclarecimento sobre o crime, mas foram presos.

Emboscada

Rodrigo tinha 30 anos Foto Reprodução/Redes Sociais

De volta ao local do crime, os policiais conversaram com a mulher de Rodrigo, conhecido como Belo. Ela contou que passou a tarde com o marido em uma conveniência do bairro, onde aconteceu um bingo. Com os dois, estava Maykon. Ele e a vítima conversaram por horas na tentativa de negociar uma motocicleta Honda CB 600F Hornet.

Segundo a mulher, Eduardo e Daniel também estavam na mesma conveniência. Em determinado momento, Maykon foi embora, mas o casal viu que ele passou pelo endereço diversas vezes antes deles irem embora.

Já em casa, Rodrigo recebeu novamente a visita de Maykon. Eram pouco mais de 19 horas quando o suspeito foi a casa da vítima para “ver pessoalmente a motociclista”. O morador conversava com o possível comprador do veículo quando a caminhonete Ranger estacionou na rua. Guilherme era o condutor e Daniel o passageiro.

Assim que pararam na casa, Daniel desceu com armas em mãos e atirou em Rodrigo. A mulher dele, que viu toda a cena, gritou pedindo ajuda a Maykon, que estava mais perto, mas em vez de socorrer o “amigo”, ele também correu até ele e fez novos disparos.

Rodrigo foi atingido com dois tiros na nuca, um nas costas e um de raspão na perna.

O caso agora é apurado como homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, se praticado por duas ou mais pessoas.

Dono de conveniência morto a tiros era suspeito de ter cometido execução em 2019

Polícia encontrou 28 estojos de munição 9 mm, e cinco projeteis, em frente ao estabelecimento na avenida Guaicurus

O comerciante Lucas Andrade Menezes, de 27 anos, conhecido como “Luquinha” foi morto a tiros na noite desta segunda-feira (3), em frente à sua conveniência, na avenida Guaicurus, no Jardim Universitário, Campo Grande. De acordo com boletim de ocorrência, a vítima foi surpreendida por uma dupla que chegou em um Fiat Palio bege já atirando.

Lucas foi morto com vários disparos na conveniência (Reprodução/Redes Sociais)

Após os disparos, os suspeitos fugiram do local. Caído no chão, o comerciante chegou a ser socorrido por familiares e amigos, mas morreu logo depois de dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no mesmo bairro.

A Polícia Militar foi até o local e encontrou 28 cápsulas de munição 9 mm, e cinco projéteis.

Até o momento não há suspeitas do que pode ter provocado o ataque. A funcionária do estabelecimento forneceu o celular e o carregador que pertenciam ao dono da conveniência. Tudo foi apreendido para perícia.

Após o crime, o veículo que teria sido usado pelos suspeitos para executar Lucas foi encontrado pela polícia abandonado e incendiado na Rua Filomena Segundo Nascimento, no Jardim Itamaracá.

Marca de tiro na porta do estabelecimento, na avenida Guaicurus. — Foto: Osvaldo Nóbrega

Moradores contaram à polícia que o veículo foi abandonado por um homem só. Ele desceu do carro, colocou fogo e foi embora. O veículo foi apreendido e encaminhado para a 4ª Delegacia de Polícia Civil.

O caso foi registrado como incêndio e homicídio qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível à defesa do ofendido.

VINGANÇA

Luquinha é acusado  de ter matado Igor Pereira de Faria Duarte, 24 anos, em 2019. O crime aconteceu na madrugada do Natal.

Na época, o corpo de Igor foi alvejado por, ao menos, três disparos. Ele estava na calçada na Avenida Guaicurus, no Bairro Universitário.

De acordo com a  delegada, Sueili Araujo, da 4ª Delegacia de Polícia Civil, o caso está sob três linhas de investigação. A primeira delas  seria uma vingança pela morte de Igor, ocorrida em 2019. A segunda seria uma briga em um pagode na noite de domingo (2). A terceira linha é de que a morte de Igor pode ter ligação com a execução de ontem (3), no Bairro Aimoré.

Conforme consta no processo, Lucas havia se desentendido com Igor no estabelecimento comercial após não aceitar vender mais bebida alcoólica para a vítima, pois ele não teria dinheiro suficiente para pagar a ‘dívida’ criada.

Na denúncia, a vítima teria ido embora e, por volta das 4h da madrugada, teria sido alcançado pelo suspeito, que disparou vários disparos, provocando sua morte na Avenida Guaicurus. No dia seguinte ao crime, Lucas teria se apresentado a 4° Delegacia de Polícia Civil e apresentado a arma, alegando haver comprado recentemente para sua defesa pessoal.

No entanto, ele foi inocentado por falta de provas pelo crime de homicídio qualificado, mas teria sido condenado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, mas permanecendo em liberdade em regime aberto, prestando serviços comunitários.

Em relação a passagens pela polícia, além de ser suspeito do homicídio, houve registros de contravenções penais e quando adolescente teve passagens por receptação e crimes de trânsito.

Vídeo mostra exato momento da execução do miliciano Jerominho

Três homens encapuzados e armados abordaram o carro de Jerominho e fizeram diversos disparos contra o miliciano

Imagens mostram o ataque a tiros de fuzil que causou a morte do ex-vereador e fundador da Liga da Justiça, uma das principais milícias do Rio de Janeiro, Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como ‘Jerominho’, na tarde desta quinta-feira (4), na Estrada Guandu Sapé, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

No vídeo, é possível ver que um carro branco se aproxima do veículo onde ‘Jerominho’ estava estacionado. Três homens encapuzados e armados descem do carro segundos depois que o miliciano também deixa o volante do veículo em que estava. Eles fazem pelo menos dez disparos e fogem. A ação dura pouco mais de dez segundos.

Além de ‘Jerominho’, que foi atingido na perna e no abdômem, o cunhado, identificado como Maurício Raul Attalah, também foi ferido e está internado no Hospital Rocha Faria, onde está em estado grave.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga os responsáveis pelo crime.