Tribunais de última instância mandam arquivar inquérito que tentou envolver ex-governador no “caso Vostok”.

O início deste mês de junho não poderia ser melhor para o ex-governador Reinaldo Azambuja, sua família, amigos e admiradores. O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubaram todas as acusações que sofreu, inocentando-o e mandando para o arquivo a ação penal e o inquérito da Operação Vostok.
A ministra do STF, Maria Isabel Galloti, seguiu o entendimento do ministro Dias Tofolli e absolveu Azambuja.
Em maio de 2017, após ser acusado por desafetos como suspeito de recebimento de propina da JBS, ele se colocou à inteira disposição das autoridades e, com documentos, apresentou-se abertamente à imprensa, negando as acusações e assegurando que provaria sua inocência.
Estes documentos e a conferência técnica e jurídica dos autos levaram Tofolli e Galloti à conclusão de que não havia provas suficientes ou justa causa para manter as acusações, baseadas em delações da JBS.

Assim, o inquérito que investigava o Azambuja no âmbito do caso JBS está oficialmente extinto pela Justiça, decisão que põe fim em uma investigação iniciada há oito anos.
Ao longo de toda a investigação, ele sequer se tornou réu, pois nenhuma denúncia foi aceita pelo Judiciário. Para especialistas, as acusações fracassaram porque se baseavam em delações premiadas, mas sem um alicerce comprobatório consistente.
Azambuja comemora a decisão, não por si próprio, porque nunca deixou de sustentar sua inocência e de acreditar que o Poder Judiciário reconheceria sua história e seus princípios éticos, garantidores de uma conduta exemplar que sempre marcou sua vida pública e pessoal.
Reinaldo Azambuja é pré-candidato ao Senado e faz na pré-campanha o que fez em toda sua trajetória política: defender a honradez e o cumprimento da palavra como obrigações.






