Nascem primeiros bebês com DNA de três pais

No Reino Unido, crianças já nasceram a partir de técnica que uso o DNA de três indivíduos diferentes. Procedimento reduz risco de doença genética

No Reino Unido, já nascem as primeiras crianças que foram criadas a partir do DNA de três pessoas, o que subverte a lógica da maioria dos nascimentos. Embora a técnica seja bastante polêmica, o bebê não é considerado, pelo menos geneticamente, “filho de três pais”. Acontece que mais de 99,8% do material genético do pequeno provém da mãe e do pai originais, e cerca de 1% é do terceiro doador.

Foto: Christening/Envato / Canaltech

O uso de material genético de três pessoas para a geração de um bebê é uma técnica ainda em desenvolvimento e, por enquanto, as autoridades de saúde britânicas — as primeiras a aprovarem oficialmente a modalidade no mundo — não informam o número exato, alegando questões de privacidade envolvendo a identidade das crianças.

Quantos bebês já nasceram a partir do DNA de três pais?
Sabe-se que, no Reino Unido, menos de cinco bebês vieram ao mundo dessa forma, segundo a Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA). Fora da jurisdição britânica, o primeiro registro de um bebê derivado do material genético de três pessoas é de 2016, quando pais da Jordânia recorrem a uma equipe médica nos Estados Unidos e tiveram a criança no México. Não há informações atualizadas sobre as condições de saúde da criança.

Por que usar método que mistura diferentes DNAs para gerar bebês?
Aqui, é preciso pontuar: a técnica não surgiu a partir de uma vontade banal das equipes médicas e de cientistas. Na verdade, este é um procedimento inovador de fertilização in vitro que visa impedir que as crianças herdem doenças mitocondriais incuráveis (e genéticas) de suas mães. Oficialmente, o procedimento é conhecido como tratamento de doação mitocondrial (TDM).

Basicamente, o procedimento usa o tecido de óvulos de doadoras saudáveis para criar embriões de fertilização in vitro. Como a mulher que dou não tem nenhuma doença genética previamente conhecida, os tecidos estarão livres de mutações nocivas, reduzindo a algo próximo de zero o risco de transmissão dessa condição — independente de qual for — da mãe verdadeira para os descendentes.

De forma bastante resumida, o material genético nuclear da mãe é removido dos óvulos e transferido para óvulos doados, sem o material genético nuclear (removido em laboratório). Em seguida, os óvulos modificados são fertilizados com esperma para criar embriões e, posteriormente, vão se desenvolver.

Sem o auxílio da técnica, a concepção natural pode ter resultados imprevisíveis. Em outras palavras, ela pode gerar filhos saudáveis que herdam uma pequena quantidade de mitocôndrias mutantes ou provocar doenças graves e potencialmente fatais nas crianças, relacionados com os distúrbios mitocondriais. O problema não envolve nenhuma questão de fertilidade.

É seguro criar crianças a partir de três DNAs diferentes?
No momento, a técnica é considerada em desenvolvimento. “Até agora, a experiência clínica com TDM tem sido encorajadora, mas o número de casos relatados é muito pequeno para tirar conclusões definitivas sobre segurança ou eficácia”, explica Dagan Wells, professor de genética reprodutiva da Universidade de Oxford, para o jornal The Guardian. “O acompanhamento a longo prazo das crianças nascidas é essencial”, acrescenta.

O doador pode ter algum direito sobre a criança?
Diante dessa novidade reprodutiva, é válido se questionar se a doadora do material genético — e que não faz parte do casal que optou por gerar a criança — tem algum direito legal sobre o bebê. Segundo a HFEA, esta pessoa “não será a mãe genética da criança resultante”.

“Isso ocorre porque as mitocôndrias que elas fornecem representam menos de 1% da genética da criança. Por esse motivo, eles não terão nenhum direito ou responsabilidade legal sobre a criança e permanecerão anônimos (ou seja, a criança não poderá solicitar informações de identificação sobre ela quando tiver 18 anos)”, detalha a entidade britânica.

Após os 16 anos, o adolescente pode ser informado sobre algumas informações referentes ao processo, como uma descrição do doador, mas a identidade dessa mulher deverá permanecer protegida.

Vale pontuar que, em outros países, os desdobramentos podem ser outros, dependendo do entendimento legal sobre a questão. No entanto, este é ainda um cenário distante, considerando que poucos casos do tipo já foram registrados e a técnica ainda está em fase de aperfeiçoamento.

 

Vídeo: Homem invade creche, mata 4 bebês a machadadas e se entrega à polícia

Uma quinta vítima foi internada em estado grave

Um homem, que ainda não teve a identidade revelada, invadiu com uma machadinha e promoveu um massacre em uma creche de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, na manhã desta quarta-feira (5).

