Moradores de favela estão há 3 meses sem cesta básica da Prefeitura da Capital

Adepto do “fecha tudo, a economia a gente vê depois”, ex-prefeito Marcos Trad deixou bomba explodir nas mãos da sucessora Adriane Lopes

Com discurso inflamado durante a pandemia da Covid-19 para que as pessoas fossem para casa e que “a economia a gente vê depois”, o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) renunciou ao cargo em 1º de abril deixando a cidade em meio ao caos na saúde pública, transporte coletivo e com famílias carentes sem assistência do município.

A maior parte das famílias têm crianças e os pais precisam pedir doações para alimentar seus filhos e conseguirem se manter. Foto Marcelo Victor

Os moradores da Comunidade Lagoa, no Jardim Colorado, em Campo Grande, estão há pelo menos três meses sem receber cestas básicas ou qualquer auxílio da Prefeitura da Capital. A maior parte das famílias têm crianças e os pais precisam pedir doações para alimentar seus filhos e conseguirem se manter. A informação é do jornal Correio do Estado, na edição deste sábado (9/7).

Morando na comunidade há quatro anos, Rosana do Amaral Molas, de 44 anos, relatou ao Correio do Estado que a quantidade de doações para os moradores caiu bastante desde o começo da pandemia de Covid-19, e nem mesmo a cesta básica que o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) disponibiliza para as famílias estão sendo mais doadas.

Rosana ainda acrescenta que, embora a situação não seja fácil, o dinheiro que seu marido recebe de diária no trabalho com reciclagem dá para viver com o básico. Contudo, há famílias numerosas e com filhos pequenos.

Para esses moradores, as escolas disponibilizavam cestas básicas mensais no começo da pandemia, mas com o retorno das aulas presenciais a ajuda parou de chegar.

“O pessoal daqui faz uns bicos e consegue um dinheiro, mas também pede ajuda para irmão, para sogra, mas muitas pessoas não gostam porque precisa pedir toda vez”, explica.

Ao Correio do Estado, Rosana ainda revelou que a assistência social da prefeitura parou de realizar visitas e que sempre que algum morador vai até o Cras do bairro Dom Antônio, que atende a região, a equipe do órgão alega não ter alimentos para doação, além de ter uma fila de espera de outras pessoas que também precisam.

Rafaela Dias, de 30 anos, tem quatro filhos pequenos, sendo que a caçula é uma menina de 8 meses. No momento ela está desempregada e seu marido, como a maioria das pessoas do local, trabalha com reciclagem.
Ela conta que já chegou a dar apenas macarrão para seus filhos almoçarem e muitas vezes a família não consegue fazer três refeições por dia por falta de alimento.

A mãe das crianças buscou ajuda no Cras do bairro onde moram no mês passado, mas não teve retorno sobre quando as doações irão retornar.

“Tem dias que eu dou só macarrão para as crianças” — Rafaela Dias, 30 anos, 4 filhos

Nos últimos dias o alimento posto na mesa chegou por meio de uma pessoa, que, segundo Rafaela, ninguém da comunidade conhecia. Ela conta que esse voluntário entregou diversos mantimentos, inclusive verduras e legumes.

Entretanto, são raros os dias em que conseguem comer alimentos diversificados e com maior valor nutricional. Na maioria das vezes, eles almoçam apenas o básico como arroz e macarrão. “Tem dias que eu dou só macarrão para as crianças, mas chegou uma pessoa aqui e doou bastante coisa pra gente, até verdura, que é raro doarem, tinha”, relembra.

Questionada pela reportagem do Correio do Estado, a secretaria municipal de Assistência Social de Campo Grande informou que não há falta de cestas básicas, mas houve um aumento na demanda por esse benefício. “A equipe do Cras Dom Antônio, que atende a região, já reorganizou a logística de entrega para agilizar o atendimento”, informou a nota

Zé Teixeira participa de grande encontro com população do Grande Tiradentes

Na última segunda-feira (4/7), o pré-candidato a deputado estadual Zé Teixeira (PSDB), conversou com cerca de 500 moradores do Dalva de Oliveira, no Grande Tiradentes, em Campo Grande. O encontro teve a participação do pré-candidato a deputado federal Walter Carneiro (PP), da pré-candidata ao Senado, Tereza Cristina (PP-MS), de lideranças comunitárias e indígenas.

Foto Divulgação

Pré-candidato ao cargo de deputado estadual, Zé Teixeira falou sobre a sua experiência como produtor rural e de como pode auxiliar no progresso de Mato Grosso do Sul. “Comecei como peão de fazenda no início da minha vida profissional e durante toda a minha trajetória plantei muita soja, milho e criei muito gado. Só que há alguns anos atrás, decidi que tinha que fazer política com a intenção exclusivamente de representar o cidadão sul-mato-grossense, servindo o Estado e o povo que sempre confiou em mim”, disse.

Teixeira emendou. “Eu tenho muita satisfação de trabalhar para garantir mais investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social. Não meço esforços para atender as pessoas que precisam de amparo”, ressaltou o deputado tucano.

O presidente da Associação de Moradores do Dalva de Oliveira, Ronaldinho, um das principais lideranças da região, pediu apoio aos pré-candidatos, em especial para Zé Teixeira e Waltinho Carneiro, justificando que precisa dessa união de esforços em favor de melhorias para a região.

Homem confessa ter matado idoso a tiros para não pagar dívida de R$ 40 mil na Capital

Wilson Pereira dos Santos, de 63 anos, foi encontrado morto, nesta quinta-feira (30), no bairro Jardim Centenário, em Campo Grande. O suspeito foi localizado horas depois e confessou o crime à polícia, dizendo que para não pagar dívida de R$ 40 mil teria atirado contra a vítima.

Suspeito foi levado para a Delegacia Especializada de Repressão a Furto e Roubo de Veículos (Defurv) — Foto: Redes sociais/Reprodução

O delegado responsável pelo caso, Roberto Guimarães, explicou que, após o corpo da vítima ter sido encontrado com marcas de tiro na Rua Granada, os policiais começaram a fazer diligências em busca do suspeito pelo crime.

Após ser localizado em sua casa, o suspeito disse à polícia que devia R$ 40 mil para a vítima e, por esse motivo, teve o carro retido e estava sofrendo ameaças. Na noite de quarta-feira (29), ele foi até a casa do idoso, cometeu o assassinato e pegou o veículo de volta, conforme a polícia.

De acordo com as autoridades, o suspeito tentou resistir à prisão, mas foi mobilizado e levado para a Delegacia Especializada de Repressão a Furto e Roubo de Veículos (Defurv), onde preferiu permanecer em silêncio, quando questionado sobre o crime.