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Campo Grande, 17 de agosto de 2026

Humilhados contribuintes fazem fila para pagar IPTU extorsivo de Adriane

  • Geraldo Silva
  • 13 de fevereiro, 2026
  • Economia, IPTU-2026
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Com manobras ardilosas e carregadas de maldade, prefeita instala confusão para impor sua vontade.
Na longa fila, judiados e humilhados os contribuintes são obrigados a pagar valores extorsivos do IPTU. (Foto: Marcos Maluf).
Para quem acompanha de perto a gestão campo-grandense nestes últimos quatro anos e chega até esta quinta-feira, 12 de janeiro de 2025, a data limite fixada pela prefeitura para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), acoplado à Taxa do Lixo, não é difícil achar adjetivos que definam os modos e decisões antipovo da prefeita Adriane Lopes (PP).
Incompetência, insensibilidade, arbitrariedade, negligência e relaxismo, entre outros. Nesta lista cabem também a maldade e a má fé. Não haveria outros adjetivos para traduzir fielmente o significado de decisões tão absurdas e, como no caso do IPTU-Taxa do Lixo, tão flagrantemente ilegais.
É o que sustenta a grande maioria dos juízes de Direito, desembargadores, advogados, promotores de Justiça, técnicos tributaristas e que tais, para quem os critérios levantados pela prefeita e por seus assessores da área são bizarros, além de ilegais, apesar da capa de legalidade institucional firmada por veredito regimental do legislativo.
Para não emitir carnês do IPTU, Prefeitura deverá atender até 23h59 do dia 12
Surra nos contribuintes
Pois nesta quinta-feira, ingrata para os donos de mais de 432 mil carnês IPTU, os contribuintes, humilhados e levando surra implacável  dos fatos, enfileiravam-se nas dependências da prefeitura para honrar as suas obrigações.
Espoliados, extorquidos, pisados por uma gestora que não gere como devia e agora, quando suas manobras são levantadas e confrontadas pela lei e pela Justiça, recorre, malandramente, a uma das táticas mais antigas e rasteiras de subversão da ética e da democracia no exercício do poder: o confusionismo.
Misturar ideias, criar a desordem, provocar tumulto ou confundir conceitos. Isto é confusionismo.
É jogo de subterrâneo, sujo e desleal, contudo, eficaz. Adriane Lopes demonstrou possuir mestrado na prática. Diante das derrotas que sofreu na Justiça e na Câmara, quando ficou proibida de manter o reajuste astronômico do IPTU, simplesmente fez a lição básica da esperteza.
Conseguiu reverter o revés legislativo e, sem poder para fazer o mesmo com o Judiciário, instalou a confusão geral para seguir reinando.
Confusos, os contribuintes correram para pagar o imposto na data final mantida pela prefeita, sabendo das decisões da Justiça proibindo a cobrança dos valores extorsivos e recomendando, taxativamente, que só pagassem dentro do limite cobrado em 2025, ou seja, 5,32%, no nível da taxa inflacionária.
Acima desta faixa, a regularização do imposto só terá a sua definição mediante acertos ou ações demandadas juridicamente.
A confusão, ao que se vê, só está começando. Com a maldade dando as cartas.
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