Polícia apura se menino de 10 anos disse a verdade após dirigir carro por 50 km

Menino disse ter recebido ligação de um desconhecido ameaçando o pai de morte. Caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Chapadão do Sul (MS), Ministério Público e o Conselho Tutelar

Familiares do menino, de 10 anos, que foi encontrado em um posto de combustíveis após dirigir por mais de 50 km pela BR-060, nessa terça-feira (17), estão sendo investigados por abandono de incapaz e maus-tratos.

Carro Ford Ka que criança dirigia foi entregue à família Foto: BNC Notícias

O Conselho Tutelar de Paraíso das Águas (MS), cidade onde o menino foi encontrado, informou que a criança não apresenta nenhum sinal de agressão, mas em depoimento disse que apanhava da madrasta. O caso foi registrado pela Polícia Militar como abandono de incapaz.

“A criança mora com o pai, a madrasta e irmãos. Em depoimento, o menino mencionou que era agredido pela madrasta, mas não tem nenhum vestígio de agressão. O menor estava sozinho com uma irmã e isso também precisa ser investigado por configurar abandono de incapaz”, disse a conselheira.

Em depoimento, o pai do garoto disse ter deixado o filho sob os cuidados da outra filha, de apenas 14 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil de Chapadão do Sul (MS), Ministério Público e o Conselho Tutelar.

De acordo com o delegado Felipe Potter, responsável pelas investigações, os envolvidos foram intimados a prestarem depoimento e o Conselho Tutelar ficará responsável pela produção de um relatório psicossocial sobre as condições da criança.

A polícia não encontrou vídeo com ameaças no celular da criança, que dirigiu um carro de Chapadão do Sul a Paraíso das Águas, para, supostamente, “salvar o pai”. Contudo, o delegado apura tudo que foi contado pelo garoto.

O pai ainda afirmou desconhecer que o filho sabia dirigir e que a chave do veículo estava em cima do guarda-roupa. Por enquanto, o homem responderá por abandono de incapaz.

O garoto, em primeiro momento, foi levado a um abrigo, mas depois devolvido ao convívio familiar.

Governo apura se queda de três torres de energia tem relação com atos golpistas

Ministério de Minas e Energia monta gabinete de crise após relatos de problemas em Itaipu e em Rondônia

O Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) criaram um gabinete de crise para monitorar se a queda de três torres de energia tem relação com os atos de extremistas no domingo, 08, na capital federal.

Usina de Itaipu fornece energia elétrica para maior parte da população brasileira Foto: Estadão

Conforme apurou o Estadão/Broadcast, houve a queda de três torres de energia, uma no circuito de Itaipu e duas em Rondônia, da Eletronorte. Outros problemas foram relatos também.

Em documento encaminhado às empresas do setor elétrico, a Aneel solicitou que, devido aos episódios de desordem e depreciação de órgãos públicos, seja feito um monitoramento dos ativos e instalações. Os boletins deverão ser encaminhados duas vezes ao dia, no início da manhã e no final da tarde, ao órgão regulador pelos próximos 15 dias.

Em nota, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que está adotando medidas tradicionalmente implementadas em eventos especiais como eleições, Copa do Mundo e Olimpíadas, depois do registro da queda de três torres de transmissão nos últimos dias em três locais diferentes.

O ONS observou, no entanto, que nesta época do ano, de condições climáticas severas, o incidente pode ser considerado normal. “Neste momento, as causas estão sendo investigadas pelos respectivos agentes”, disse o operador em nota.

“O ONS segue acompanhando a operação e reitera que não houve impactos no suprimento de energia para a sociedade, permanecendo, na forma habitual, verificando todas as ocorrências”, concluiu.

Os incidentes acontecem dois dias depois que atos extremistas depredaram os prédios dos três poderes, em Brasília, e também de ameaças de invasão em refinarias da Petrobras pelo mesmo grupo, que não aceita o resultado das eleições presidenciais do ano passado.