STF mantém afastados dos tribunais quatro desembargadores e o conselheiro Osmar Jerônymo

Apanhados em uma operação especial da Polícia Federal (PF), sob a acusação de venda de sentenças e tráfico de influência, quatro magistrados do Tribunal de Justiça (TJ/MS) e um conselheiro do Tribunal de Contas (TCE/MS) foram afastados de seus cargos em outubro do ano passado. A decisão, que partiu do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi cumprida com o uso de tornozeleira eletrônica, estaria sendo derrubada esta semana.
No início da semana, os desembargadores Sideni Soncini Pimentel, Vladimir Abreu da Silva, Alexandre Aguiar Bastos e Marcos José de Brito Rodrigues receberam a notícia de que retornariam às antigas funções. No entanto, a alegria durou pouco, não foi além do dia.
No final da tarde, todos foram desencastelados pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o afastamento do quarteto por mais 180 dias. A decisão alcançou também o conselheiro do TCE, Osmar Jerônymo. Tudo começou quando se desencadeou a Operação Ultima Ratio, que desmontou um esquema de venda de sentenças e outras práticas com a participação de membros titulares dos dois tribunais.
A Polícia Federal investiga ainda os desembargadores Júlio Roberto Siqueira Cardoso, de quem foram apreendidos R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo, e Divoncir Schreiner Maran, além do juiz Paulo Afonso de Oliveira, da 2ª Vara Cível de Campo Grande. O presidente do Tribunal de Justiça na época da operação, Sérgio Fernandes Martins, também havia sido afastado, mas voltou ao cargo por decisão de Zanin.








