Policiais do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) apreenderam quase meia tonelada de cocaína no último final de semana. A ação, realizada na capital, faz parte da Operação Hórus do Ministério da Justiça, que visa coibir crimes como tráfico de drogas, armas e contrabando.
Quase meia tonelada de cocaína foi apreendida nesse final de semana – Foto: Polícia Civil
A apreensão foi realizada na região do bairro Universitário na capital após a equipe do Dracco abordar um caminhão que havia sido carregado com colchões no mesmo endereço onde foi encontrado. Além do motorista, mais duas pessoas estavam no local, incluindo um menor de idade com 14 anos.
O que chamou a atenção dos policiais foi que, dentro do imóvel que não tinha identificação, haviam placas de isopor em formato de colchão, espumas, tecidos e máquinas de costura, indicando que os colchões eram também fabricados no ambiente, fato que não havia sido mencionado pelos envolvidos no interrogatório.
Após a suspeita, ao examinarem o interior dos colchões que estavam no caminhão, os policiais civis encontraram 381 tabletes de cocaína que totalizaram em 412,50 kg da droga. A quantidade da cocaína foi avaliada em aproximadamente R$ 40 milhões.
O veículo e os colchões foram apreendidos e encaminhados para a sede do Dracco. Foi dada voz de prisão ao responsável pelo local por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores (ECA) e posse irregular de arma de fogo, acessórios e munições.
Na terça-feira (23), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu mais de 2,7 t de droga em Campo Grande e, após diligências, realizou a prisão de uma quadrilha.
Inicialmente a equipe policial avistou o veículo Renault Duster saindo da rodovia MS-040 e adentrando na BR-163, km 470, em alta velocidade, seguido de um veículo GM Monza. Contudo, o condutor do Monza, ao notar a viatura policial, efetuou manobra de retorno. Os agentes, então, deram ordem de parada ao veículo Duster, que não obedeceu a mesma e empreendeu fuga. Foi iniciado perseguição até o perímetro urbano, onde o suspeito entrou em uma rua sem saída, deixou o veículo e fugiu a pé em meio à vegetação e não foi encontrado pelos policiais.
Quatro foram presos na capital por tráifco – Crédito: PRF/Divulgação
No interior do veículo, grande quantidade de maconha e um rádio comunicador foram encontrados. Policiais verificaram que as placas do veículo eram falsas.
Logo em seguida, com o auxílio de outras equipes da PRF e da Polícia Militar, o veículo Monza e o condutor do mesmo, de 20 anos, foram localizados. Após análise no interior do carro, a polícia encontrou vários tabletes de maconha. Questionado sobre o fato, o suspeito disse que outros veículos estavam envolvidos na atividade criminosa e que alguns levavam droga e outros atuavam como “batedores” da carga.
Os policiais deram continuidade as diligências e uma equipe da PRF abordou o condutor de um veículo Hyundai Tucson, de 38 anos, acompanhado de mais dois homens, com idade de 30 e 48 anos. O condutor confessou que participavam de atividades ilícitas, e que estavam ali para dar apoio para outro envolvido, que seria o condutor de um veículo GM Vectra, o qual também estava carregado com droga. Ele disse ainda que realizou o serviço de batedor da droga, em outro veículo, um VW Gol, utilizando rádio de comunicação e celulares. Segundo ele, a droga teria sido trazida da fronteira até a capital e o veículo estaria na casa dele, em um bairro da capital. Os passageiros confirmaram à equipe policial a participação nos crimes, mas não quiseram citar mais detalhes.
Diante dos fatos, os três veículos foram encaminhados à Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). As drogas apreendidas foram pesadas e totalizaram 2.765,2 Kg de maconha e de 89,4 kg de skunk.
Já os quatro detidos foram conduzidos para o Centro Especializado de Polícia Integrada) para adoção das providências legais.
As polícias chegaram na sede da Prefeitura às 6h desta terça-feira (9), e foram acompanhadas pelo Procurador do Município, Dr. Marcelino Santos. Os policiais estiveram no primeiro andar onde fica o setor de finanças e no segundo andar onde fica o gabinete que era ocupado por Marquinhos.
Oito policiais da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e da Polícia Científica deixaram há pouco a sede da Prefeitura Municipal de Campo Grande com alguns materiais apreendidos, após cumprirem mandado judicial de busca e apreensão. As investigações fazem parte do inquérito aberto no início de julho na DEAM para apurar suspeitas de crimes sexuais que teriam sido cometidos pelo ex-prefeito, Marquinhos Trad, quando ainda era chefe do executivo da Capital.
Computadores e documentos foram apreendidos – Foto: Bruno Nascimento
A delegada responsável pelo caso, Maíra Pacheco Machado, afirmou que foram apreendidos documentos e materiais que serão analisados pelos peritos porque podem conter provas importantes à investigação. A Perícia Científica também foi acionada para realizar o reconhecimento dos locais onde teriam acontecido alguns dos casos de assédio e abuso sexuais. “Viemos fazer o reconhecimento dos locais mencionados pelas vítimas e, também, apreendemos computadores do gabinete que podem nos auxiliar na investigação. Em razão do segredo de justiça que foi decretado nos autos, não posso dar mais detalhes”.
As polícias chegaram na sede da Prefeitura às 6h desta terça-feira (9), e foram acompanhadas pelo Procurador do Município, Dr. Marcelino Santos. De acordo com informações repassadas pelo Coordenador de Segurança Especial da Prefeitura, Mário Ângelo Ajala, os policiais estiveram no primeiro andar onde fica o setor de finanças e no segundo andar onde fica o gabinete que era ocupado por Marquinhos.
Ainda segundo Mário, a Prefeitura já estava sabendo que haveria o cumprimento de mandados, mas a ação da polícia era esperada para a próxima sexta-feira quando alguns servidores seriam dispensados. “Fomos pegos de surpresa com eles aqui hoje”, disse.
Nesta manhã, os funcionários que trabalham nos setores investigados não puderam entrar nas repartições enquanto a polícia não concluísse a perícia e aguardaram do lado de fora do prédio. Eles só puderam entrar por volta das 9h30. A delegada, Maíra Pacheco Machado, acompanhada de uma escrivã de polícia seguiram para novas diligências. Os locais não foram informados. Até agora, 15 mulheres já prestaram depoimento no inquérito.
Caso
O ex-prefeito e candidato a governador do Estado, Marquinhos Trad, está sendo investigado pelos crimes de assédio, estupro da forma tentada, estupro consumado e favorecimento à prostituição.
A assessoria de Marquinhos chegou a convocar uma coletiva de imprensa no último dia 27 de julho, mas o político não compareceu. As advogadas de defesa dele, Andréa Flores e Rejane Alves de Arruda, declararam que as denúncias de crimes sexuais envolvendo Marquinhos são falsas e atribuídas à questões políticas, além de desqualificarem os depoimentos das possíveis vítimas. Hoje, uma das advogadas, Andréa Flores disse que a ação policial era para gerar efeito midiático.
A delegada responsável, Maíra Pacheco Machado, afirmou também em coletiva no mesmo dia, que todas as denúncias são verdadeiras.