Presidente da Alems afirma ser ruim elevar o tom das reações e aposta nos canais diplomáticos

Ao comentar a crise entre o Brasil e os EUA por causa do tarifaço de 50% decretado por Donald Trump, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (Alems), Gerson Claro (PP), disse que tanto as autoridades como as populações dos dois países precisam evitar os tons mais agressivos na abordagem do problema. Para ele, é fundamental que os canais da diplomacia se imponham e os dois países procurem instalar um ambiente de serenidade e conciliação.
“Não podemos estimular a ideia de retaliação ao Brasil, mas parte de uma estratégia comercial internacional”, aconselhou. “A política do presidente Donald Trump não é com relação ao Brasil e nem poderia ser. Infelizmente, aqui no Brasil o assunto ficou mais político e ideológico do que uma política de tarifa que é comum entre os países”, analisou.
Gerson entende que o presidente Lula (PT) tem a responsabilidade de tomar decisões sem interferência do seu posicionamento político. “Ele é chefe de Estado, que terá a capacidade de negociar com serenidade, como faz com a China, a Rússia e o Irã”, pontuou. O deputado ressaltou que Mato Grosso do Sul será diretamente impactado pela medida, já que o estado é um importante exportador de carne, celulose e etanol.
“O maior problema no Brasil é o aço, mas aqui no Estado temos produtos que dependem de uma boa relação comercial com os Estados Unidos. Nossa balança comercial precisa ser equilibrada com diálogo e bom senso”, reforçou. Dados do Comex Stat apontam que no primeiro quadrimestre deste ano o volume de negócios locais com os EUA foi de R$ 315.474.369,00 em exportações, tendo como principais produtos a carne bovina congelada, celulose e ferro fundido.
Outro mecanismo que está em pauta para o debate com o anúncio tarifário americano é a Lei de Reciprocidade Comercial, que teve como relatora a senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP). Com o texto da senadora, junto com o governo, foi incluído no projeto a possibilidade de suspender concessões comerciais e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em represália a essas medidas.








