Menina denuncia estupros sofridos dos 10 aos 15 anos em cidade de MS

Uma mãe procurou a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) em Campo Grande para denunciar crime de estupro contra a filha de 15 anos ocorrido em Bataguassu.

A denúncia registrada nessa segunda-feira (25), conta que a adolescente mora com a avó, o companheiro dela e a irmã caçula.

A menina teria viajado para a Capital no início do mês para passar as férias com a mãe e aproveitou a oportunidade para contar sobre os abusos, segundo informações do portal Cenário MS.

A menor relata que ajuda o companheiro da avó, de 55 anos, em um bar em Bataguassu, servindo bebidas, recebendo dinheiro no caixa e anotando apostas de jogo do bicho, e que desde 2017, o homem vem cometendo os estupros sempre que ficava sozinho com a menina, depois de fechar o bar.

Paciente de anestesista relatou “gosto muito ruim na boca” após voltar de cesariana

Mulher foi atendida por Giovanni Bezerra no mesmo dia em que ele foi flagrado estuprando uma gestante; veja outros depoimentos

Uma das pacientes atendidas pelo anestesista Giovanni Quintella Bezerra em 10 de julho, mesmo dia em que ele foi flagrado estuprando uma gestante durante o parto, relatou ter sentido um “gosto muito ruim na boca” após voltar da cesariana.

O anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi flagrado colocando o pênis na boca de uma paciente dopada na hora do parto. Foto: Redes Sociais

A declaração foi dada pela mãe da paciente em depoimento à polícia, ao qual o Fantástico teve acesso e divulgou em reportagem no domingo, 17.

O marido da mulher também contou em depoimento que ele queria voltar para junto da esposa perto das 13h, mas só conseguiu vê-la por volta das 19h. Tanto ele quanto a mãe da paciente relataram anestesias mais fortes do que o comum.

Uma outra mulher que passou por uma cirurgia de cesárea naquele mesmo dia disse que viu o anestesista olhando para os seus seios.

“O roupão caiu e ela percebeu que o anestesista tinha olhado para seus seios e, em seguida, perguntado se ela estava com frio. A mulher acredita que o enfermeiro também tenha notado, porque pegou o roupão e jogou nos ombros dela”, diz o documento da polícia.

“Apaguei”
O Fantástico também conversou com outra mulher que procurou a Delegacia após ouvir as notícias do estupro cometido por Bezerra e reconhecer o anestesista. Segundo a mulher, ele participou da terceira cesariana dela e, após dar à luz, ela ficou desacordada.

“Eu já não estava conseguindo falar mais, porque assim que ele [o marido dela] saiu [da sala], eu já fui ficando mais mole, mais sedada. Aí ele falou que ia me dar uma anestesia geral. Tomei e não consegui mais lembrar de nada. Apaguei”, contou a mulher que suspeita ter sido vítima do anestesista.

O marido da mulher afirmou que saiu da sala a pedido de Bezerra. “Pediu para ‘mim’ se retirar, porque ali, daquele momento ali, ia ser com a equipe médica. Aí naquele momento, eu me retirei junto com o técnico que saiu com meu filho. E dali eu não tive mais acesso à ela.”

Até o momento, seis denúncias contra Giovanni Quintella Bezerra foram feitas. O anestesista foi preso em flagrante por estupro em 10 de julho no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, município da Baixada Fluminense. Na última sexta-feira, 15, a Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Bezerra réu.

 

MS registra neste ano média de 4 estupros por dia

O número equivale a uma média diária de 4 casos. Os dados são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública

Do dia 1° de janeiro até 14 de julho, 880 pessoas denunciaram ter sido vítimas de estupro em Mato Grosso do Sul, sendo 258 só em Campo Grande. Os dados são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Em menos de 7 meses, 880 pessoas foram vítimas de estupro em MS

Conforme o levantamento, 747 das vítimas, são do sexo feminino, incluindo crianças e adolescentes.

