Crime ocorreu dentro de casa no bairro Maria Aparecida Pedrossian. Autor que sofre de esquizofrenia, está foragido.

Um homem de 53 anos foi assassinado pelo próprio filho, de 35, durante um surto psicótico na noite de quinta-feira (26), no bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. A vítima, foi atacada com várias facadas enquanto estava deitado na cama. O autor do crime, que sofre de esquizofrenia, fugiu logo após a ação e segue foragido.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe do autor, que é esposa da vítima, presenciou o crime e relatou que o filho estava agitado e agressivo, fazendo ameaças momentos antes do ataque. Segundo ela, o rapaz teria se dirigido ao pai dizendo: “E você, o que está olhando? Eu ainda vou fazer pedacinhos de você”. Ao ouvir o comentário, Hugo teria rido, o que provocou ainda mais a fúria do agressor, que respondeu: “Tá duvidando? Vou fazer agora”.
Na tentativa de evitar a tragédia, a mãe trancou o quarto onde o marido estava, mas o filho arrombou a porta e desferiu os golpes com uma faca. Mesmo após a vítima cair ao chão, o agressor continuou os ataques, inclusive com chutes na cabeça. Desesperada, a mulher correu até a casa de familiares para pedir ajuda e, ao retornar, encontrou o marido sem vida. O autor já havia fugido do local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Hugo já estava morto quando os socorristas chegaram. Equipes do Batalhão de Choque e do Tático da Polícia Militar realizaram buscas na região durante a madrugada, mas até o momento o suspeito não foi localizado.
A cena do crime foi preservada pela guarnição policial e periciada pela Polícia Científica. O caso foi registrado na Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada) como homicídio qualificado por motivo fútil.
A polícia segue em diligências para localizar o autor e apura se ele estava fazendo tratamento psiquiátrico no momento do crime. O caso levanta discussões sobre os cuidados com portadores de transtornos mentais graves e o suporte necessário às famílias.






