
Recusa de Adriane em conceder reajuste salarial causa profundo impacto social e econômico na categoria.
Não. Esta é a resposta categórica que a prefeita Adriane Lopes (PP) deu aos aposentados e pensionistas do Instituto Municipal de Previdência (IMPCG).
A categoria reivindica, entre outros direitos, a criação de auxílio social no valor de um salário mínimo para quem ganha até o teto do INSS, e de 75% do salário mínimo para quem ganha acima disso, além de isenção da contribuição previdenciária de 14% e a implantação de planos de cargos e salários já aprovados.
Um grupo da categoria foi à Câmara Municipal no último dia 30 para discutir com a Comissão de Representação para definir o que pode ser feito diante do que consideram insensibilidade da prefeita. Sem reajuste, uma das saídas seria a criação de um auxílio complementar de renda.

De acordo com os vereadores Professor Juari (PSDB, que é presidente da Comissão, e Landmark Rio (PT), esta é uma situação que precisa ser resolvida com a máxima urgência.
Juari disse que o encontro serviu para repassar a resposta negativa da Prefeitura aos pensionistas. “Muitos deles já não estão conseguindo sequer comprar remédio. A resposta veio com todas aquelas justificativas legais de sempre, dizendo não ser possível conceder aumento”, protestou.
Landmark propõe que as demandas dos aposentados e pensionistas do IMPCG sejam oficialmente inseridas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deve ser votada ainda neste semestre.
Geórgia Munhoz Pereira Leite falou pela Comissão dos Aposentados classificou de fundamental importância para a categoria acompanhar toda a discussão orçamentária. “Nós procuramos a Câmara porque é aqui que se aprovam os projetos de lei. A Prefeitura afirma que não pode nos atender, mas não propõe nada. É essencial garantir dotação orçamentária específica na LDO, porque aí não haverá mais desculpa”, enfatizou.
A Comissão de Representação da Câmara enviou ofícios à prefeita, com três solicitações principais: estudo técnico para criação de um auxílio social de um salário mínimo para quem recebe até o teto do INSS; auxílio de 75% do mínimo para quem ganha acima desse teto; e a garantia de que nenhum aposentado receba menos que um salário mínimo de base mensal.








