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Campo Grande, 05 de outubro de 2026
editorial

Quando o voto consagra o mérito

  • Geraldo Silva
  • outubro 5, 2026
  • 5:29 am
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Quando o voto consagra o mérito
O eleitor brasileiro já fez coisas sublimes e bizarras com as urnas. Fez presidente, em 1958, um Juscelino Kubitschek, que é considerado um dos melhores presidentes na história da República.
Porém o brasileiro também já tirou onda com seu próprio voto ao protestar contra a política e os políticos em 1958, dando mais de 100 mil votos ao rinoceronte fêmea Cacareco, nas eleições para a Câmara de Vereadores de São Paulo.
Porém, este fato verídico, mas folclórico e ilustrativo sobre o eleitor que usa o voto para protestar anulando-o, não reflete a responsabilidade de quem vai às urnas para cumprir seu papel de cidadão ou cidadã, de quem se preocupa com sua cidade, estado e País e faz a parte que lhe cabe. Porque o voto é coisa séria, é tomar parte em decisões que poderão gerar resultados bons ou não.
O eleitor local já errou algumas vezes nos quase 50 anos de existência de Mato Grosso do Sul. E já acertou também. E vem acertando há 12 anos, como inquestionavelmente demonstram esta e as eleições anteriores, desde 2014, quando as urnas delegaram a Reinaldo Azambuja a tarefa de governar o Estado. Seriam quatro anos. Foram oito. Em dois mandatos, aqueles votos renovaram a certeza do acerto na escolha, tão eloquentes os resultados.
A receita se repetiria em 2022, com a eleição de Eduardo Riedel, e se impõe, democrática e vigorosamente, no pleito que ora se decidiu. Ora, a eleição e a reeleição de Riedel somaram, para o povo julgar: primeiro, o teste de aptidão no mandato inicial e, em seguida, a acareação entre conservar o que se tem ou buscar outra alternativa.
Prevaleceu a velha lição do “em time que se está ganhando não se mexe”.
O time venceu agora. Sim, porque mostrou conjunto, mesmo tendo talentos individuais. Porque apresentou programas ambiciosos, entretanto exequíveis, credenciados por experiências e iniciativas vitoriosas. E, acima de tudo, porque teve uma liderança absolutamente vocacionada para lidar com o complexo desafio da governança estratégica. É missão para poucos.
Paciência, serenidade, objetividade, tirocínio, responsabilidade, fôlego e crédito, governando para as pessoas e preenchendo todos os espaços de decisão com equipes qualificadas. Este foi e este é Reinaldo Azambuja. Na eleição ao Senado, com números maiúsculos que denotam a dimensão de sua identificação com o povo e com as expectativas do Estado, ele tratou da política com o carinho de pais pelos filhos, de avôs pelos netos.
Foi a construção das alianças em 2014 que as forças por ele lideradas encontraram os caminhos da vitória, virando o jogo sobre o grande favorito das pesquisas. Um exercício exaustivo, mas não para quem consegue fazer contas de somar quando o cenário força o barco para a divisão.
E com esta solução vieram a eleição do sucessor e agora a reeleição, ambos à frente de um projeto comum, que já firmou Mato Grosso do Sul entre os estados que servem de parâmetro de desempenho em gestão e resolutividade, com focos prioritários no social, no crescimento econômico e nas pautas ambientais.
Não há como avaliar por médias convencionais o impacto e o peso dos ganhos agregados que o modelo e o conteúdo desta liderança deram e continuarão dando a Mato Grosso do Sul em suas legítimas demandas. A sabedoria do eleitor está aí. Na escolha de quem não decepciona, de quem não se omite, de quem não depende das garupas do poder.
Para o voto certo não existe sorte. Saber votar exige outros quesitos além da escolha feita por simpatia, currículo, afinidade ideológica ou força de trabalho do candidato.
É mais uma questão em que a responsabilidade e o conhecimento sobre em quem se está votando definem o mais importante: escolher para acertar. Os eleitores de Azambuja provaram isto.
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