Foragido do Acre morto durante confronto com a Polícia em apartamento na Capital

Polícia encontrou objetos utilizados no preparo da droga em dois imóveis do residencial alugados pelo foragido

Foragido por homicídio no Acre e uma das lideranças da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), Anderson da Silva Chagas, 33 anos, que morreu em confronto com a polícia, na manhã desta segunda-feira (8), alugava dois apartamentos de um residencial no Jardim Inápolis, em Campo Grande. Um deles era para o tráfico de drogas.

Polícia Civil no residencial na manhã desta segunda-feira

O delegado da DEH, Carlos Delano de Souza explicou que Anderson Silva respondia por homicídio no Acre. Aqui na Capital sul-mato-grossense, atuava no tráfico de drogas. “Nós tínhamos um mandato de busca destinado ao cumprimento de prisão deste alvo. Ele responde por homicídio e foi uma solicitação da DHPP do Acre”, informa.

O criminoso foi morto nesta manhã ao reagir à abordagem. “Houve uma reação, uso de força”, descreve. Segundo o delegado Delano, o apartamento da Capital era utilizado para atividades do tráfico de drogas. Foram encontrados cerca de dois tabletes de maconha, que ainda não foram pesados. “Eram dois apartamentos com droga pronta para revenda e a ser preparada. Os apartamentos estavam vazios, eram justamente para o tráfico”, esclarece. Uma mulher, por volta dos 30 anos, apontada como namorada do criminoso, também estava no local. Ela não ficou ferida na ação e foi presa. Deve responder por tráfico de drogas.

Governador do Acre tem bens apreendidos em operação da PF contra lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagou uma operação contra lavagem de dinheiro que tem como alvo a cúpula do governo do Acre, na manhã desta quinta-feira. O governador do estado, Gladson Cameli, teve bens apreendidos e precisará entregar seu passaporte. Os agentes cumprem ainda 89 mandatos de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal.

Gladson Cameli foi eleito em 2018, ancorado pela onda bolsonariata (Foto Divulgação)

A ação é a terceira fase da Ptolomeu, iniciada em 2021. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está sendo cumprida nos estados do Acre, Piauí, Goiás, Paraná, Amazonas e Rondônia, além do Distrito Federal. O pai de Gladson, Eladio Cameli, e um irmão do governador também são investigados. O STJ determinou o bloqueio total de R$ 120 milhões em bens, entre eles aeronaves, casas e apartamentos de luxo.

Na mesma decisão, 34 pessoas foram afastadas dos serviços públicos e 15 empresas investigadas tiveram suas atividades econômicas suspensas por determinação da Justiça. Ao todo, 300 policias atuam na ação em parceria com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e que tem o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal (RFB).

O governador já tinha sido citado na primeira fase da operação, em dezembro de 2021, quando foi alvo de um mandato de busca e apreensão. À época, o STJ também determinou o afastamento de uma servidora de seu gabinete e do secretário de estado da Indústria, Ciência e Tecnologia.

Gladson Cameli foi eleito em 2018, ancorado pela onda bolsonariata, e reeleito no último pleito.