Se analisado os números, é como se o Estado registrasse diariamente 4 casos durante os primeiros 195 dias de 2022.

O número de vítimas apresentados pelo levantamento da Sejusp é superior ao de registros policiais, isso porque ocasionalmente há mais de uma vítima na mesma denúncia. O total de boletins de ocorrência de estupro registrados neste período, é de 830.

O último Mapa do Feminicídio divulgado pelo Governo do Estado informou que só no ano passado 1.833 mulheres registraram B.O por estupro.

Na noite de quinta-feira (14), duas jovens de 22 e 24 anos, foram violentadas quando saíam de uma academia no Residencial Oliveira, em Campo Grande. O suspeito de 49 anos foi preso minutos depois do crime e reconhecido pelas vítimas. Ele já tinha passagens pela polícia.

Operação Acalento

Na última quarta-feira (13) uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento às Crianças e Adolescentes (DEPCA), cumpriu 13 mandados de prisão por estupro de vulnerável em Mato Grosso do Sul.

Médico preso por estupro foi hostilizado por detentos em primeira noite em Bangu 8

Depois de participar de audiência de custódia e ter a prisão em flagrante convertida em preventiva, o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, passou a primeira noite isolado em Bangu 8. O local é destinado a presos com nível superior.

Segundo informações do G1, quando o médico chegou à unidade prisional Pedrolino Werling de Oliveira foi hostilizado pelos detentos. Os presos teriam sacudido as grades, vaiado e xingado o anestesista, como forma de protesto.

Médico preso por estupro no Rio de Janeiro – Foto: Reprodução

Giovanni foi preso pelo estupro de uma mulher na hora do parto. A delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher, investiga se há pelo menos mais cinco vítimas.

Os casos teriam sido cometidos nas unidades em que o médico trabalhou, entre elas o Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.

O médico anestesista passou por audiência de custódia realizada na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para onde foi levado no fim da tarde de segunda-feira (11).

Agora, com a conversão da prisão, o médico ficará preso por tempo indeterminado, tendo sua situação reavaliada se ultrapassar 90 dias. Neste tempo, o inquérito policial poderá ser concluído e entregue ao Ministério Público, que decidirá pela denúncia ou não, e pela manutenção da prisão.

ENTENDA O CASO

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante por estupro contra uma paciente durante o parto no último domingo (10), no Hospital da Mulher, em São João Meriti (RJ). Segundo investigadores, ele abusou da mulher enquanto ela estava dopada para a realização de uma cesariana.

De acordo com a polícia, a equipe de enfermagem estranhou a quantidade de sedativos que o anestesista dava para as pacientes que passariam por cesarianas. Então, eles posicionaram um celular para gravar o procedimento e conseguiram fazer o registro do ato e denunciá-lo.

A prisão do anestesista foi registrada em vídeo na madrugada da última segunda-feira (11). A voz de prisão foi feita pela delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de São João do Meriti.

“Camarão que dorme rende mais”, disse médico antes de ser preso

Anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi detido em flagrante por estupro durante cesárea no Rio de Janeiro

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante no último domingo,10, por estupro durante uma cesárea no Rio de Janeiro. Antes de ser detido, ele escreveu em uma publicação nos Stories, do Instagram: “É aquele ditado: Camarão que dorme rende mais no plantão”.

Giovanni Quintella Bezerra é acusado de estupro Foto: Reprodução/TV Globo

A legenda veio acompanhada de uma foto em que o médico de 32 anos mostrava uma meia com estampa de camarões. Além disso, o profissional de saúde marcou o o Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João do Meriti, no Rio de Janeiro.

Bezerra foi preso em flagrante após ser gravado em um vídeo pela equipe de enfermagem, que já desconfiava das ações praticadas por ele e conseguiu flagrar o crime com um celular escondido. Segundo informações do Jornal Nacional, a Polícia Civil investiga se ele também estuprou outras duas gestantes que tiveram os bebês no dia do flagrante.

