Entrega de escrituras acaba com uma espera que já estava se arrastando por cerca de 40 anos.

O secretário estadual da Casa Civil, Waltinho Carneiro, em nome do governador Eduardo Riedel (PP), entregou na quarta-feira (18/03), as escrituras de imóveis de 104 famílias moradoras do Conjunto Jardim Parati, em Campo Grande.

Com o documento, o Estado pôs fim a uma longa espera que já vinha se arrastando havia cerca de 40 anos.
De acordo com Waltinho Carneiro, o empenho do governador e o Programa de Regularização Fundiária garantiram a escritura definitiva. “É uma entrega de elevado valor social e humano, representa mais do que um documento, simboliza segurança jurídica, dignidade e a realização de um sonho para quem construiu suas histórias no local”, disse.
O programa faz parte de uma política pública estruturada para garantir o direito à propriedade e promover inclusão social, explicou. Ao todo, 725 documentos serão regularizados nesta região, consolidando o compromisso do Estado com a população. “A regularização fundiária é uma das prioridades da gestão”, reforçou.

O secretário elogiou a mobilização dos moradores, que lutaram por seus direitos, reivindicaram e foram ouvidos por Riedel. Ele reconheceu também a atuação da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), que considerou essencial para avançar com a política de regularização em diversas regiões. “O Governo está num momento muito forte de entregas, de compromisso com as pessoas. E a regularização fundiária é uma das ações mais importantes que temos desenvolvido”.
Waltinho salientou que por meio da Agehab está sendo possível documentar os direitos e resgatar uma dívida histórica com milhares de famílias que aguardavam há décadas por esta providência. “São pessoas que construíram suas casas, criaram seus filhos, viviam na incerteza. E hoje estamos mudando esta realidade”, sublinhou.
Alívio, emoção, alegria e gratidão eram sentimentos de moradores do Jardim Parati, entre os quais Antônio Centurião, Terezinha Rangel e Odete Ferreira. Sua felicidade era ter o documento nas mãos. Todas as famílias daquela comunidade tinham esperança na realização do antigo sonho, mas somente a entrega da escritura poderia trazer a dimensão do que aquele momento representou.






