Ex-governador e Contar são os dois novos representantes de Mato Grosso do Sul no Senado Federal.

Em 1996, o campo-grandense Reinaldo Azambuja ganhou sua primeira eleição, quando disputou a Prefeitura de Maracaju, onde tem a sua história familiar enraizada por laços afetivos e atividade empresarial no agronegócio.
Quatro anos depois, com um saldo histórico de realizações que alçaram a cidade aos cinco melhores desempenho em desenvolvimento humano de Mato Grosso do Sul e impulsionado por uma aprovação recorde, foi reeleito para mais quatro anos.
De prefeito, Azambuja veio escalando degraus de destaque na vida pública: deputado estadual, deputado federal e governador em duas gestões ontem domingo, (04/10), com uma votação consagradora de 903.554 votos, ele conquistou uma das duas vagas do Senado.
A outra ficou para o Capitão Contar, também do PL, que obteve 856.045 votos.
A partir de fevereiro do próximo ano eles serão colegas da senadora Tereza Cristina (PP) na bancada bolsonarista.
Ao lado da esposa, Fátima, logo que teve a confirmação da vitória ele agradeceu a ela, aos filhos, familiares, amigos e saudou efusivamente, por meio de entrevistas e ligações, a população sul-mato-grossense. Disse que vai honrar a confiança de quem depositou seu nome nas urnas, mas ressalvou que o mandato é de toda a população, não importam partidos ou ideologias. “A responsabilidade é com cada pessoa que vive e trabalha neste Estado e no País, que nos ajuda a construir uma sociedade próspera, justa e precisa de uma política renovada e inclusiva”, afirmou.
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Identificações
Produtor agropecuário, Azambuja se identifica com causas de grande relevância política, social, econômica e ambiental, como o municipalismo, a educação, a saúde, a segurança pública e o agronegócio.
Defensor de obras estruturantes, ele avisa que estará na linha de frente de demandas estratégicas, como a busca da competitividade para o Estado. Neste aspecto, ele anuncia que vai trabalhar duro por obras como a duplicação das rodovias federais, a retomada da ferrovia e a estruturação das condições sustentáveis de hidrovia do Rio Paraguai.
“Vamos apoiar o agro, quem empreende, produz e gera empregos”, apregoa, prometendo empenhar-se pelo fortalecimento dos municípios, por meio de uma receita que identifica com a expressão “mais Brasil e menos Brasília”, referindo-se à concentração da maior parte da receita federal nos cofres da União. Para ele, a chamada “parte do leão” deve ser destinada para a unidade federativa que gera a receita e onde tudo acontece: o município.

Liderança
Após liderar em Mato Grosso do Sul as vitórias de maior envergadura eleitoral do PSDB nos últimos 12 anos, ingressou no PL e reprisou o feito.
Liderou e fortaleceu a legenda bolsonarista, ampliando seu leque de alianças, que dominou o quadro de candidaturas vencedoras em todas as disputas locais. “Somos um conjunto de forças que têm, como ideal, construir uma política de resultados, que faça o combate à corrupção e ao desperdício, mas traga soluções para a segurança, a saúde, a educação e o desenvolvimento”.
Capitão Contar é militar da reserva do Exército e ficou com cerca de 33% dos votos. Foi deputado estadual, concorreu ao governo do estado em 2022 e, a partir do ano que vem, cumprirá seu primeiro mandato no Senado. Ele apoia o combate ao crime organizado e o fortalecimento da segurança pública, como ressaltou em campanha. “Vou lutar por regras mais rígidas para progressão de regime, maior integração entre as forças de segurança e proteção para quem está na linha de frente.”






