Justiça caça, mas não encontra André nem Giroto para notificar sobre ação da Lama Asfática

A Justiça Federal não conseguiu notificar o ex-governador André Puccinelli (MDB) sobre o recebimento da denúncia de superfaturamento e desvios na obra de pavimentação da Avenida Lúdio Coelho. Nem o ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, supostamente em prisão domiciliar, foi localizado, conforme despacho da juíza substituta Júlia Cavalcante Silva Barbosa, da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Oficial de Justiça tentou três vezes intimar os implicados Foto Divulgação

Conforme a magistrada, o oficial de Justiça realizou três tentativas frustrada para notificar o ex-governador, que foi candidato nas eleições deste ano e ficou em 3º lugar. Até a tentativa de notificação por hora certa não teve êxito.
“… Ressaltou que, em todas as oportunidades, deixou recado contendo a identificação e o contato telefônico”, diz trecho da petição da magistrada acerca da tentativa do oficial de Justiça em notificar o ex-governador e o ex-secretário.

A retomada do processo contra o ex-governador tinha sido definida no dia 11 de agosto. Na data da publicação, Puccinelli, por meio da assessoria de imprensa, disse que: “Tenho confiança absoluta na Justiça que anulou todos os processos federais nos quais meu nome foi citado”.

Puccinelli disputou as eleições tentando um terceiro mandato, mas, embora liderando as pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha, ficou fora do segundo turno.

“Não apresentada resposta pelo acusado no prazo legal ou, se mesmo citado não vier a constituir defensor, fica desde já nomeada a DPU – Defensoria Pública da União para oferecer resposta nos termos do CPP, 396-A, § 2º”, determinou.

André e Giroto haviam virado réu nesta ação. No entanto, o Tribunal Regional da 3ª Região declarou o juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira suspeito e anulou todas as decisões, inclusive do recebimento da denúncia.

Ao reanalisar novamente a denúncia do Ministério Público Federal, a juíza substituta verificou indícios de superfaturamento e corrupção e acabou recebendo, pela 2ª vez, a ação penal. Após a defesa dos réus, ela poderá marcar o julgamento ou determinar a realização de perícia.

DENÚNCIA

A Operação Lama Asfáltica foi desencadeada há sete anos, em julho de 2015, e os julgamentos estão sendo adiados ou suspensos por meio de uma guerra de recursos por parte da defesa dos réus.

O ex-governador havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto superfaturamento em trecho da pavimentação e saneamento da Avenida Lúdio Coelho, em Campo Grande. O custo da obra, conforme a denúncia, subiu R$ 4,7 milhões, cifra que teria sido cobrada a mais do que devia.

O suposto crime foi descoberto inicialmente por policiais federais que comandaram a Lama Asfáltica, operação que investigou esquema de corrupção implicando as gestões de Puccinelli.

A investida policial estremeceu o segmento político na época. Servidores graúdos foram implicados no caso. De acordo com a apuração, remessas de dinheiro, em grandes quantidades, eram entregues nas casas dos envolvidos.

Ao justificar o motivo da retomada da investigação contra o ex-governador emedebista, a juíza escreveu que: “… Telefonemas legalmente interceptados e filmagens que evidenciam o envolvimento de André Puccinelli nas atividades criminosas praticadas pelo grupo criminoso; telefonemas legalmente interceptados, além de informações consubstanciadas em relatórios investigativos policiais, que evidenciam relacionamentos escusos entre João Amorim, André Luiz Cance [então Secretário Adjunto de Fazenda do MS], Mirched Jafar Junior [proprietário da gráfica Alvorada] e André Puccinelli, sob comando deste”.

IMPLICADOS

O MPF denunciou ao menos 57 pessoas no âmbito da Lama Asfáltica. Os crimes que teriam sido praticado são de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas, fraudes em contratações e obras da rodovia MS-040, fraudes contra o BNDES, fraudes em contratações e obras do Aquário do Pantanal – obra inaugurada neste ano, embora iniciada em 2011.

Puccinelli diz que acredita nas pesquisas que o colocam no 2º turno

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, (MDB) chegou na Escola Lúcia Martins Coelho, às 07h30 para votar, neste domingo (2). Acompanhado da esposa, Elizabeth Puccinelli, do filho André Júnior, e da vice Tania Garib, ele parou para cumprimentar apoiadores e pousar para fotos.

Segundo André a campanha foi “relativamente tranquila”, como deve ser e defendeu o voto como um direito democrático de escolher o melhor candidato para todas as esferas. “Um debate para esclarecer à população das propostas dos candidatos. Foi uma votação tranquila e vou acompanhar em casa, com a família”.


