Ex-governador lidera forças que deram ao PSDB o maior número de vitórias eleitorais no País

Um dos principais acontecimentos políticos do ano, a filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja ao PL vai agitar o mosaico partidário e ideológico de Mato Grosso do Sul. Uma grande movimentação popular e de lideranças políticas e sociais está sendo aguardada na próxima sexta-feira (12) para o ato, a partir das 16h na Associação Nipo-Brasileira. “Sou de somar, de unir, de dialogar. É com estes conceitos que decidi buscar um novo caminho na política, para contribuir ainda mais com meu País e meu estado”, afirma.
O campo-grandense Azambuja, de 63 anos, é um dos políticos brasileiros mais vitoriosos. A trajetória na vida pública começou em 1996, aos 33 anos, ao ser eleito prefeito de Maracaju, onde a família tem propriedade rural. Reeleito em 2000, completou o mandato com um feito histórico: Maracaju havia saído de posições intermediárias e já era a quinta cidade sul-mato-grossenses com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A partir daí disputou outras cinco eleições. Venceu as de 2006 (deputado estadual, quando foi o mais votado) e 2011 (deputado federal), e as de 2014 e 2018 (governador). Só perdeu em 2012, quando entrou no final da campanha e ainda obteve 113,6 mil votos – por apenas 184 votos não avançou ao segundo turno. Nas disputas municipais de 2016, 2020 e 2024, como presidente do diretório regional, liderou vitórias maiúsculas que deram aos tucanos a maioria das prefeituras de Mato Grosso do Sul e fizeram do PSDB-MS a referência nacional do partido.
RECOMPOSIÇÃO
Com as mudanças impostas pelos novos arranjos da legislação e do jogo partidário, a recomposição de forças e posições tornou-se inevitável. As forças de centro-direita do Brasil procuraram se reorganizar depois da eleição presidencial de 2022, vencida pelo PT. Na oposição ao petismo, partidos como o PSDB, PL, PP e Republicanos, entre outros, entenderam ser essencial reorganizar o mosaico em que se agrupariam os partidos de direita e centro-direita.

A filiação de Azambuja é avaliada pelas lideranças nacionais como uma das mais importantes conquistas desse bloco ideológico, por causa, sobretudo, do custo-benefício político e eleitoral. Além do prestígio que o consagrou como gestor à frente do governo estadual, superando crises e restabelecendo a dinâmica de desenvolvimento, Azambuja lidera uma das mais numerosas e representativas massas de ativistas partidários de Mato Grosso do Sul, desde anônimos filiados a prefeitos, vices e parlamentares municipais, estaduais e federais.
O presidente nacional, Waldemar da Costa Neto, confirmou a sua presença no ato. O presidente estadual, Tenente Portela, exulta com as manifestações de apoio à decisão de Azambuja. Sua filiação tem, ainda, outro foco relevante: o compromisso com as candidaturas do governador Eduardo Riedel (PP) à reeleição e da chapa a ser homologada para fazer a disputa presidencial de 2026.






