PMDF bloqueia acesso à Esplanada e Praça dos Três Poderes após decisão de Moraes e convocação de protestos por apoiadores.
A Polícia Militar do Distrito Federal bloqueou, na noite desta segunda-feira (4), o acesso à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos Três Poderes, em Brasília, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida preventiva teve como objetivo impedir que apoiadores do político chegassem até a área do STF e outras sedes de poder, em protesto contra a decisão judicial.
Conforme noticiado, a mobilização começou como um “buzinaço” convocado por simpatizantes do ex-presidente na Torre de TV, que, depois de protestar com carros e motos, planejavam seguir em direção à Esplanada dos Ministérios. No entanto, a segurança foi reforçada na altura da Catedral Metropolitana, onde foram bloqueadas vias de acesso com barreiras físicas e policiamento intenso.
Apesar das tentativas de mobilização, os bloqueios evitaram que os manifestantes alcançassem a Praça dos Três Poderes. Após o fechamento das vias, muitos seguiram com a carreata até o condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, entoando frases como “Fora, Xandão” e “Fora, Moraes”. O deputado Zé Trovão (PL‑SC) criticou a decisão, classificando-a como uma “arbitrariedade” que ameaça a democracia.

A determinação de Moraes inclui ainda a proibição de instalação de novos acampamentos num raio de um quilômetro ao redor da Esplanada, Praça dos Três Poderes e quartéis das Forças Armadas, numa tentativa clara de evitar uma repetição dos episódios de 8 de janeiro. Naquela ocasião, manifestantes invadiram prédios de governo federal e promoveram depredações históricas em Brasília.
O esquema de segurança contou com efetivo reforçado da PMDF, bloqueios viários instalados em pontos estratégicos e monitoramento por meio de câmeras e inteligência, de forma a garantir que os atos ocorressem em áreas controladas, longe dos prédios públicos mais vulneráveis. A decisão reforça a preocupação com possíveis confrontos e a repetição de imagens graves ocorridas nos últimos eventos políticos nacionais.
A prisão domiciliar imposta a Bolsonaro está sujeita a condições rígidas, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e restrições ao uso de redes sociais e contatos com figuras públicas investigadas no processo. O descumprimento dessas regras pode acarretar em prisão preventiva, conforme estipulado pelo STF.
A operação exemplifica a resposta institucional diante de atos de mobilização política que representem risco à ordem pública, destacando o papel de ação preventiva da segurança pública no controle de protestos em áreas sensíveis da capital federal.






