Ministro reconhece indícios em denúncia do Conselho de Saúde sobre dinheiro que desapareceu .

Uma denúncia formal, apresentada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) e corroborada pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi acolhida no Tribunal de Contas da União (TCU) para que Adriane Lopes (PP), a prefeita de Campo Grande, saia da blindagem onde se esconde e dê à sociedade e aos órgãos de controle as explicações que está devendo.
Trata-se da destinação que foi dada aos R$ 156.830.401,28 sacados do Fundo Municipal de Saúde e utilizados com outras finalidades.

Adriane foi obrigada pelo ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, a explicar-se formalmente à corte dentro de 15 dias úteis, prazo que se esgotará em 16 de maio.
Ao analisar os documentos da denúncia e os demonstrativos financeiros, Jesus concluiu que há indícios suficientes para exigir explicações da prefeita.
O Conselho sustenta que o dinheiro, exclusivo para uso do Fundo, foi desviado, provavelmente para custeio de defesas com pessoal.
E não é só no orçamento do Fundo que está instalada a suspeita sobre o uso indevido de verbas da Saúde na Capital. O TCU também decidiu apurar o remanejamento de R$ 1,030 milhão do SUS para pagar um acordo entre a prefeitura e o Consórcio Guaicurus, grupo que abriga as empresas de ônibus concessionárias do serviço de transporte coletivo.
A denúncia alega que Adriane armou-se com decretos para dar roupagem de legalidade ao descaminho desse recurso.
Logo que o Conselho denunciou o sumiço dos R$ 156,8 milhões, a prefeita armou o esquema de blindagem para não ter que dar satisfações à sociedade e, sobretudo, a vereadores oposicionistas.
Porém, até mesmo na Câmara, onde desfruta de uma folgadíssima maioria, a prefeita já não consegue exercer total controle sobre sua base.
Alguns de seus batedores mais fiéis andam contrariados e um deles deserdou, o vereador Maicon Nogueira.
A imprensa publica, inclusive, que há outras irregularidades para entrar no foco do TCU. O caos no sistema público de saúde se agrava, enquanto a prefeita acena com uma tentativa de desfecho imprevisível, que é a terceirização dos serviços inicialmente em duas unidades da rede de postos, uma no Aero Rancho e outra no Tiradentes.
A experiência já foi testada em outras cidades e na maioria delas não resolveu os problemas principais.








