Estado é 5º do País em número de famílias em programas sociais com incentivo para sair da dependência governamental.

Políticas públicas bem sucedidas de auxílio social de emergência, porém de conceito emancipista, é uma pauta que tem Mato Grosso do Sul na conta dos melhores resultados no Brasil.
De acordo com dados oficiais, o Estado é o 5º no País com o menor número de pessoas dependentes de programas sociais.
As políticas públicas do governo estadual prestam o socorro alimentar ou financeiro às famílias mais necessitadas, porém ao mesmo tempo as capacitam ou criam condições para que conquistem os próprios meios ao seu sustento.

Um desses programas é o “Mais Social”, suporte decisivo para a vida de Marcos Calonga, 34, um dos 27,6 mil sul-mato-grossenses que desde 2023 devolveram o cartão “Mais Social” porque melhoraram de vida e não precisaram mais do benefício. Ele fez sua inscrição em 2018. Estava desempregado e sobrevivia de “bicos”, com renda insuficiente para manter a casa e a família.
Cinco anos depois encontrou trabalho, conversou com a esposa e decidiram parar de receber para que outras pessoas pudessem entrar no programa.

Para as mães “solo” que recebem o Mais Social o governo criou o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que paga um auxílio adicional de R$ 600 por criança com idade de zero a 3 anos, 11 meses e 29 dias.
Assim, elas podem deixar os filhos em local seguro nos horários de trabalho, mediante a comprovação de vínculo empregatício ou de recolhimento previdenciário.
As beneficiárias que decidirem frequentar ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos) recebem um adicional de R$ 300,00 por mês.
Outro programa, o MS Supera, paga uma bolsa de R$ 1.621,00 por mês a alunos de baixa renda que fazem cursos de educação profissional técnica de nível médio e estudantes de instituições públicas ou privadas.
Menos pobreza
Com todas estas medidas, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,74% em Mato Grosso do Sul, em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6%, conforme o IBGE.
Este é o 3º menor índice de extrema pobreza do Brasil. Além disso, 34 mil famílias já saíram da condição de insegurança alimentar.
A redução da vulnerabilidade social é atestada também pelo CAD Único. De março de 2024 a março de 2026), saíram da faixa de pobreza em Mato Grosso do Sul 44.604 pessoas, que registrou também uma taxa de desocupação de 2,4% no último trimestre de 2025, a menor da série histórica do Estado e a 2ª mais baixa do País.
As políticas públicas são executadas pela Secretaria Estadual de Cidadania (Sead).
Capa: Cartão Social é entregue pela Sead para as famílias em situação vulnerável. (Foto: Laucymara Ayala)






