A Polícia Federal cumpre, na manhã desta sexta-feira (18/7), mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília. Policiais federais fazem buscas na casa de Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico, e no escritório político dele, na sede do PL.

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (18/07) mandados de busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico em Brasília, além de endereços vinculados ao Partido Liberal (PL). A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como parte da PET 14129, onde Bolsonaro é investigado por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e outros crimes que podem resultar em até 43 anos de prisão.
Novas medidas determinadas pelo STF:
-Tornozeleira eletrônica: uso obrigatório para monitoramento integral
-Recolhimento domiciliar: proibido de sair de casa entre 19h e 7h, inclusive fins de semana
-Proibição de redes sociais: sem acesso a plataformas digitais
-Restrição de contatos: vedado comunicar-se com embaixadores, diplomatas estrangeiros, demais réus ou investigados, incluindo seu filho Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos
Durante a operação, a PF apreendeu aproximadamente US$ 10 mil em espécie na residência de Bolsonaro. A origem dos recursos ainda está sendo investigada
Contexto do processo judicial:
A PET 14129 tramita no STF com representação da PF e parecer favorável da PGR, enquadrando Bolsonaro como líder de organização criminosa armada, acusando-o de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e atentado à soberania nacional.
O Ministério Público Federal requer condenações também para sete outros envolvidos — entre eles generais e ex-ministros — por tentativa de golpe de Estado, com penas que, somadas, podem alcançar até 43 anos de reclusão
O STF considerou que há risco de fuga, especialmente diante de especulações de pedido de asilo político nos EUA, o que reforçou a necessidade das cautelares. O julgamento do processo está previsto para ocorrer entre o fim de agosto e início de setembro de 2025. Bolsonaro negou qualquer envolvimento e classificou as acusações como infundadas, mantendo postura de negação pública.








