Fugitivo da presídio morto em confronto com a polícia planejava ‘se vingar’ da ex

Luccas Abagge, 32 anos, morto após entrar em confronto com a Polícia Civil na tarde de sábado passado (10) estava procurando a ex-namorada em Fátima do Sul, cidade vizinha a Dourados.

Ele pretendia se vingar da mulher que teria ajudado a polícia a encontrá-lo quando acabou capturado em junho deste ano na linha de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Antes da troca de tiros, policiais do SIG de Dourados e de Fátima do Sul monitoravam a casa onde Luccas estava escondido – Crédito: Dourados News

Segundo o Dourados News, o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Erasmo Cubas, contou que a Policia Civil manteve troca de informações com a Polícia Civil após fuga de Luccas da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) no dia 3 de setembro.

No decorrer dos trabalhos, os investigadores, em parceria com a Polícia Civil de Fátima do Sul, conseguiram localizar o foragido da justiça condenado a 86 anos por homicídios – 32 pela morte de um adolescente e 54 por outro assassinato, ambos os casos ocorridos no Estado do Paraná.

“Haviam informações de que planejava um crime contra sua ex-convivente, que ele suspeitava que ela havia o denunciado quando foi preso aqui no Estado”, disse Cubas.

Luccas Abagge estava em uma casa na rua Santo Amadeu. Ele reagiu à abordagem policial, foi atingido por alguns disparos de arma de fogo, chegou a ser resgatado por profissionais de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Integrantes de facção criminosa são mortos em confronto com a polícia em Campo Grande

Alex Moreno, de 30 anos, e Denicio de Souza, de 49 anos, estavam foragidos da prisão. A ocorrência foi atendida pelo Batalhão de Choque.

Alex Moreno, de 30 anos, e Denicio de Souza, de 49 anos, foram mortos em confronto contra o Batalhão de Choque da Polícia Militar em uma fazenda, na saída para São Paulo, em Campo Grande nesta segunda-feira (6).

Ambos eram integrantes de facção criminosa e fugitivos do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul. Alex havia sido condenado por mais de 45 anos de prisão.

Fugitivos foram mortos a tiros pela polícia. — Foto: Reprodução

Conforme os dados do Boletim de Ocorrência, os policiais do Choque foram acionados por uma denúncia anônima de que os dois homens estariam armados e em uma fazenda, na área rural de Campo Grande.

As equipes foram alocadas e iniciaram a incursão na região denunciada. Assim que se aproximaram do local, um dos indivíduos recebeu os policiais com tiro. De imediato, a guarnição revidou. Após ser agredido, o suspeito foi desarmado.

O outro suspeito, assim que viu a polícia, fugiu em disparada, mas foi surpreendido por outra equipe do Batalhão de Choque. Ao se deparar, também trocou tiro com os policiais e foi atingido por um disparo. Os suspeitos foram encaminhados para o Hospital Regional, onde foram constatados os óbitos.

Com Alex e Denicio foram encontradas duas pistolas, uma 9 mm e outra 38 mm. As armas foram encaminhadas para perícia. O caso é investigado pela Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol.

Confronto com a PM em fazenda em Amambai deixa dois indígenas mortos

Conforme as informações preliminares, vários indígenas ficaram feridos. Pelo menos três policiais do Batalhão de Choque foram levados para hospitais na cidade de fronteira

Confronto entre indígenas Guarani Kaiowá e policiais do Batalhão de Choque, da Polícia Militar, deixou vários feridos em uma propriedade rural em Amambai (MS), a 338 km de Campo Grande, nesta sexta-feira (24). A comunidade local diz que dois indígenas morreram, mas a polícia não confirma.

O conflito ocorreu nesta sexta-feira (24). — Foto: Redes sociais/Reprodução

A polícia, porém, confirma que vários indígenas também ficaram feridos por tiros. Pelo menos três policiais do Choque foram encaminhados para hospital da região, com ferimentos graves. Ao todo, até o momento, nove pessoas ficaram feridas entre indígenas e policiais.

Foram encaminhados para o Hospital Regional de Amambai seis indígenas. Entre as vítimas estão dois menores de idade, um de 14 e outro de 15 anos. Os três policiais do Choque também foram direcionados para o mesmo hospital. Os militares estão com ferimentos nas pernas e pés.

Indígenas e policiais possuem ferimentos ocasionados por armas de fogo, conforme informado pelo hospital. Não foi mencionado os estados de saúde dos feridos.

Não se sabe quem é o proprietário da fazenda.

De acordo com a polícia, a propriedade rural foi ocupada pelos indígenas Guarani Kaiowá ainda na quinta-feira (23). Já nesta sexta-feira (24), equipes do Batalhão de Choque foram enviadas à cidade.

Assim que chegaram na região, o conflito entre indígenas e policiais iniciou.

Local do conflito
O conflito ocorreu em um território ancestral para os indígenas, denominado de Kuripi/São Lucas, localizado em Amambai.