Candidato do MDB votou na Escola Lúcia Marins Coelho no Jardim dos Estados

Sobre a expectativa para o resultado do segundo turno, o candidato afirma que a expectativa é boa. “Eu não sei quem irá para o 2° turno, mas as pesquisas denotam que nós iremos”, disse.
Se eu chegar no segundo turno vou manter as bandeiras de desenvolvimento do Estado com equilíbrio ambiental, desenvolvendo o turismo, cuidando da segurança, tentando trazer empregos, através da construção civil, atraindo empresas e indústrias, além de garantir a qualificação profissional. A tríade principal vai ser a assistência social, saúde e educação”, destaca.

Vereador Papy é o vice escolhido para compor chapa com André

Jovem, bem articulado, um dos principais líderes do segmento cristão em Campo Grande e muito bem preparado, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (Solidariedade), vai ocupar a vaga de vice na chapa de André Puccinelli (MDB). A possibilidade foi ventilada pela FOLHA DE CAMPO GRANDE, no mês passado e se confirmou na noite de quarta-feira (6) em reunião no Bairro Pioneiros na Capital.

Chapa que tem a experiência de André agora conta com a garra e juventude de Papy

“Fizemos com André uma volta em Campo Grande pelas 7 regiões da cidade, com reuniões para ouvir a população. E na quarta encerramos com um grande encontro onde centenas de pessoas, principalmente jovens, Falaram com André sobre às necessidades do MS”, afirmou o vereador.

“Estou aqui fazendo esse empenho de apoio ao Dr. André, porque acredito nele, acredito no potencial que ele tem para resolver os problemas estruturantes que nós temos em Mato Grosso do Sul. Vemos dificuldades em Campo Grande. O que deixou de arrecadar nos últimos anos, por pura incompetência de gestão na hora de arrecadar, e pior, em gerir os recursos dos munícipes de Campo Grande. Então tudo isso está na bagagem do Dr. André.”, afirmou Papy.

Papy lembrou dos tempos de escola na década de 2000 sobre a dificuldade dos professores quando estudava no Colégio Osvaldo Cruz (em frente ao mercadão municipal) e o trem cruzava o meio da cidade e tinham que esperar a passagem do trem para voltar a dar por causa do barulho. “Esse homem fez e projetou as largas avenidas que nos levam para nossas casas, nossa escola. Foi o André Puccinelli que fez, foi o André Puccinelli que projetou e é ele que vai continuar fazendo”, disse.

Além de ser vereador, em seu segundo mandato, Papy é também o presidente estadual de seu partido, o Solidariedade, o que permitiu mais flexibilidade para as conversações. André escolheu um vice preparado, moderno que tem muito agregar nesta caminhada.

 

 

“Ele resolve”, diz morador de bairro da Capital após reunião com André

Seguindo a agenda de reuniões nos bairros de Campo Grande, o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, conversou com moradores da região do bairro Tijuca II, nesta quarta-feira (22). Mais uma oportunidade para os moradores elencarem os principais problemas que enfrentam, além de ouvirem do pré-candidato o que pretende para o futuro do Estado.

André ouviu cada reivindicação e destacou ações nas áreas apontadas Foto Divulgação

“Aqui na região precisamos muito do asfalto e do esgoto. Acreditamos na palavra dele [André] e que ele resolve, porque já fez muita coisa […] na época dele, saía uma linha de ônibus e logo já era asfaltada”, disse o presidente da Associação de Moradores do Tijuca II, Márcio R. da Silva, que mora no bairro há pelo menos 20 anos.

Ele também citou que a população precisa de ações na área de habitação. “Famílias nos procuram e vemos que muitas passam dificuldades, às vezes mulheres sozinhas criando os filhos e não têm uma casa. É preciso olhar para essa situação”, contou.

André ouviu cada reivindicação e destacou ações nas áreas apontadas, tanto as que foram realizadas quando foi governador, quanto durante os dois mandatos na prefeitura. “São áreas fundamentais que quando melhoradas proporcionam uma grande melhoria na qualidade de vida das pessoas, resolvendo questões atuais com olhar no futuro”, disse.

Também participaram da reunião o pré-candidato a deputado estadual Dr. Loester e o vereador de Campo Grande, Papy. Em outra agenda, ainda na noite de quarta-feira, André se reuniu com moradores da Vila Palmira. O pré-candidato a deputado federal Moka participou.