Trajetória, contrato, mudança e perfil de um jovem goleiro que brilha na base alvinegra.

Bruninho Samudio, goleiro de 15 anos natural de Campo Grande (MS), vive um momento de ascensão. Contratado pelo Botafogo no dia 17 de julho de 2024, quando assinou com o time Sub‑14 após destaque no Athletico‑PR, o jovem acumula conquistas e desafios na base alvinegra.
Da base sul-mato-grossense ao Rio de Janeiro
Bruninho morou em Campo Grande até 2021, local onde iniciou sua carreira em escolinhas. Depois, mudou-se com sua avó — a responsável por sua criação — para Curitiba, integrando as categorias de base do Athletico‑PR
Em julho de 2024, transferiu-se novamente, dessa vez para o Rio de Janeiro, para viver no CT de General Severiano.
Rumo à Europa
Bruninho embarcou na quarta-feira, 4 de junho de 2025, de volta à Europa — desta vez em missão pelo Botafogo Sub‑15. Ele chegou a Frankfurt, na Alemanha, para participar de um torneio internacional pelo clube. A competição se inicia no estádio local da cidade, onde ele defenderá o gol alvinegro nas próximas semanas.
Contrato, suporte e evolução
Desde sua chegada, Bruninho é presente nos treinos do Sub‑15 e recebeu do Botafogo suporte completo: bolsa formação, ajuda de custo para moradia e acesso à educação particular, enquanto cursa o 9º ano
Fisicamente imponente — com 1,92 m e 92 kg —, conquistou prestígio entre os colegas e comissão técnica. Chamado de “futura muralha”, é titular absoluto da categoria. Suas atuações foram decisivas para receber o prêmio de melhor goleiro na Copa Voltaço Sub‑14, onde chamou atenção da base alvinegra.
Bruninho se destaca não apenas pelo físico, mas também por sua postura profissional: disciplinado nos treinos, focado nos estudos e respeitador com todos ao seu redor. Ele sonha em seguir carreira na Educação Física e conta com o apoio de toda a estrutura do clube enquanto equilibra futebol e escola.

História familiar
Bruno Samudio de Souza, nasceu em 2010, filho da modelo Eliza Samudio e do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes das Dores de Souza. Desde a morte da mãe, ele foi criado pela avó materna, Sônia Fátima Moura, com quem vive até hoje e que se tornou sua guardiã legal.
Eliza havia mantido um relacionamento com Bruno Fernandes em 2009 e engravidou de Bruninho. O goleiro negava a paternidade e se recusava a assumir a criança. A relação entre os dois se tornou conturbada, com Eliza entrando na Justiça para reconhecimento legal e pensão alimentícia.
Desaparecimento e investigação:
Eliza desapareceu em junho de 2010, com 25 anos, depois de ser levada do Rio de Janeiro a Minas Gerais sob pretexto de um acordo com Bruno. Quando Eliza Samudio desapareceu, Bruninho tinha apenas quatro meses de vida e estava com a própria mãe no momento em que ela foi levada do Rio de Janeiro para Minas Gerais sob um falso pretexto de que Bruno Fernandes, o pai, iria resolver questões relacionadas à paternidade e pensão.
Bruninho viajou com Eliza até Minas Gerais e foi levado para o sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas (MG), onde a polícia afirma que o crime foi cometido. De acordo com os autos do processo, Eliza foi espancada e morta por estrangulamento. O corpo de Eliza Samudio nunca foi encontrado. O envolvimento de Bruno Fernandes foi confirmado por provas, depoimentos e participação ativa na ocultação do cadáver.
Após a morte de Eliza, Bruninho foi encontrado com uma mulher identificada como amiga do ex-jogador, que o deixou em um abrigo em Contagem (MG), cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. Posteriormente, o bebê foi entregue à avó materna, Sônia Moura, em Campo Grande (MS), por determinação judicial.
Em março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.
Em 2019, ele passou ao regime semiaberto e, atualmente, cumpre o restante da pena em liberdade condicional.
Vida com a avó Sônia Moura
Após o assassinato da mãe, Bruninho foi entregue ainda bebê à avó materna, Sônia Moura, que desde então cuida integralmente do neto. Ela se tornou a principal referência afetiva e familiar na vida de Bruninho.
Sônia foi fundamental para blindar o menino da repercussão do caso e guiá-lo por uma infância saudável e segura, longe da mídia, até ele começar a se destacar no futebol. Ela o acompanhou em mudanças de cidade — de Campo Grande para Curitiba, depois para o Rio de Janeiro — e segue ao lado dele como suporte emocional e familiar.
Bruninho não mantém contato com o pai biológico e evita falar publicamente sobre o caso. Ele escolheu focar na carreira esportiva e no futuro como atleta.








