Técnico vê Brasil bem servido na defesa e no ataque, mas diz que a próxima missão do ciclo é formar meio-campistas de alto nível para a Copa de 2030.
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Diagnóstico imediato: o Brasil precisa de meio-campistas. O técnico da Seleção, Carlo Ancelotti, retornou ao país após a eliminação da Copa do Mundo com esta missão estabelecida. Ele entende que a carência precisa ser sanada para que a Seleção tenha mais possibilidades na Copa de 2030. Seja por característica, seja por necessidade, revelar jogadores para a posição é preciso.
Questionado sobre a falta de conexão com a tradição do futebol brasileiro no Mundial deste ano, o treinador italiano afirmou que a Seleção jogou de acordo com as características de seus jogadores. Segundo ele, nomes como Vini Jr, Raphinha, Rayan, Endrick, entre outros, funcionam no jogo de transição em velocidade. Para que o Brasil volte às origens, ele acredita ser necessário identificar talentos no meio:”Se surgirem jogadores novos, um meio-campista de muita qualidade, obviamente você pode jogar mais jogo de posse. Temos que observar a progressão dos novos meio-campistas. Acho que estamos muito bem cobertos na frente para o futuro, muito bem cobertos atrás. Temos que encontrar meio-campistas de nível”.

O Brasil teve apenas cinco convocados para o setor na lista inicial para a Copa: Fabinho, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Danilo Santos. Com o corte de Wesley, mais um meio-campista, Ederson, foi convocado. Ancelotti entende que a mudança deste panorama é de responsabilidade de clubes e CBF no processo de formação: “Na formação do talento, é preciso ter conexão com o clube. É o clube que forma o talento. A Seleção pode ajudar, obviamente, mas em conexão com o clube, que é fundamental. Para o futuro, queremos abrir a relação com os clubes para a formação dos talentos. No futuro, temos que focar mais na formação dos meio-campistas”.
Novamente questionado sobre o controle do jogo a partir da posse de bola, Ancelotti comentou a importância de ter jogadores com essa característica no meio e citou a Espanha como exemplo.
“O time que ganhou a Copa do Mundo, a Espanha, teve muita posse de bola. Mas a Espanha sofreu um gol (na Copa toda). Teve muita posse de bola porque a Espanha tem uma geração de meio-campistas muito forte. Ela tem sete meio-campistas tops no mundo. Fabián, Rodri, Pedri, Olmo, Zubimendi, Merino e Gavi. Sete. Então eles tiveram a possibilidade de controlar muito o jogo e de ganhar a Copa do Mundo”.
Em busca de novos meio-campistas, o Brasil volta a jogar em setembro, quando tem amistosos já marcados com a Austrália, nos dias 25 e 29, em Townsville e Brisbane, respectivamente. No início de outubro, a Seleção ainda enfrentará a Índia, dia 3, em Calcutá.
Com informações do Portal GE