Giovanni Quintella Bezerra postou com foto de camarão
Foto: Reprodução/ Giovanni Quintella Bezerra

Na primeira cirurgia, uma das funcionárias percebeu uma atitude estranha de Giovanni, que, logo após a saída do acompanhante da paciente, usou um capote para fazer uma cabana que impedia que alguém visse a mulher do pescoço para cima.

Já na segunda cirurgia, o anestesista também se posicionou de uma forma que impedia qualquer pessoa de ver a paciente do pescoço para cima.

Registro de ocorrência

Nesta segunda, 11, uma mulher de 23 anos que estava grávida de gêmeos e perdeu um dos filhos no parto, no início do mês, registrou boletim na delegacia de São João de Meriti. A mãe da jovem relatou à TV Globo que Giovanni era o anestesista e que estranhou quando a filha voltou para o quarto sonolenta demais.

“Minha filha, quando veio para o quarto para eu receber ela, para ficar de acompanhante, infelizmente ela estava com várias casquinhas secas no rosto, perto do ouvido e do rosto, e que, assim, parecendo que estava um troço brilhoso, colante”, contou ela em entrevista ao Jornal Nacional.

Já o marido relatou que não pôde acompanhar o parto porque o médico não deixou. “Mandou eu sair na metade, não tinha visto nem a criança e minha esposa já tinha dormido. Muita raiva, muita raiva. A gente está ali confiando nos médicos e acaba acontecendo uma coisa dessas”, disse o homem.

Giovanni Bezerra foi indiciado por estupro de vulnerável. Para a delegada Barbara Lomba, que conduz o caso, o ocorrido causa “muita repugnância pelo agressor ser um profissional de saúde, de uma responsabilidade muito grande dentro de um procedimento cirúrgico”.

Uma das vítima relatou à TV Globo que está revoltada com tudo que aconteceu. “A gente está achando que está protegida, em um momento difícil que está passando, com dor, e a pessoa se aproveitar de um momento desse é indignante”, disse.

Médico atuava como anestesista desde abril

Conforme divulgado pelo Estadão, Giovanni Quintella Bezerra concluiu a especialização em anestesia apenas recentemente e gostava de se fotografar em ambientes hospitalares. “Vocês vão ouvir falar muito de mim”, escreveu em uma postagem.

O médico se formou no Centro Universitário de Volta Redonda (Unifoa), na região sul do Estado do Rio, em 2017. A especialização em anestesia foi concluída este ano, no mês de abril. Não há muitas informações sobre sua produção acadêmica, uma vez que seu currículo na plataforma lattes não é atualizado há dez anos.

Giovanni Bezerra gostava de publicar fotos com sua rotina médica no Instagram – o perfil, porém, foi fechado após sua prisão. Diversas fotos dele que foram divulgadas nesta segunda nas redes sociais mostram o médico com uniformes de hospitais, daqueles que se usam em salas cirúrgicas. Em uma delas, escreveu: “Em frente, vou ganhando meu espaço na profissão que escolhi fazer a diferença”.

Ao receber voz de prisão, o anestesista declarou que não sabia o que estava acontecendo. Ao ser informado pela delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, que ele havia sido filmado praticando o abuso, Giovanni Quintella Bezerra se calou.

As imagens mostram o anestesista ao lado da paciente, que está dopada. Enquanto a equipe cirúrgica se prepara para começar a cesariana, Quintella tira o pênis da calça e o coloca na boca da grávida.

O advogado Hugo Novais, que defende Quintella, disse em nota que a defesa ainda não obteve acesso à íntegra dos depoimentos e dos elementos de prova no auto de prisão em flagrante.

“A defesa alega que ainda não obteve acesso na íntegra aos depoimentos e elementos de provas que foram produzidos durante a lavratura do auto de prisão em flagrante. A defesa informa também que após ter acesso a sua integralidade, se manifestará sobre a acusação realizada em desfavor do anestesista Giovanni Quintella.”