MS está livre da doença desde 2020 e atualmente investiga cinco casos suspeitos. A recomendação agora é reforçar ações de controle após o diagnóstico de um menino de cinco anos sem vacinação ter sido contaminado no Paraguai.

O Ministério Público de Saúde do Paraguai confirmou nesta segunda-feira (02/08) o primeiro caso de sarampo no país em 2025. A notícia veio após a confirmação de um menino de cinco anos, que não tinha recebido a vacina, morador do distrito de Santa Rosa, no departamento de San Pedro. Essa região é bastante visitada por turistas, conhecida como o “Caribe paraguaio” por suas águas cristalinas em certos períodos do ano.
O garoto foi internado em um hospital de Assunção, a capital do Paraguai, com um quadro de pneumonia. Além da febre, ele apresentou manchas vermelhas na pele, tosse e coriza, sintomas típicos do sarampo. O diagnóstico foi confirmado por laboratório e a notificação oficial aconteceu em 2 de agosto.
Segundo as investigações do Ministério da Saúde paraguaio, o caso está relacionado à recente exposição a visitantes do exterior que apresentaram sintomas compatíveis com a doença. Como resposta, equipes foram enviadas a Santa Rosa para realizar estudos epidemiológicos, buscar outros possíveis casos, aplicar medidas de controle, conscientizar a população e reforçar a vacinação.
O Paraguai foi declarado livre do sarampo em 2015, mas esse evento mostra que o vírus ainda pode ser importado, representando uma ameaça às conquistas na saúde pública.
Brasil e Mato Grosso do Sul
No Brasil, o certificado de país livre do sarampo foi recuperado em 2024. Para perdê-lo, o vírus precisa circular com o mesmo genótipo por um ano, explicou Marilda Siqueira, especialista da Fiocruz.
Em Mato Grosso do Sul, não há casos confirmados de sarampo até agora neste ano, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Foram notificados 25 casos suspeitos, dos quais 20 já foram descartados e cinco ainda estão em investigação. O último ano com confirmações foi 2020, com 10 casos.
Desde 1992, o Estado não registra mortes por sarampo, sendo esse o último óbito ocorrido. O ano mais grave foi 1991, com 13 mortes por complicações da doença.
Na região de fronteira, a cobertura vacinal ainda precisa avançar. Dados do Ministério da Saúde mostram que a segunda dose da tríplice viral foi aplicada em 68,33% das crianças a partir de 15 meses, enquanto a primeira dose, dada ao completar um ano, atingiu 88,32% até junho deste ano.
Na semana passada, o Ministério da Saúde confirmou 11 casos de sarampo em Campos Lindos, Tocantins, além dos cinco já registrados anteriormente. Ainda não há um balanço atualizado com o total de casos.
Sobre o sarampo
A doença é altamente contagiosa: uma pessoa infectada pode transmitir para até 17 pessoas não vacinadas. Os sintomas incluem febre, manchas na pele, tosse e mal-estar intenso. Em alguns casos, podem ocorrer complicações graves, até mesmo levando à morte. A melhor forma de prevenção é a vacinação, que é gratuita e está disponível em todos os postos de saúde.






