Novas formações partidárias devem fortalecer candidatura de ex-governador e seus futuros aliados.

Em Mato Grosso do Sul, o fim orgânico do PSDB será o início de uma renovada organização de partidos e frentes ideológicas, desenhando para 2026 um cenário de acirrados confrontos eleitorais.
Entre os rumos já pré-estabelecidos, os tucanos se dividirão, majoritariamente, entre o PP e um partido de centro-direita ou bolsonarista, o PL ou agregando outra siglas, como o Podemos, Republicanos e União Brasil.
No caso das principais lideranças, há uma forte expectativa sobre os caminhos que serão seguidos pelo ex-governador Reinaldo Azambuja e o governador Eduardo Riedel.
A amizade, o companheirismo e todos os passos políticos de ambos são fortíssimos e bem articulados, entretanto há indícios de que se abrigarão em partidos do mesmo ramo ideológico, mas com projetos distintos.
Riedel está de malas prontas para embarcar no PP logo que estiver com a conjuntura ideal e que não atrapalhe sua aprovada gestão. Quanto a Azambuja, o caminho é o PL ou o Podemos.
É necessário observar que as duas siglas pertencem ao território conservador, sob influência do bolsonarismo, mas irão se movimentar em incorporação ou fusão para, entre outros objetivos, traçar itinerários competitivos em direção às próximas eleições.
A definição de Azambuja, qualquer seja ela, é a que provocará os principais impactos no tabuleiro das disputas locais, especialmente a da sucessão governamental.
Vai fortalecer substancialmente o projeto de reeleição de Riedel e agasalhará candidaturas proporcionais distribuídas nos 79 colégios eleitorais sul-mato-grossenses, onde o PSDB fixou raízes profundas em 2024, elegendo filiados e aliados para o Executivo e o Legislativo.
A sua influência será maior porque o reconhecido favoritismo na corrida para o Senado dá a ele uma condição diferenciada para construir as alianças estrategicamente, sem a necessidade de abrir mão de algumas condições geralmente disponíveis para a negociação. Com isso, ele pode reforçar a musculatura das chapas que o acompanharão no palanque, em campanhas articuladas dentro de um contexto político municipalista.
Incorporação
No último dia 05 a Convenção Nacional do PSDB aprovou com 98% dos votos a tramitação do processo de incorporação do Podemos. Apesar disso, Azambuja diz ainda ser cedo para definir todos os passos a serem dados, porque não é só o seu caso, mas o de todos os seguidores que também terão de escolher a agremiação que melhor irá contemplar suas aspirações políticas.
Azambuja preside um PSDB pujante. que é a maior força política do Estado, com três deputados federais, seis estaduais, 50 prefeitos e mais de 300 vereadores.
Por isto, avisa que decidirá de acordo com o que regula seu jeito de fazer política: ouvindo as pessoas. “Não caminho e não avanço individualmente. O que construí em toda minha trajetoria política é resultado de um trabalho coletivo, compartilhado com as pessoas que acreditaram e que acreditam naquilo que eu penso, no que faço e no que ofereço”, afirma.






