Em movimento articulado na governadoria, senador do PSD abre mão de candidatura própria e aceita compor chapa do PL como primeiro suplente em nome da “unidade” das forças de centro-direita em MS.

Reunião na governadoria define nova composição
A decisão foi consolidada na manhã desta sexta-feira (31/07), durante reunião realizada na Governadoria, que reuniu os principais dirigentes dos partidos de direita e centro-direita de Mato Grosso do Sul. O encontro teve como objetivo alinhar as chapas majoritárias para as eleições de 2026 e evitar divisões que pudessem enfraquecer o grupo político que apoia o governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).
A decisão seguiu orientação da direção nacional do PSD, presidida por Gilberto Kassab, e consolida a aliança entre PSD e PL nas duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul. A composição definida prevê que Reinaldo Azambuja (PL) dispute uma vaga ao Senado, com Nelsinho Trad (PSD) como primeiro suplente e o ex-secretário de Fazenda Felipe Mattos (PL) como segundo suplente.
Convenção do PL oficializa candidatura
Hoje, sábado (1º), a convenção estadual do PL em Mato Grosso do Sul homologa oficialmente os candidatos da legenda para as eleições de 2026. O evento, que ocorre das 8h às 12h na Rua Flamboyant, 681, no bairro Cidade Jardim, em Campo Grande, confirma Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como candidatos ao Senado pelo partido.
Além da definição das candidaturas ao Senado, a convenção delibera sobre as alianças partidárias que serão firmadas no estado e define os números que serão utilizados nas urnas. A expectativa do presidente estadual do PL, o próprio Reinaldo Azambuja, é fortalecer a representação da legenda nas eleições e consolidar a aliança com o PP e o União Brasil em apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel.

Declaração na íntegra do senador Nelsinho Trad
Em nota oficial, o senador Nelsinho Trad justificou sua decisão e afirmou que a mudança atende à “diretriz estratégica” do PSD. Veja abaixo a declaração completa:
A favor de Mato Grosso do Sul: Unidade, Lealdade e Compromisso Público
“Ao longo de toda a minha vida pública, aprendi que a verdadeira política não se faz com vaidades individuais, mas com espírito coletivo e amor pela nossa gente.
Atendendo à diretriz estratégica e à convocação da Direção Nacional do PSD, sob a liderança do nosso presidente Gilberto Kassab, tomei a decisão de redirecionar meu projeto de reeleição ao Senado Federal. Por alinhamento partidário e em nome de uma grande aliança pelo desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, passo a compor, como suplente, a chapa encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).
Não é uma decisão simples. Quem me conhece sabe do amor com que exerci e exerço cada dia do meu mandato no Senado, sempre trabalhando incansavelmente pelos 79 municípios do nosso Estado. No entanto, em momentos decisivos, o papel de um verdadeiro líder é saber colocar os interesses coletivos e as orientações do seu grupo político acima dos seus próprios sonhos.
Aceito este chamamento do PSD com o coração sereno e a consciência tranquila do dever cumprido. Não dou um passo atrás; dou um passo ao lado para somar forças. Reinaldo Azambuja representa a continuidade de um trabalho sério, e a minha presença nessa composição garante que a voz, a experiência e a articulação do PSD continuem firmes no centro das decisões por Mato Grosso do Sul.
Sigo de pé, jogando pelo time, fiel ao meu partido e, acima de tudo, dedicado a servir à população sul-mato-grossense até o último dia da minha vida pública.
Senador Nelsinho Trad
PSD – Mato Grosso do Sul”
Cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul
A definição da chapa de Nelsinho como suplente de Azambuja evita uma disputa interna que poderia fragmentar o voto das forças de centro-direita no estado. A estratégia visa garantir que o grupo político que apoia o governador Eduardo Riedel tenha representação forte no Senado Federal, com pelo menos um senador eleito.
Nelsinho Trad, que ocupa o cargo de senador desde 2015, havia sido pré-candidato à reeleição e era considerado um dos nomes mais fortes para disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026.
Sua decisão de abrir mão da candidatura própria e aceitar a suplência foi vista nos bastidores como um movimento de lealdade partidária e de fortalecimento da aliança entre PSD e PL.






