Plantel convocado por Carlo Ancelotti tem média de 24,4 anos para os amistosos contra a Austrália e a Índia. Com oito estreantes, a Seleção tem o processo de renovação mais engajado.

O Brasil começa o ciclo para 2030 com a Seleção mais jovem entre as oito campeãs mundiais. Os 26 jogadores chamados por Carlo Ancelotti têm média de 24,4 anos, a menor entre os países vencedores de pelo menos uma edição da Copa do Mundo. Para se ter uma ideia do engajamento pela renovação, o italiano levou à América do Norte o segundo plantel mais velho do torneio: 28,7. Atrás apenas do Panamá.
A presença de oito estreantes na primeira relação depois da eliminação contra a Noruega nas oitavas de final em 2026 indica também a abertura de espaço. Os dois amistosos contra a Austrália e um com a Índia inauguram uma fase caça-talentos para três metas: o Pré-Olímpico para Los Angeles 2028, a Copa América 2028 e a Copa do Mundo de 2030.
Ausente nas últimas três versões, a Itália aparece logo depois, com 24,7 anos de média. De volta ao comando da Azzurra, Roberto Mancini convocou 34 jogadores, nove deles estreantes. A amplitude da relação mostra uma estratégia diferente: em vez de concentrar a observação em um grupo reduzido, o treinador italiano ampliou o universo de atletas avaliados neste começo de trabalho.
Terceira colocada na Copa deste ano, a Inglaterra ocupa a terceira posição, com 25,3 anos. O alemão Thomas Tuchel reuniu 27 jogadores e mesclou experiência e juventude. Harry Kane e Jordan Pickford representam a continuidade, enquanto Rio Ngumoha, Myles Lewis-Skelly e Nico O’Reilly ajudam a renovar o perfil etário da equipe. Cole Palmer e Trent Alexander-Arnold também voltaram depois de ficarem fora do Mundial na América do Norte.
A França vem logo atrás, com 25,4 anos. Zinedine Zidane iniciou a trajetória à frente dos Bleus com 23 jogadores, cinco deles estreantes: Guillaume Restes, Jérémy Jacquet, Andy Diouf, Lucas Da Cunha e Estéban Lepaul. A relação inaugura uma nova era depois de 14 anos sob o comando de Didier Deschamps.
Brasil, Itália, Inglaterra e França, portanto, são as quatro campeãs mundiais com menos de 25,5 anos de média no início do ciclo para 2030. A partir daí, a distância aumenta.
A Alemanha aparece em quinto, com aproximadamente 26 anos. Jürgen Klopp adotou uma fórmula pouco convencional na primeira convocação: 44 jogadores foram chamados, divididos em dois grupos para os compromissos da Liga das Nações. São 24 nomes no primeiro bloco e outros 20 na sequência.
A Espanha, atual campeã mundial, aparece em sexto, com aproximadamente 26,1 anos. Luis de la Fuente convocou 26 jogadores e manteve 22 dos 26 campeões mundiais. Lamine Yamal, Pedri, Rodri, Nico Williams e Dani Olmo estão entre os remanescentes.

A comparação com o Brasil revela estratégias distintas. Carlo Ancelotti apresenta a menor média de idade e oito estreantes. De la Fuente preserva quase integralmente o grupo do bicampeonato mundial. Uma seleção abre portas. A outra mantém a estrutura vitoriosa.
A Argentina ocupa o sétimo lugar, com aproximadamente 26,4 anos. Lionel Scaloni abriu a nova etapa com uma relação inicial de 28 jogadores, posteriormente ampliada. Lionel Messi está entre os convocados e participará do compromisso de 6 de outubro, contra Benín, no Monumental de Núñez, anunciado como sua despedida da seleção argentina.
A média argentina supera as de Alemanha e Espanha, mas ainda está distante da marca uruguaia, que fecha o levantamento. A Celeste apresenta 27,8 anos de média, a maior entre as oito campeãs mundiais. Diego Forlán fez a primeira convocação como treinador e chamou 26 jogadores para os compromissos diante de Japão, Coreia do Sul e Índia.
A relação conserva 18 dos 26 recrutados para a Copa de 2026, entre eles Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Ronald Araújo, José María Giménez e Giorgian de Arrascaeta. No intervalo entre Brasil e Uruguai estão 3,4 anos. Uma diferença considerável quando se coloca lado a lado o ponto de partida das duas campeãs.
Brasil e Itália são as únicas campeãs mundiais abaixo dos 25 anos de média. Mas idade e renovação não são sinônimos. A Itália levou 34 jogadores e nove estreantes. A França apresentou cinco novidades em uma relação de 23 nomes. A Alemanha abriu o leque para 44 atletas. A Espanha seguiu caminho oposto e sustenta 22 dos 26 campeões mundiais.
São diferentes maneiras de iniciar a mesma travessia: o percurso até a Copa do Mundo de 2030. O Brasil, por enquanto, tem um dado exclusivo entre os oito campeões: é a seleção mais jovem na largada do novo ciclo. Isso não antecipa o que acontecerá daqui a quatro anos. Estabelece o ponto de partida. A conta é de setembro de 2026. Faltam quatro anos…
Media de idade
Convocados das oito seleções campeãs mundiais na largada do ciclo para a Copa de 2030
-Brasil — 24,4 anos
-Itália — 24,7 anos
-Inglaterra — 25,3 anos
-França — 25,4 anos
-Alemanha — 26,0 anos
-Espanha — 26,1 anos
-Argentina — 26,4 anos
-Uruguai — 27,8 anos
Com informações do Portal Correio Brasiliense








