PL e PP negociam candidatura única, mas Tereza Cristina resiste em abrir mão da disputa.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) tenta costurar uma frente da direita para impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado, em eleição prevista para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia envolve um acordo com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa o comando da Casa, para evitar que os dois nomes se dividam e favoreçam o atual presidente.
A articulação ganhou força após o PL oficializar a candidatura de Marinho, nesta semana. O senador potiguar, líder da oposição no Senado, afirmou que não será candidato contra Tereza Cristina e defendeu que a escolha do nome da direita será feita com base na viabilidade política de cada um.
Acordo prevê retirada de um nome até fevereiro
Segundo a imprensa nacional, Marinho e Tereza Cristina mantêm conversas para definir uma candidatura única. A proposta em discussão prevê que um dos dois seja candidato em 2027 e o outro em 2029, evitando uma disputa interna que possa beneficiar Alcolumbre.
Ainda não há definição sobre quem encabeçará a chapa em 2027. A expectativa de aliados é que, em janeiro, o senador com menor capacidade de reunir votos desista da corrida e apoie o outro nome.
Marinho afirmou que há um entendimento entre os dois: “Não seremos candidatos um contra o outro”. Tereza, porém, não confirmou formalmente o acordo e reafirmou que sua candidatura permanece de pé.
O que diz a Revista Oeste
A Revista Oeste destaca que a eleição para a presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro, pode representar uma chance de a oposição derrubar Alcolumbre caso consiga marchar unida. Segundo a publicação, o PL terá 29 senadores e o Novo, três, formando uma base inicial relevante para a disputa.
A revista aponta que Marinho tenta reunir uma maioria que ultrapasse as fronteiras partidárias. Tereza Cristina, por sua vez, é apresentada por aliados como uma possível “terceira via” entre Alcolumbre e o senador do PL, com trânsito entre parlamentares do Centrão e setores governistas.
Para a Oeste, a estratégia de Tereza é permanecer na disputa, ganhar força política e tentar convencer Marinho a abrir mão da candidatura. A publicação também afirma que a senadora busca apoio entre dissidentes do PL e do Centrão.
Disputa pelos votos do Centrão
A disputa pela presidência do Senado já mobiliza articulações nos bastidores. Alcolumbre busca a reeleição e tenta preservar o apoio de parte da direita, enquanto Marinho e Tereza disputam os mesmos votos, especialmente entre parlamentares do Centrão.
A federação formada por União Brasil e PP lançou a candidatura de Alcolumbre à reeleição. No entanto, a decisão provocou críticas de Tereza Cristina e de outros senadores do PP, que resistem ao apoio automático ao atual presidente da Casa.
O PL iniciou uma operação para conter ataques a Tereza Cristina dentro da própria direita. A preocupação é evitar que a disputa entre os dois nomes provoque um racha na oposição e facilite a recondução de Alcolumbre.
Estratégia de Marinho
Marinho defende que os senadores da direita divulguem publicamente seus votos na eleição de fevereiro. A proposta é uma reação ao voto secreto, que, segundo o senador, favorece Alcolumbre e dificulta o controle sobre a disciplina de votação.
“Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, afirmou Marinho à Folha. A estratégia busca garantir que os votos do campo conservador sejam direcionados a uma candidatura de oposição.
O senador também afirmou que sua oposição não é pessoal a Alcolumbre, mas ao modelo político representado pelo atual presidente do Senado. Para ele, a prioridade é evitar a fragmentação dos votos da direita.
Tereza Cristina mantém candidatura
Tereza Cristina reafirmou que pretende disputar a presidência do Senado e declarou o desejo de se tornar a primeira mulher a comandar a Casa. A senadora sul-mato-grossense afirmou que conversa com Marinho, mas ressaltou que ambos ainda mantêm candidaturas.
“Eu e o Rogério Marinho conversamos muito sobre esse assunto, até porque nós somos do mesmo campo. Mas a minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente”, disse Tereza.
A senadora tenta ampliar seu espaço entre o Centrão e dissidentes do PL. Seu trânsito político é apontado como um diferencial em uma disputa que ainda não tem um nome unificado da oposição.
O cenário da disputa
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Alcolumbre busca a reeleição, enquanto Marinho e Tereza Cristina tentam costurar uma frente que una a direita e o Centrão contra o atual presidente.
O desafio dos dois pré-candidatos é transformar o discurso de união em uma chapa única. Até lá, a disputa deve continuar marcada por articulações nos bastidores, disputa por votos e tentativas de evitar que a divisão interna favoreça a reeleição de Alcolumbre.









