Governo anuncia investimentos em rodovias, aeroportos, ferrovias e hidrovias para ampliar escoamento da produção e competitividade.

Com investimentos públicos, parcerias privadas e planejamento de médio e longo prazo, o governo de Mato Grosso do Sul avança em ações para modernizar a logística do Estado e integrar os diferentes modais de transporte — rodovias, ferrovias, aviação e hidrovias — com o objetivo de ampliar o escoamento da produção e atrair novos investimentos.
“Estamos fazendo nosso dever de casa, ao qualificar e preparar nossa logística para o futuro. Só desta forma vamos acompanhar e suprir as demandas deste crescimento exponencial do Estado, que reflete diretamente na qualidade de vida das pessoas. Para isto temos ações e investimentos imediatos e um planejamento promissor para os próximos anos. Não podemos parar, precisamos impulsionar a economia e criar oportunidades a nossa gente”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Foco na integração dos modais
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, disse que o principal objetivo é integrar os modais em um planejamento coletivo, em vez de tratá-los isoladamente. “A gente precisa justamente fazer essa transição de deixar de olhar os modais isoladamente e incorporar o conceito de logística, que é olhar para todos juntos, identificando quais são as interseções e sobrepor isso ao plano de desenvolvimento do Estado. Aonde cada área está crescendo, qual está expandindo, onde as indústrias estão se instalando para que a gente possa ter eficiência na logística”, ponderou.
Falcette acrescentou que, com essa visão, o Estado passa a observar hidrovias, ferrovias, rodovias e aeródromos como uma malha única capaz de aumentar a competitividade. “Esse é um dos fatores que depois da transição da reforma tributária, quando terminarem os incentivos fiscais, vai ser preponderante para atrair investimentos, com uma logística e competitividade real”, completou.

Novo Plano Estadual de Logística e Transportes
Em elaboração, o novo Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT) atualizará dados e perspectivas sobre a movimentação de cargas e pessoas em todos os modais — aeroportos, ferrovias, portos, rodovias, terminais logísticos e vias navegáveis — e orientará prioridades de investimento.
“Ele será de extrema importância para gente entender o planejamento do futuro da logística do Estado, que é complexa. Tudo que roda nas nossas estradas, aviões, portos e trilhos tem relação direta com a nossa produção, que cresceu demais e tem uma diversidade muito grande. Precisamos fazer a interligação com as indústrias e o escoamento dos produtos. Estado precisa estar preparado para o futuro”, descreveu Luís Eduardo Costa, assessor de logística da Semadesc.
O PELT/MS, organizado pela EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) em parceria com a Semadesc e a Seilog, deve priorizar carteiras de projetos, sincronizar obras e serviços com as demandas do agronegócio, da indústria de base florestal e mineral, do turismo e da integração fronteiriça, além de analisar capacidades dos modais com foco em competitividade, sustentabilidade e atração de investimentos.

Rodovias: prioridade imediata
A malha rodoviária, principal meio de transporte do Estado, recebe investimentos para garantir melhores condições de escoamento, reduzir distâncias e aumentar a segurança dos motoristas. O governo prevê que 5.988 km da malha estadual estarão pavimentados até o final deste ano.
De 2023 até o final de 2026 serão pavimentados 857 km de novas rodovias na atual gestão. A expectativa é que até 2030 Mato Grosso do Sul alcance um marco histórico: ter a extensão pavimentada da malha estadual (6.660 km) superior à não pavimentada (5.940 km).
“Estamos promovendo a maior transformação da malha rodoviária estadual das últimas décadas. Esse planejamento estratégico é resultado de uma visão de Estado que entende a infraestrutura como base para o desenvolvimento econômico e social. Estradas pavimentadas reduzem custos logísticos, atraem investimentos privados e, acima de tudo, mudam a vida das pessoas”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Aeroportos: R$ 250 milhões até 2026
No setor aeroviário, o governo projeta investimentos de R$ 250 milhões até o final de 2026 para qualificar aeroportos e aeródromos, com o objetivo de receber mais turistas, atrair capitais privados e gerar emprego e renda. Desde 2023, R$ 140 milhões já foram aplicados pelo Estado.
Oito aeródromos inoperantes passaram a receber pousos e decolagens, e sete aeroportos passaram a operar voos diurnos e noturnos. Estão previstas obras como a ampliação do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, e balizamento noturno em aeródromos de Porto Murtinho, Inocência, Paranaíba, Coxim, Naviraí, Maracaju, Nova Andradina e Jardim.
A região do Pantanal deve ser contemplada com intervenções nos aeródromos de Porto São Pedro e Nhecolândia. Também constam projetos para Amambai, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Iguatemi e Mundo Novo.

Ferrovias e hidrovias em foco
A integração dos modais também abre espaço para expansão ferroviária e hidroviária, em parceria com empresas privadas e por meio de concessões federais. Entre os projetos de destaque está a reativação da Malha Oeste, que percorre cerca de 600 km em Mato Grosso do Sul e liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP). O projeto pode reduzir custos e ampliar o acesso a mercados nacionais e internacionais; o Ministério dos Transportes faz estudo para nova concessão do trecho.
“Nós temos um grande desafio histórico que é a recuperação e a volta das operações da Malha Oeste. Enquanto a concessão (federal) está em elaboração, dá tempo para o Estado se preparar e estudar a melhor esta situação por meio do nosso plano estadual”, observou Luís Eduardo Costa.
Outro projeto em planejamento é a Nova Ferroeste, que conectaria o sudoeste de MS ao Porto de Paranaguá (PR), passando pela região de Maracaju, e potencialmente incluiria ramais até Cascavel e Chapecó.

Setor privado também avança: a Arauco lançou neste ano a primeira ‘short line’ do Brasil, uma ferrovia de 54 km que ligará a fábrica de Inocência à Malha Norte, operada pela Rumo.
Nas hidrovias, o foco está em ampliar operações nos rios Paraguai e Paraná, já utilizados para escoamento, mas com potencial de melhoria. Os principais portos do Estado seguem em Corumbá e Porto Murtinho, e a meta é desenvolver uma estratégia alinhada com a preservação ambiental.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo de MS






