Presidente pode encontrar Alcolumbre hoje para debater apoio à Jorge Messias.

O presidente Luiz Inácio Lula tem reservado esta sexta-feira (17/10) para reuniões internas e articulações estratégicas no Palácio do Planalto — sem compromissos públicos confirmados até o momento.
Embora a imprensa já tenha especulado um encontro imediato entre Lula e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, para tratar da futura indicação ao STF, até agora não há confirmação oficial de que esse encontro esteja agendado para hoje.
Algumas matérias relatam que a expectativa de um encontro entre Lula e Alcolumbre até esta sexta existe nos bastidores, mas que ainda depende de definição de agenda.
Lula opta por Jorge Messias para vaga no STF e articula apoios e oposição já sinaliza resistência; cenário político será decisivo na sabatina.
O presidente decidiu indicar Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União (AGU), para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada. A escolha é confirmada por auxiliares e aliados próximos.
Messias desponta como favorito não apenas pela proximidade política com Lula, mas também pelo perfil institucional e técnico. Aos 45 anos, ele é servidor de carreira (Procurador da Fazenda Nacional desde 2007) e, pelas regras vigentes, poderia permanecer no STF por até três décadas se aprovado.
Os principais candidatos
Além de Jorge Messias, outros nomes são citados como contenders à vaga de Barroso:
Rodrigo Pacheco (PSD-MG): ex-presidente do Senado, com trânsito político e bom relacionamento no Congresso. Ele conta com o apoio de ministros do STF como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, bem como com o endosso de Alcolumbre em parte das negociações.
Bruno Dantas (TCU): nome que corre por fora, com respaldo técnico e influências no meio jurídico e corporativo.
Outros nomes femininos e juristas independentes também têm sido mencionados em listas de apoio para composição de gênero e representatividade no STF.
Quem apoia quem — alianças e resistências
Apoio a Messias: Aliados de Lula, movimentos da sociedade civil e grupos ligados ao PT veem em Messias alguém de confiança.
A escolha de Messias também é interpretada como um aceno à bancada evangélica — ele é evangélico praticante e já tem interlocução com lideranças religiosas, estratégia que pode gerar afinidades políticas em momentos decisivos no Senado.
Pressões por Pacheco e resistência à Messias: O senador Davi Alcolumbre é visto como simpatizante da candidatura de Pacheco, e algumas articulações no Senado tentam empurrar esse nome como alternativa “menos conflituosa”.
A oposição , especialmente partidos como PL, República, Novo , já prepara resistência à indicação de Messias, com estratégias para obstruir ou atrasar a sabatina no Senado. Há setores no Centrão que também podem se somar ao esforço de dificultar a aprovação de Messias, aproveitando eventuais desgastes políticos ao governo.
A indicação precisará passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois pelo pleno do Senado, onde são necessários, ao menos, 41 votos favoráveis para aprovação.
Apesar das disputas nos bastidores, interlocutores do governo acreditam que Alcolumbre não se colocará como barreira à sabatina de Messias, mesmo que simpatize publicamente com Pacheco.








