Trio de jovens é mantido na carceragem em Dourados(MS), enquanto aguarda vaga em unidade de internação.

Em Dourados (MS), a Justiça determinou a internação de três adolescentes acusados de planejar um massacre na Escola Municipal Francisco Meireles, localizada na Reserva Indígena da Aldeia Jaguapiru. O crime foi evitado após funcionários perceberem comportamento suspeito e encontrarem facas nas mochilas dos estudantes.
Os jovens — um de 12 anos e dois de 14 — são alunos da escola situada na Missão Evangélica Caiuá. De acordo com o boletim de ocorrência, eles foram surpreendidos pela Guarda Municipal logo após um funcionário detectar ações estranhas e proceder à revista nas mochilas.
Em audiência, o juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da Vara da Infância e Adolescência, homologou o auto de apreensão e decretou a internação dos adolescentes na Unei (Unidade Educacional de Internação). No entanto, como não há vaga disponível no momento, eles permanecem custodiados na carceragem da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).
A delegada Andreia Alves Pereira, da Delegacia especializada em Proteção à Pessoa Idosa (DAIJI), confirmou que, em depoimento, os adolescentes admitiram a intenção de cometer o massacre. Segundo ela, eles responderão por ato infracional análogo aos crimes de ameaça e falso alarme — este último quando se provoca pânico ou tumulto sem causa real.
Ainda segundo a delegada, dois dos menores chegaram a fazer desenhos de suástica nos braços, e estavam munidos de facas, machetes, balaclava e roupas camufladas. A ideia teria sido sugerida por um deles após ver reportagens sobre ataques em escolas, e os demais aceitaram o convite para participar.
A Polícia Civil segue investigando o caso. Professores, colegas e familiares serão ouvidos para apontar se havia mais pessoas envolvidas no plano.
O diretor da escola afirmou, em entrevista, que os adolescentes manifestaram que queriam matar professores e alunos, e que o plano tinha intenção de fuga. Ele relatou que a atuação da direção e da inspetoria impediu que o ataque fosse concretizado.
De acordo com ele: “Infelizmente, esses alunos na nossa escola planejaram executar um massacre. Eles só falavam em matar professores e todos da escola.”
A escola, em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, deve se reunir ainda esta semana para avaliar medidas emergenciais de segurança e atendimento aos estudantes traumatizados.






