Proposta de privatizar postos da rede pública é polêmica e Papy defende diálogo por resultados.

No esforço para solucionar os problemas que afetam os serviços de saúde pública de Campo Grande, a Câmara de Vereadores e o Conselho Municipal começaram a definir as providências que serão encaminhadas já nos próximos dias.
Na manhã desta quinta-feira (26/03), parlamentares se reuniram com membros do Conselho, entre os quais o presidente, Jader Vasconcelos, dando continuidade às discussões sobre um projeto que transfere a gestão de dois postos para Organizações Sociais (OSs), pessoas jurídicas de direito privado.
Um dos encaminhamentos é a audiência pública marcada para 09 de abril, para dar voz a todas as partes envolvidas.

A proposta trata da implantação de um novo modelo de gestão nos Centros Regionais de Saúde (CRS) do Tiradentes e do Aero Rancho. Polêmica, a ideia provoca divergência. O Conselho Municipal de Saúde é contrário, assim como os servidores públicos, que protestaram durante a sessão ordinária desta quinta-feira.
Neste cenário, o Legislativo assumiu o papel de intermediador e busca “garantir diálogo, transparência e participação popular antes de qualquer deliberação sobre o tema”, disse Epaminondas Papy, presidente da Câmara.
Ele afiançou que o encaminhamento será responsável e sem decisões precipitadas. “Se o conselho participa do debate, a sociedade está representada. Há posição contrária inicial, mas é preciso analisar com profundidade”, ponderou.
Diálogo
Papy explicou que a reunião com o Conselho foi uma conversa preliminar e afirmou não existir motivo para sobressaltos. “O método da Casa é claro: dialogar passo a passo, realizar audiência pública e garantir que a população entenda o que está sendo proposto. Só depois disso é que qualquer projeto será analisado. Nada será feito de forma apressada”, reiterou.
O vereador Victor Rocha, presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara, endossou o compromisso de ouvir todos os lados.
Vasconcelos reafirmou a objeção do Conselho e destacou o papel deliberativo do colegiado: “Foi dito que o projeto seria implementado, porém quem decide sobre esta pauta é o Conselho, que representa a população. A cidade enfrenta problemas de gestão na saúde e não será uma Organização Social que vai resolver, argumentou.