Movimentação no local do ataque que deixou crianças mortas – Divulgação/CBMSC

Segundo informações preliminares, ao menos 4 bebês foram mortos a golpes da machadinha. Uma quinta vítima foi internada em estado grave no Hospital Santo Antônio. Todas as crianças tinham entre 0 e 2 anos de idade.

O ataque aconteceu no Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor, uma creche privada localizada na rua dos Caçadodres, no bairro Vila Velha, na cidade catarinense.

Após matar as crianças, o homem teria se entregado à PM. O assassino, de 25 anos, foi até o batalhão da Polícia Militar para se entregar após cometer o crime

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um momento de apreensão após o ataque de um homem de 25 anos que matou ao menos 4 bebês a machadadas em uma creche particular em Blumenau, em Santa Catarina.

As imagens mostram o momento em que os pais que aguardavam os filhos começam a ser chamados pelos policiais. As crianças são entregues e muitas choram ao encontrar pais e mães.

Vacinação tem público ampliado aos bebês e para aplicação da bivalente

Nesta sexta-feira (03), a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), ampliou os públicos estabelecidos no calendário para vacinação contra a Covid-19. A Sesau reforça a orientação para que a população ficar atenta em relação aos locais e horários para aplicação da vacinas.

A partir de agora, pessoas de 66 anos já podem receber a vacina bivalente. O reforço também está liberado para  imunocomprometidos, indígenas aldeados e quilombolas com 12 anos ou mais.

Foto: reprodução PMCG

Conforme preconizado pelo Ministério da Saúde, para receber  o reforço é necessário estar com o esquema primário completo e ter recebido a última dose há pelo menos quatro meses.

A outra novidade é quanto a vacinação dos bebês. Até então restrita para crianças de seis meses a menores de 1 anos sem comorbidades, à aplicação da Pfizer Baby agora também abrange os menores de 2 anos sem comorbidades (1 ano, 11 meses e 29 dias).

A partir de 2 anos completos a menores de 3 anos à aplicação segue restrita às crianças com comorbidades. O atendimento ao público infantil acontece em apenas 10 unidades referenciadas.

Demais públicos

A vacinação segue disponível para crianças de 03 anos ou mais, bem como aquelas que precisam tomar as doses de reforço.

As doses de reforço devem ser tomadas conforme indicação para cada imunizante e público, seguindo um intervalo de 28 dias a quatro meses, conforme calendário pré-estabelecido pela Sesau.

A aplicação da segunda dose de reforço (quarta dose) está liberada para todas as pessoas com 18 anos ou mais, vacinadas com a terceira dose há pelo menos quatro meses.

Caso haja dúvida sobre a data para aplicação do reforço basta acessar o carteirinha digital disponível no site: vacina.campogrande.ms.gov.br.

Vacinação da covid em bebês começa neste sábado na Capital

Já está aberto o cadastro de identificação prévia para a vacinação contra a Covid-19 de crianças entre seis meses e dois anos de idade. Os bebês que estão dentro dessa faixa etária poderão ser previamente identificados e serão divididos entre aqueles que têm comorbidades e os que não apresentam nenhuma condição pré-existente.

“Neste primeiro momento, foi autorizada somente a vacinação de crianças nesta faixa etária que apresentem comorbidades, porém acreditamos que em breve todas poderão ser imunizadas e, pensando nisso, já nos antecipamos e garantimos o cadastramento deste público também”, explica o secretário municipal de saúde, José Mauro Filho.

Campo Grande receberá, neste primeiro lote, 1.520 doses da vacina Pfizer destinada para os bebês, também chamada de “Pfizer Baby”, e tem previsão para início das aplicações no próximo sábado (12). Diferentemente do que ocorre para os outros públicos, este imunizante tem como esquema primário três doses, sendo a segunda ministrada quatro semanas após o início do ciclo e a terceira em um intervalo de oito semanas da segunda aplicação.

Para o cadastro de crianças com comorbidades, é necessário a apresentação de um laudo médico, onde estará especificado qual o tipo de condição pré-existente que o bebê apresenta. Dentre o espectro de comorbidade estão:

Diabetes miellitus;

Pneumopatias crônicas graves;

Hipertensão Arterial Resistente;

Hipertensão Arterial estágio 3;

Hipertensão Arterial estágio 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;

Insuficiência Cardíaca;

Cor-pulmonare e Hipertensão pulmonar;

Cardiopatia Hipertensiva;

Síndromes Coronarianas;

Valvopatias;

Miocardias e Pericadiopatias;

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;

Arritmias cardíacas;

Cardiopatias Congênitas;

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;

Doenças Neurológicas Crônicas;

Doença renal crônica;

Imunocomprometidos;

Hemoglobinopatias graves;

Obesidade mórbida;

Síndrome de Down;

Cirrose Hepática.

Na Capital, já foram aplicadas quase dois milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Cerca de 77,4% de toda a população já está com o esquema vacinal completo, e aproximadamente 15% recebeu os dois reforços preconizados.