Trégua anunciada na madrugada de terça-feira (24/06) durou poucas horas; bombardeios de ambos os lados reacenderam tensão no Oriente Médio.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou nesta terça-feira (24/6) uma ofensiva militar direta contra alvos estratégicos no Irã, incluindo pontos considerados o “coração de Teerã”. A decisão foi anunciada após Israel acusar o Irã de violar o cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A trégua, proposta por Trump por volta das 3h da madrugada (horário de Brasília), deveria suspender as hostilidades que duram 12 dias. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano na plataforma Truth Social, onde ele pediu aos dois países: “Por favor, não o violem”.
Linha do tempo da crise e da quebra do cessar-fogo:
12 de junho de 2025:
Israel iniciou uma série de ataques contra instalações nucleares iranianas, alegando ameaças crescentes por parte de Teerã.
18 de junho:
Os EUA coordenaram um ataque surpresa contra bases militares e centros de comando iranianos, o que aumentou ainda mais a escalada.
23 de junho à noite:
Negociações emergenciais envolveram autoridades americanas, israelenses e canais diplomáticos indiretos com o Irã.
24 de junho – 3h da manhã (Brasília):
Donald Trump anunciou o cessar-fogo em sua rede social, afirmando que as hostilidades cessariam imediatamente.
24 de junho – cerca de 5h (Brasília):
Segundo Israel, o Irã teria disparado pelo menos 20 mísseis balísticos, um deles atingindo um prédio residencial no sul de Israel, matando quatro civis. Diversos alarmes de ataque aéreo soaram em cidades israelenses.
Após os ataques:
O chefe do Estado-Maior israelense, general Eyal Zamir, declarou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) iriam retomar as operações militares contra o Irã, com ordens claras para atingir alvos dentro de Teerã.
Durante a manhã de hoje (24/06):
Trump voltou a reforçar a validade do cessar-fogo, pedindo publicamente para que ele fosse respeitado.
Resposta oficial do Irã:
O governo iraniano negou os ataques e classificou as acusações como “fabricadas” e parte de uma “campanha de desinformação”.
O que pode acontecer agora:
Escalada Militar:
Com os bombardeios israelenses de volta, e a ameaça de atingir a capital iraniana, há risco concreto de uma guerra aberta entre os dois países, com envolvimento de aliados regionais.
Resposta Internacional:
A ONU já convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança. A União Europeia e a Rússia pediram contenção imediata.
Pressão sobre os EUA:
Trump, que já enfrentava críticas por sua gestão da crise, pode sofrer ainda mais pressão interna e internacional para controlar a situação.






